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Obesidade: graus, tipos, sintomas e como confirmar

Revisão clínica: Tatiana Zanin
Nutricionista
dezembro 2022
  1. Graus
  2. Como calcular o IMC
  3. Tipos
  4. Sintomas
  5. Causas
  6. Como confirmar
  7. Tratamento

A obesidade é caracterizada pelo excesso de peso, geralmente causado pelo sedentarismo e consumo exagerado de alimentos ricos em gordura e em açúcar, mas também pode estar relacionada com alterações hormonais.

A obesidade pode aumentar o risco do desenvolvimento de doenças, como diabetes, pressão alta, colesterol elevado, infarto ou artrose dos ossos, além de sintomas como dificuldades para fazer esforços, indisposição e baixa auto-estima.

Assim, é importante que o endocrinologista ou clínico geral seja consultado para que seja confirmada a obesidade e seja indicado o tratamento mais adequado, que pode ser a partir de mudança dos hábitos alimentares, prática de atividade física, uso de remédios e, nos casos mais graves, cirurgia.

Imagem ilustrativa número 1

Graus de obesidade

Para identificar que uma pessoa está obesa, na maioria das vezes, utiliza-se o IMC, ou índice de massa corpórea, que é um cálculo que analisa o peso que a pessoa apresenta em relação à sua altura, sendo dividido em diferentes graus:

  • Peso normal: IMC entre 18.0 a 24,9 kg/m2
  • Sobrepeso: IMC entre 25.0 a 29,9 kg/m2
  • Obesidade grau 1: IMC entre 30.0 - 34.9 kg/m2;
  • Obesidade grau 2: IMC entre 35.0 - 39.9 kg/m2;
  • Obesidade grau 3 ou obesidade mórbida: IMC igual ou superior 40 kg/m2.

Além do IMC, é importante que o médico realize outros exames para confirmar a obesidade, já que o IMC não distingue músculo de gordura.

Como calcular o IMC

Para saber o IMC, insira os seus dados na calculadora:

Erro
anos
Erro
cm
Erro
kg
Erro

Tipos de obesidade

Além de ser classificada de acordo com o peso, a obesidade também varia de acordo com a localização e distribuição da gordura pelo corpo:

1. Obesidade abdominal

A gordura se deposita principalmente no abdômen e na cintura, podendo também se distribuir pelo peito e rosto. Este tipo de obesidade também é conhecido como andróide ou obesidade em forma de maçã, devido à semelhança da silhueta da pessoa com esta fruta, e é mais comum em homens, embora algumas mulheres também possam ter.

A obesidade abdominal está muito associada com grande risco para desenvolver outras doenças cardiovasculares como colesterol alto, doenças cardíacas, infarto, além de diabetes, inflamações e trombose.

2. Obesidade periférica

Este tipo de obesidade é mais comum em mulheres, pois a gordura se localiza mais nas coxas, quadris e nádegas, e é conhecido como obesidade em pêra, devido ao formato da silhueta, ou obesidade ginóide. 

A obesidade periférica é mais associada a problemas circulatórios, como insuficiência venosa e varizes, e osteoartrite nos joelhos, devido à sobrecarga do peso nestas articulações, apesar de também aumentar o risco de doenças cardíacas e diabetes.

3. Obesidade homogênea

Neste caso, não há uma predominância da gordura em uma área localizada, pois o excesso de peso está distribuído pelo corpo. Isto pode ser perigoso, pois a pessoa pode se descuidar por não haver um grande impacto na aparência física, como nos outros tipos.

Sintomas da obesidade

Os principais sinais e sintomas de obesidade são:

  • Falta de ar e dificuldades respiratórias, devido à pressão do peso abdominal sobre os pulmões;
  • Dores no corpo, principalmente nas costas, pernas, joelhos e ombros, devido ao excesso de esforço que o corpo faz para suportar o peso;
  • Dificuldade para fazer esforços ou caminhadas, devido ao excesso de peso e descondicionamento do corpo;
  • Dermatites e infecções fúngicas, devido ao acúmulo de suor e sujeira nas dobras do corpo;
  • Manchas escuras na pele, principalmente pescoço, axilas e virilhas, uma reação causada pela resistência insulínica, ou pré-diabetes, chamada de acantose nigricans;
  • Impotência e infertilidade, devido a alterações hormonais e dificuldades para o fluxo sanguíneo nos vasos;
  • Roncos noturnos e apneia do sono, pelo acúmulo gordura no pescoço e vias respiratórias;
  • Maior tendência a varizes e úlceras venosas, devido a alterações nos vasos e circulação sanguínea;
  • Ansiedade e depressão, devido a insatisfações com a imagem corporal e compulsão alimentar.

