Rifaximina é um antibiótico indicado para tratar e reduzir a recorrência de episódios de encefalopatia hepática em adultos, uma complicação de doenças do fígado.
Esse antibiótico age principalmente no intestino, combatendo bactérias e reduzindo a produção de amônia, substância que pode se acumular no sangue quando o fígado não funciona adequadamente.
Leia também: Antibióticos: o que são, mais usados e dúvidas comuns tuasaude.com/antibioticoA rifaximina é encontrada em farmácias na forma de comprimidos revestidos de 550 mg, com o nome comercial Xifaxan. O uso exige prescrição médica e avaliação individualizada.
Para que serve
A rifaximina é indicada para:
- Tratamento da encefalopatia hepática em adultos;
- Prevenção de novos episódios de encefalopatia hepática;
- Redução da produção intestinal de amônia;
- Tratamento de pessoas com cirrose e alterações de consciência relacionadas ao fígado, geralmente em associação com lactulose.
Esse antibiótico é indicado principalmente para adultos com doença do fígado que já tiveram encefalopatia hepática, pois ajuda a tratar o episódio atual e a reduzir o risco de ele voltar.
Em muitos casos, o médico associa a rifaximina à lactulose, outro medicamento usado na encefalopatia hepática. A rifaximina geralmente é adicionada ao tratamento, e não usada no lugar da lactulose.
Leia também: 8 tratamentos para doenças no fígado tuasaude.com/tratamento-para-doencas-do-figadoA rifaximina serve para SIBO?
A rifaximina pode ser utilizada para tratar o supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO).
Porém, essa finalidade é considerada off-label, ou seja, não consta como indicação aprovada na bula regulada pela Anvisa. O uso depende de avaliação e prescrição médica.
Como tomar
A rifaximina é administrada por via oral, com um copo de água, e pode ser tomada com ou sem alimentos. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros, sem partir, abrir ou mastigar.
Para adultos com encefalopatia hepática, a dose recomendada é de 1 comprimido de rifaximina 550 mg, duas vezes ao dia, com intervalo de aproximadamente 12 horas.
A duração e a continuidade do tratamento dependem da avaliação médica. Para reduzir o risco de recorrência da encefalopatia hepática, o tratamento pode durar até 6 meses ou mais, conforme a necessidade.
Quanto leva para a rifaximina fazer efeito?
O tempo varia conforme a causa e a gravidade dos sintomas. Algumas pessoas podem notar melhora em poucos dias, mas o acompanhamento médico é essencial.
Possíveis efeitos colaterais
Os efeitos colaterais mais comuns da rifaximina são:
- Náuseas, vômitos ou diarreia;
- Dor, desconforto ou inchaço abdominal;
- Dor de cabeça e tontura;
- Coceira e erupções na pele;
- Inchaço nas pernas ou em outras partes do corpo.
Em casos raros, podem ocorrer reações alérgicas graves. Por isso, deve-se buscar atendimento médico imediato se surgirem falta de ar, inchaço no rosto ou lábios, urticária intensa ou desmaio.
A rifaximina pode causar diarreia?
Sim. A rifaximina pode causar diarreia. Se houver diarreia intensa, com sangue, febre ou desidratação, deve-se procurar atendimento médico.
Antibióticos também podem, em situações raras, causar infecção intestinal por Clostridium difficile, chamada colite pseudomembranosa. Saiba mais sobre a colite pseudomembranosa.
Leia também: Diarreia por antibióticos: porque acontece (e o que fazer) tuasaude.com/antibiotico-causa-diarreiaQuem não deve usar
A rifaximina não deve ser usada em algumas situações, como:
- Alergia à rifaximina, a outros antibióticos da família das rifamicinas ou aos componentes da fórmula;
- Obstrução intestinal, condição em que o conteúdo do intestino não consegue avançar normalmente.
Durante a gravidez, o uso não é recomendado como precaução, pois há poucos dados em pessoas grávidas. Na amamentação, a decisão deve ser individualizada com o médico.
Pessoas com insuficiência hepática grave, problemas renais ou que usam anticoagulantes, como a varfarina, também precisam de acompanhamento específico.
Perguntas frequentes
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A rifaximina impede que as bactérias produzam RNA, uma molécula necessária para sua multiplicação. Assim, combate determinadas bactérias no intestino e reduz a produção de substâncias como a amônia. Com menos amônia, há menor risco de piora da encefalopatia hepática.
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Para encefalopatia hepática, o tratamento costuma durar até 6 meses. O médico pode manter, ajustar ou suspender o uso conforme a resposta e os exames.
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Não. A rifaximina não faz parte da relação padrão de medicamentos distribuídos gratuitamente pelo SUS (RENAME). O acesso pode depender de solicitações administrativas especiais ou de processos judiciais específicos.
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Não existe um substituto universal. A escolha depende da doença tratada, das bactérias envolvidas, das condições de saúde, da função do fígado e da resposta anterior: Por isso a troca deve ser definida por um médico.