O prolapso da válvula mitral normalmente não causa sintomas, sendo percebido apenas durante exames cardíacos de rotina. No entanto, em alguns casos pode haver dor no peito, palpitações, cansaço, falta de ar e tontura, por exemplo.
O prolapso da válvula mitral é uma alteração cardíaca em que a válvula mitral não fecha corretamente, permitindo que parte do sangue retorne do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo.
Leia também: Prolapso da válvula mitral: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/prolapso-da-valvula-mitralEm caso de sintomas do prolapso da válvula mitral, é importante procurar o cardiologista, que fará a avaliação do histórico de saúde e dos sintomas, além de solicitar exames que verifiquem o funcionamento do coração, como o ecocardiograma e o eletrocardiograma.
Muitas pessoas permanecem sem sintomas ao longo da vida, no entanto, quando o prolapso da válvula mitral se manifesta, os sintomas mais comuns incluem:
1. Dor no peito
A dor no peito no prolapso da válvula mitral geralmente não é igual à dor típica de infarto, costuma ser mais leve, prolongada, não relacionada ao esforço e pode aparecer em repouso.
Esse sintoma ocorre porque há alterações na tensão das estruturas da válvula e possível sensibilidade aumentada dos nervos do coração, além de pequenas alterações no fluxo sanguíneo local.
O que fazer: em caso de dor no peito, é importante consultar o cardiologista para diferenciar as causas mais graves. O médico pode solicitar exames como eletrocardiograma e principalmente o ecocardiograma, que confirma o diagnóstico. Saiba como é feito o ecocardiograma.
Em geral, o tratamento envolve orientação médica, explicando que a condição geralmente não é grave, além do controle do estresse e, em alguns casos, uso de medicamentos como betabloqueadores.
2. Palpitações
Palpitações são a sensação de batimentos cardíacos acelerados, irregulares ou “saltando”.
No prolapso da válvula mitral, isso acontece porque a alteração da válvula pode influenciar o sistema elétrico do coração, favorecendo arritmias benignas.
O que fazer: ao notar palpitações frequentes, o ideal é procurar o médico, que pode indicar exames como Holter 24 horas para registrar o ritmo cardíaco ao longo do dia.
Leia também: Exame Holter 24 h: para que serve, como é feito e preparo tuasaude.com/holter-de-24-horasO tratamento depende da intensidade das palpitações e pode incluir redução de cafeína, nicotina e álcool, controle da ansiedade e, quando necessário, uso de medicamentos específicos, como betabloqueadores.
3. Falta de ar
A falta de ar, chamada de dispneia, pode ocorrer principalmente quando o prolapso da válvula mitral provoca refluxo significativo de sangue para o átrio esquerdo. Isso aumenta a pressão nos pulmões e dificulta a respiração. Entenda melhor o que é dispneia.
O que fazer: esse sintoma merece atenção médica, pois pode indicar evolução do quadro. O cardiologista pode solicitar um ecocardiograma para avaliar o grau de refluxo da válvula.
Nesses casos, o tratamento varia desde acompanhamento regular, evitando esforços intensos não orientados e, se houver acúmulo de líquido nos pulmões, uso de diuréticos ou, em situações mais avançadas, cirurgia.
4. Tontura ou sensação de desmaio
Algumas pessoas com prolapso da válvula mitral relatam tontura ou até episódios de quase desmaio. Isso pode ocorrer devido a alterações na regulação do sistema nervoso autônomo ou pequenas variações na pressão arterial.
O que fazer: é importante consultar o cardiologista, que pode indicar a realização de exames como teste de inclinação, também chamado de tilt test, que avalia como o coração e a pressão arterial reagem quando a pessoa muda de posição, e a monitorização cardíaca.
Leia também: Tilt test: o que é, para que serve, como é feito e resultados tuasaude.com/tilt-testAlém disso, o médico orienta a manter boa hidratação, evitar ficar longos períodos em pé e levantar-se devagar.
5. Cansaço ou fadiga
A sensação de cansaço excessivo pode estar presente mesmo sem esforço intenso. Isso pode acontecer devido à leve ineficiência do coração em bombear o sangue ou por associação com fatores como ansiedade, comum em pessoas com prolapso da válvula mitral.
O que fazer: o acompanhamento médico é importante para avaliar se há impacto funcional do prolapso, podendo ser indicado o teste ergométrico, para analisar a resposta do coração ao esforço. Entenda para que serve o teste ergométrico.
O tratamento envolve ajustes no estilo de vida, prática de atividade física orientada e controle de fatores emocionais.
6. Dificuldade para respirar deitado
A dificuldade para respirar quando se está deitado, chamada de ortopneia, pode ocorrer em casos em que o prolapso da válvula mitral provoca refluxo de sangue para o átrio esquerdo e aumenta a pressão nos pulmões.
Deitar faz com que o sangue que normalmente se acumula nas pernas e abdômen retorne ao coração, sobrecarregando a circulação pulmonar e dificultando a respiração.
O que fazer: é recomendado evitar esforços intensos não orientados, dormir com a cabeceira da cama elevada e, se houver acúmulo de líquido nos pulmões, o uso de diuréticos pode ser indicado.
O acompanhamento regular com o cardiologista é essencial, e em casos mais avançados, medicamentos ou cirurgia podem ser necessários.
7. Pânico e ansiedade
O prolapso da válvula mitral está frequentemente associado à ansiedade e ataques de pânico, pois palpitações, falta de ar e tremores podem ser interpretados como sinais de perigo, gerando medo intenso e crises de pânico.
Essa reação é comum porque o prolapso aumenta a sensibilidade do sistema nervoso, intensificando a percepção de sintomas.
O que fazer: é indicado o uso de técnicas de relaxamento, meditação e prática regular de atividade física, que ajudam a controlar os sintomas.
Além disso, a terapia cognitivo-comportamental é muito eficaz para gerenciar o medo associado às sensações cardíacas. Saiba como funciona a terapia cognitivo-comportamental.
Em alguns casos, quando a ansiedade for intensa, o cardiologista ou psiquiatra pode prescrever medicação para controlar os sintomas de ansiedade, como betabloqueadores ou ansiolíticos.