- Os principais sintomas de hantavírus onde é necessário procurar o atendimento médico imediato incluem febre, dor muscular intensa, especialmente nas coxas, quadris e costas, náuseas, vômitos e diarreia.
- Com a evolução da infecção, podem surgir tosse seca, dificuldade para respirar, pressão baixa, visão borrada ou problemas nos rins.
- É importante conhecer os principais sintomas de hantavírus para procurar o médico imediatamente, garantindo o diagnóstico rápido e o tratamento correto.
Os sintomas iniciais de hantavírus incluem febre, dor nas articulações e na lombar, dor de cabeça, diarreia, náuseas e vômitos, que podem surgir cerca de 1 a 5 semanas após a infecção.
Ao evoluir, a hantavirose pode causar sintomas cardiopulmonares ou febre hemorrágica com síndrome renal, como tosse seca, dificuldade para respirar, visão borrada, vermelhidão no rosto e hemorragia interna, por exemplo.
Leia também: Hantavírus: o que é, sintomas, transmissão e tratamento tuasaude.com/hantaviroseNa presença de sintomas indicativos de hantavírus, deve-se ir ao hospital imediatamente. Assim, o clínico geral ou infectologista faz uma avaliação completa e, se for confirmada a infecção, indica o tratamento adequado, que pode ser feito com o uso de medicamentos inotrópicos e o antiviral ribavirina, ventilação mecânica e diálise.
Principais sintomas
Os principais sintomas de hantavírus são:
1. Sintomas de hantavírus na fase inicial
Na fase inicial da doença, a pessoa pode apresentar:
- Febre;
- Dor nas articulações;
- Dor de cabeça;
- Dores musculares intensas, especialmente nas coxas, quadris e costas.
- Dor abdominal;
- Diarreia, náuseas e vômitos.
O período em que os primeiros sintomas começam a surgir a partir da infecção, é, em média, de 1 a 5 semanas, com variação de 3 a 60 dias.
2. Sintomas na fase cardiopulmonar
Os sintomas na fase cardiopulmonar incluem:
- Febre;
- Tosse seca;
- Dificuldade para respirar;
- Respiração acelerada;
- Batimentos cardíacos acelerados;
- Pressão baixa.
Os sintomas cardiopulmonares da hantavirose podem surgir de 4 a 10 dias após a fase inicial da doença e são conhecidos como Síndrome Cardiopulmonar pelo Hantavírus (SCPH), sendo mais comuns no Brasil.
3. Sintomas de febre hemorrágica com síndrome renal
A pessoa com febre hemorrágica com síndrome renal pode apresentar sintomas como:
- Dor de cabeça intensa;
- Dor lombar e abdominal;
- Febre;
- Náuseas;
- Visão borrada;
- Vermelhidão no rosto;
- Inflamação ou vermelhidão nos olhos.
A pessoa também pode apresentar pressão baixa, choque agudo, hemorragia interna e insuficiência renal aguda.
Leia também: Choque: 5 tipos, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tipos-de-choqueEstes sintomas surgem de forma repentina, em geral de 1 a 2 semanas após os sintomas iniciais da hantavirose e, em alguns casos raros, até 8 semanas.
A febre hemorrágica com síndrome renal acontece principalmente na Europa e Ásia, causando danos nos vasos sanguíneos e nos rins.
O que fazer em casos de suspeita de hantavírus
Se houver a suspeita de hantavírus, deve-se procurar o atendimento médico de urgência imediatamente.
O clínico geral ou o infectologista faz uma avaliação dos sintomas apresentados e também qualquer possível exposição a ratos. O médico também solicita o teste RT-PCR, imunohistoquímica ou ELISA, para identificar a presença de anticorpos contra o vírus ou o genoma do vírus.
Se houver a confirmação da infecção pelo hantavírus, o tratamento indicado pelo médico pode incluir o uso de aparelhos de ventilação mecânica e o uso de medicamentos inotrópicos, como a dobutamina, para dar suporte à função do coração.
Em casos de febre hemorrágica com síndrome renal, o médico geralmente administra hidratação e eletrólitos e, se houver falência ou insuficiência renal severa, a realização de diálise.
Além disso, se for feita no início da doença, a administração intravenosa do antiviral ribavirina diminui a gravidade da doença e a mortalidade causadas pela febre hemorrágica com síndrome renal.
É preciso ficar em isolamento?
O isolamento da pessoa com suspeita ou confirmação desta doença é recomendado, porque o hantavírus da cepa Andes é capaz de ser transmitido entre humanos.
Embora seja incomum, a contaminação pelo vírus Andes pode acontecer por meio do contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada.
Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros órgãos de saúde orientam o isolamento imediato de pessoas com suspeita de hantavírus e o monitoramento dos contatos próximos para limitar a possibilidade de propagação da doença.
Os profissionais de saúde e cuidadores que atendem essas pessoas também devem adotar precauções rigorosas de controle de infecção. Isso inclui o uso de Equipamentos de Proteção Individual adequados, como máscaras pff3/N95, luvas, óculos de proteção e aventais.