Além disso, a obesidade é uma causa determinante de diversas doenças, como por exemplo doenças cardiovasculares, como pressão alta, infarto, AVC, trombose, e impotência, e doenças metabólicas, como diabetes e colesterol alto.

Principais causas

A obesidade pode ocorrer em qualquer idade e está frequentemente associada com maus hábitos alimentares, havendo consumo excessivo de alimentos calóricos, como pão, massas, doces, fast food e comidas prontas, além do sedentarismo, o que faz com que a quantidade de calorias consumidas seja maior do que a quantidade que a pessoa gasta ao longo do dia.

Além disso, distúrbios hormonais ou problemas emocionais como ansiedade ou nervosismo também podem aumentar o risco de obesidade e, por isso, estas situações devem ser tratadas logo que sejam identificadas. Conheça melhor sobre as causas de obesidade.

Como confirmar a obesidade

A principal forma de identificar inicialmente a obesidade é através do cálculo do IMC, entretanto, além do peso aumentado, também é importante identificar o depósito de gordura em diferentes locais do corpo, diferenciando o peso em gordura do peso em músculos. Assim, como forma de avaliar a massa de gordura o corpo e a sua distribuição, utiliza-se:

  • Medição da espessura das pregas cutâneas: mede a gordura localizada nos depósitos debaixo da pele, que está relacionada com a quantidade de gordura interna;
  • Bioimpedância: exame que analisa a composição corporal, indicando a quantidade aproximada de músculos, ossos e gorduras do corpo. Entenda melhor quando é indicada e como funciona a bioimpedância;
  • Ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética: avaliam a espessura do tecido adiposo nas dobras, e também em tecidos mais profundos nas diferentes regiões corporais, como abdômen, por isso, são bons métodos para avaliar a obesidade abdominal;
  • Medida da circunferência abdominal: identifica o depósito de gordura no abdômen e o risco do desenvolvimento de obesidade abdominal, sendo classificada como tendo este tipo de obesidade quando a medida da cintura ultrapassa 94 cm no homem e 80 cm na mulher;

  • Relação circunferência abdominal/quadril: mede a relação entre a circunferência abdominal e a do quadril, avaliando diferenças nos padrões de acúmulo de gordura e o risco para desenvolver obesidade, estando alto quando acima de 0,90 para homens e 0,85 para  mulheres. Saiba como pode fazer a medida da relação cintura-quadril.

Idealmente, estas avaliações e medidas devem ser feitas pelo nutricionista ou médico, para identificar corretamente a quantidade de gordura que a pessoa precisa eliminar e programar um tratamento ideal.

Como é feito o tratamento

O tratamento da obesidade deve ser feito com a prática regular de exercícios físicos, orientados por um preparador físico, e uma dieta de emagrecimento, que deve ser orientada por um nutricionista, já que assim é possível promover a perda de peso saudável e garantir efeitos duradouros.

Confira algumas dicas para ajustar a sua dieta, de forma natural e saudável, para alcançar o objetivo de emagrecer:

Os remédios para emagrecer também podem ser utilizados no tratamento da obesidade, no entanto, seu uso só deve ser feito sob orientação do endocrinologista. Nos casos mais graves, pode-se ainda recorrer a alguns tipos de cirurgia como a cirurgia bariátrica. Veja mais detalhes do tratamento para obesidade.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em dezembro de 2022. Revisão clínica por Tatiana Zanin - Nutricionista, em dezembro de 2022.
Revisão clínica:
Tatiana Zanin
Nutricionista
Formada pela Universidade Católica de Santos em 2001, com registro profissional no CRN-3 nº 15097.

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