Excesso de vitamina A: sintomas, o que pode causar (e o que fazer)

O excesso de vitamina A é uma condição caracterizada pela presença de níveis tóxicos deste nutriente no organismo, causando sintomas como náusea e vômito, dor de cabeça, visão turva e queda de cabelo, por exemplo.

Esta hipervitaminose é causada principalmente pela ingestão excessiva de suplementos de vitamina A. Essa condição também pode ser provocada pelo uso de remédios com retinoides e, de forma menos comum, pela ingestão frequente ou excessiva de alimentos ricos em vitamina A.

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Em casos de suspeita de excesso de vitamina A, é recomendado consultar o clínico geral ou pediatra. Assim, o médico poderá fazer uma avaliação completa, solicitar exames e indicar o tratamento adequado que pode incluir a interrupção da ingestão de vitamina A, medidas de suporte e algumas intervenções médicas.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de excesso de vitamina A

Os sintomas de excesso de vitamina A são:

  • Náuseas e vômitos;
  • Tonturas e vertigens;
  • Dores de cabeça fortes;
  • Visão turva;
  • Pele amarelada, seca ou oleosa, descamando e com coceira;
  • Queda de cabelo e unhas quebradiças;
  • Lábios rachados;
  • Irritabilidade, fadiga, sono, confusão mental e depressão.

A pessoa com hipervitaminose A também pode apresentar falta de coordenação muscular, dores nos ossos e articulações, perda de apetite e de peso, e aumento do fígado e do baço.

Em casos graves, o excesso de vitamina A pode causar aumento da pressão do líquido cefalorraquidiano, que pode levar ao coma.

Os sintomas de excesso de vitamina A variam dependendo se essa toxicidade é causada por uma ingestão súbita de uma dose muito alta ou ingestão excessiva e prolongada.

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Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do excesso de vitamina A é feito pelo clínico geral, por meio da avaliação dos sintomas, medicamentos e suplementos em uso e a dieta da pessoa.

Se deseja confirmar o risco de excesso de vitamina A, marque uma consulta com o especialista, usando a ferramenta a seguir:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

Para confirmar o diagnóstico, o médico geralmente também solicita exames de sangue, para avaliar os níveis de vitamina A, cálcio, colesterol e triglicerídeos.

Testes de função hepática, como bilirrubina, fosfatase alcalina, ALT e AST, também podem ser pedidos pelo médico.

Exames de imagem, como raio-X, ultrassonografia do fígado e avaliação neurológica, também podem ser realizados em casos de suspeita de problemas neurológicos, ósseos ou hepáticos.

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O que pode causar o excesso de vitamina A

A vitamina A pode ser causada por situações como:

  • Uso excessivo de suplementos de vitamina A;
  • Consumo frequente ou excessivo de alimentos ricos em vitamina A, como fígado. Embora seja menos comum;
  • Medicamentos com retinoides, como isotretinoína, acitretina e bexaroteno.

A toxicidade aguda ocorre após a ingestão de doses muito elevadas, geralmente acima de 300.00 UI ou mais de 100 vezes a dose diária recomendada, em um curto período.

Já a toxicidade crônica desenvolve-se ao longo de meses a anos com a ingestão regular de doses acima do recomendado, geralmente frequentemente acima de 10.000 a 25.000 UI por dia para adultos.

Pessoas com doenças no fígado ou rins ou que consomem álcool excessivamente, têm maior risco do excesso de vitamina A. Além disso, bebês e crianças são mais sensíveis e podem adoecer com doses menores de vitamina A.

O que fazer

Os tratamentos do excesso de vitamina A são:

1. Interrupção da ingestão

A principal forma de tratar o excesso de vitamina A é interromper imediatamente a ingestão desta vitamina, seja de suplementos, alimentos com vitamina A ou produtos fortificados com esse nutriente.

Geralmente, essa medida é suficiente para que os sintomas desapareçam e a pessoa se recupere bem ao longo do tempo.

2. Cuidados de suporte

Os cuidados de suporte indicados pelo médico para aliviar os sintomas causado pelo excesso de vitamina A são:

  • Uso de hidratantes e emolientes, para aliviar o ressecamento, a descamação e a coceira da pele;
  • Utilização de lágrimas artificiais e colírios lubrificantes, para o ressecamento nos olhos;
  • Ajuste da frequência e volume do uso dos retinoides tópicos, caso estejam em uso.

Monitoramento dos sinais vitais e o estado geral de saúde, onde os casos graves podem necessitar de internação hospitalar.

3. Intervenções específicas

Em casos de toxicidade aguda grave ou complicações crônicas, intervenções específicas são recomendadas pelo médico.

Punções lombares para remover o excesso de líquido cefalorraquidiano ou o uso de remédios como manitol e diuréticos para reduzir a pressão, podem ser indicados em casos de aumento da pressão no cérebro.

Níveis sanguíneos elevados de cálcio são tratados com a administração de fluidos intravenosos, calcitonina e corticosteroides.

Já em casos de elevação perigosa de triglicerídeos devido ao uso de retinoides, o tratamento é feito com a interrupção ou redução da dose do remédio, ou com o uso de estatinas ou fibratos.

Possíveis complicações

O excesso de vitamina A pode causar complicações como:

  • Doenças hepáticas, como esteatose hepática, fibrose e cirrose, hipertensão portal e falência hepática;
  • Doenças ósseas, como osteoporose e fraturas, esporões ósseos e calcificação de tecidos moles;
  • Aumento dos níveis de triglicerídeos e colesterol no sangue;
  • Problemas neurológicos, como hipertensão intracraniana idiopática e edema cerebral;
  • Disfunção renal, levando a níveis elevados de creatinina e ureia no sangue;
  • Problemas hematológicos, como anemia, leucocitose e trombocitopenia;
  • Dermatite esfoliativa.

O excesso de vitamina A durante a gravidez também pode causar defeitos graves no feto, como fenda labial e palatina, microcefalia, hidrocefalia, defeitos cardíacos e alterações no desenvolvimento dos rins e do timo.

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