Prolapso da válvula mitral: o que é, sintomas, causas e tratamentos

O prolapso da válvula mitral, também conhecido como prolapso mitral, é uma alteração no coração onde a válvula entre o átrio e o ventrículo esquerdo não se fecha corretamente, permitindo o retorno do sangue a cada batimento cardíaco.

Em muitos casos, essa condição não causa sintomas, mas quando estes surgem, podem incluir palpitações, falta de ar, dor no peito, tontura ou fadiga.

O diagnóstico do prolapso mitral é feito pelo cardiologista por meio de exame físico e ecocardiograma. Geralmente, o tratamento consiste apenas em acompanhamento médico, mas em algumas situações, o uso de remédios pode ser recomendado.

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Sintomas de prolapso da válvula mitral

Os principais sintomas de prolapso da válvula mitral são:

  • Dor no peito;
  • Palpitações ou sensação de batimentos cardíacos irregulares;
  • Cansaço ou fadiga incomuns;
  • Falta de ar ao fazer esforço ou ao deitar;
  • Tonturas, vertigens ou até mesmo desmaios;
  • Episódios de ansiedade ou ataques de pânico.

Esses sintomas podem variar em intensidade, conforme o grau de dano à válvula e de qualquer possível vazamento de sangue.

No entanto, na maioria dos casos, essa condição não causa sintomas, e muitas pessoas a têm sem saber. Quando os sintomas aparecem, geralmente são leves e progressivos.

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Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do prolapso da válvula mitral é feito pelo cardiologista através de exame físico e ausculta cardíaca com estetoscópio.

Marque uma consulta com o cardiologista mais próximo para avaliar a saúde do coração:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

Em alguns casos, o médico pode detectar um som característico chamado "clique mesossistólico" e, se houver vazamento de sangue, um sopro cardíaco que pode ser mais perceptível em certas posições, como ao ficar em pé ou inclinar o corpo para a frente.

O principal exame para confirmar o diagnóstico é o ecocardiograma, que permite visualizar o movimento da válvula mitral e avaliar a presença e o grau de regurgitação. Veja os principais exames que avaliam o coração.

Em alguns casos, o médico também pode solicitar exames como ecocardiografia transesofágico ou tridimensional, eletrocardiograma, Holter, ressonância magnética cardíaca ou radiografia de tórax, por exemplo.

Possíveis causas

As causas do prolapso da válvula mitral variam e, geralmente, estão relacionadas a alterações na estrutura da válvula ou a fatores hereditários.

Em alguns casos, a válvula enfraquece com o tempo devido ao desgaste natural do tecido, o que pode fazer com que as válvulas se estiquem ou fiquem mais finas, levando ao fechamento inadequado.

Também pode ser de causa genética, devido a histórico familiar ou a alterações em genes envolvidos no desenvolvimento e na função do coração.

O prolapso mitral também pode ocorrer em conjunto com doenças do tecido conjuntivo, como a síndrome de Marfan ou a síndrome de Ehlers-Danlos, onde os tecidos do corpo são mais frágeis.

Prolapso da válvula mitral é perigoso?

O prolapso da válvula mitral na maior parte dos casos, não é perigoso e não causa sintomas ou alterações significativas.

No entanto, em alguns casos essa condição pode se tornar perigosa se o prolapso mitral é muito grande ou se provocar uma regurgitação mitral grave (vazamento da válvula), por exemplo.

Assim, pessoas nestas condições podem precisar de tratamento com medicamentos e cirurgia de reparo ou substituição da válvula.

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Como é feito o tratamento

O tratamento para o prolapso da válvula mitral normalmente não é necessário quando não há sintomas. Neste caso, apenas o acompanhamento médico é indicado.

Já na presença de sintomas, o tratamento prescrito pelo cardiologista inclui:

  • Medicamentos antiarrítmicos, para controlar batimentos cardíacos irregulares;
  • Medicamentos betabloqueadores, para palpitações ou dor no peito;
  • Remédios diuréticos, para reduzir o acúmulo de líquido nos pulmões;
  • Remédios anticoagulantes, para prevenir coágulos sanguíneos;
  • Cirurgia para reparar ou substituir a válvula, quando há um grande vazamento de sangue para o átrio esquerdo.

Além disso, em situações mais complexas com arritmias de alto risco, tratamentos avançados, como ablação por cateter ou implante de um desfibrilador automático implantável, podem ser considerados.

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Em alguns casos, também pode ser necessário limitar a participação em esportes competitivos.