Pelve congelada: o que é, sintomas e causas (tem cura?)

A pelve congelada é um comprometimento grave da pelve, em que órgãos como útero, ovários, trompas, bexiga e intestino ficam unidos por aderências, que são cicatrizes internas que reduzem ou impedem sua mobilidade.

Essa alteração pode causar dor pélvica intensa, dor durante as relações sexuais e alterações intestinais ou urinárias. Na maioria dos casos, está associada à endometriose profunda, mas também pode ocorrer devido à doença inflamatória pélvica ou cirurgias anteriores.

O diagnóstico é feito pelo ginecologista por meio dos sintomas e de exames como ultrassom transvaginal e o tratamento pode incluir medicamentos, fisioterapia pélvica e cirurgia especializada para liberar as aderências.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas da pelve congelada

Os sintomas da pelve congelada variam de acordo com a causa e a gravidade das aderências, sendo mais comuns:

  • Dor pélvica crônica, que pode piorar durante a menstruação;
  • Dor durante ou após a relação sexual;
  • Cólicas menstruais intensas;
  • Dor ao evacuar, principalmente durante a menstruação;
  • Dor ou dificuldade para urinar, especialmente no período menstrual;
  • Inchaço abdominal ou sensação de pressão na pelve;
  • Alterações intestinais, como prisão de ventre, diarreia ou dor para evacuar, principalmente durante a menstruação.

Além disso, podem surgir dificuldades para engravidar ou infertilidade e, em alguns casos, sangramento menstrual intenso ou irregular.

A pelve congelada também pode não causar sintomas específicos, sendo identificada durante exames de imagem ou no momento da cirurgia para investigar endometriose ou outras doenças pélvicas.

Causas da pelve congelada

A pelve congelada é causada principalmente pela endometriose profunda infiltrativa, que provoca inflamação crônica e a formação de aderências entre os órgãos da pelve. Entenda o que é endometriose profunda.

Essas aderências fazem com que estruturas como útero, ovários, trompas, bexiga e intestino fiquem unidas entre si e percam sua mobilidade. 

Além da endometriose, a pelve congelada também pode ser causada por doença inflamatória pélvica, infecções pélvicas graves, cirurgias abdominais ou pélvicas anteriores e, mais raramente, por tumores na região pélvica.

Pelve congelada tem cura?

A pelve congelada pode ser tratada, mas a possibilidade de cura depende da causa, da extensão das aderências e do comprometimento dos órgãos envolvidos. 

Quando está relacionada à endometriose profunda, o tratamento pode ajudar a controlar os sintomas, reduzir a inflamação e, em alguns casos, restaurar parcialmente a anatomia da pelve por meio de cirurgia. 

No entanto, como as aderências podem voltar a se formar, é necessário acompanhamento médico contínuo para avaliar a evolução da condição e prevenir complicações.

Como é feito diagnóstico 

O diagnóstico da pelve congelada é feito pelo ginecologista por meio da avaliação dos sintomas, do histórico de saúde e de exames que permitem identificar alterações nos órgãos pélvicos. 

Em caso de sintomas de pelve congelada, marque consulta com o ginecologista mais próximo da sua região:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.
 

O ultrassom transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve são os principais exames utilizados para identificar lesões e avaliar a extensão da doença. Saiba para que serve o ultrassom vaginal.

Em alguns casos, a laparoscopia pode ser indicada para confirmar o diagnóstico, observar diretamente as aderências e, quando possível, realizar o tratamento cirúrgico.

Tratamento da pelve congelada

O tratamento da pelve congelada pode incluir:

1. Medicamentos

Os medicamentos podem ser indicados principalmente para controlar a dor e reduzir a inflamação associada à doença de base. Analgésicos e anti-inflamatórios, como paracetamol, dipirona, ibuprofeno ou naproxeno, podem ser utilizados para aliviar o desconforto pélvico.

Nos casos relacionados à endometriose, podem ser indicados tratamentos hormonais, como anticoncepcionais combinados ou à base de progesterona, além de medicamentos que reduzem a atividade dos ovários, ajudando a controlar as lesões e os sintomas.

No entanto, os medicamentos não tratam diretamente a pelve congelada, sendo utilizados principalmente para melhorar os sintomas e controlar a doença que causou essa alteração.

2. Cirurgia

A cirurgia é indicada principalmente nos casos de pelve congelada com dor intensa, infertilidade, comprometimento de órgãos ou quando os sintomas não melhoram com o tratamento clínico. 

A cirurgia de excisão é considerada o principal tratamento cirúrgico, pois consiste na remoção completa e precisa dos focos de endometriose e do tecido fibroso que contribuem para a formação das aderências.

Leia também: Exérese: o que é, para que serve e quando é indicada tuasaude.com/exerese

Durante o procedimento, também é realizada a adesiólise, que é a separação cuidadosa dos órgãos que estão unidos pelas aderências, como útero, ovários, intestino e bexiga, quando possível, a anatomia normal da pelve.

O procedimento geralmente é feito por técnicas minimamente invasivas, como laparoscopia ou cirurgia robótica, que utilizam câmaras de alta definição para permitir maior precisão. Saiba como funciona a cirurgia robótica.

Em casos mais complexos, pode ser necessária a participação de especialistas em cirurgia intestinal ou urológica devido ao envolvimento de outros órgãos.

3. Fisioterapia pélvica

A fisioterapia pélvica pode ser indicada tanto antes como após a cirurgia ou mesmo quando a cirurgia não é necessária. 

Nos casos de pelve congelada, a dor crônica e a inflamação podem levar à contração excessiva e à rigidez dos músculos do assoalho pélvico, que passam a ficar sobrecarregados e podem aumentar o desconforto.

O tratamento é realizado pelo fisioterapeuta especializado e pode incluir técnicas de relaxamento muscular, terapia manual, exercícios de alongamento e fortalecimento, além de orientações para melhorar a mobilidade da região pélvica e o controle da dor. 

Após a cirurgia, a fisioterapia também pode auxiliar na recuperação dos movimentos, na redução de tensões musculares e na retomada das atividades do dia a dia.

Possíveis complicações

A pelve congelada pode causar complicações como:

  • Infertilidade ou dificuldade para engravidar, devido ao comprometimento das trompas, ovários ou alterações na anatomia da pelve;
  • Dor pélvica crônica, que pode ser persistente e interferir nas atividades do dia a dia;
  • Alterações intestinais, como dor ao evacuar, prisão de ventre ou dificuldade na passagem das fezes, quando há envolvimento do intestino;
  • Alterações urinárias, como dor ou dificuldade para urinar, quando a bexiga ou estruturas próximas são afetadas.

Além disso, a presença de aderências pode aumentar o risco de complicações durante cirurgias, pois dificulta a identificação e a separação dos órgãos.

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