Estomatite no bebê: o que é, sintomas, causas e tratamento

junho 2022

A estomatite no bebê é uma situação caracterizada pela inflamação da boca que leva ao aparecimento de aftas na língua, gengivas, bochechas e garganta, o que pode ser devido a alergias, traumas na boca ou ser consequência do sistema imunológico em desenvolvimento.

No entanto, em alguns casos, a estomatite pode ser consequência de infecção por vírus, principalmente pelo vírus do herpes, sendo essa situação conhecida como gengivoestomatite herpética, que é acompanhada por outros sintomas e deve ser avaliada pelo pediatra.

O tratamento para a estomatite no bebê deve ser feito de acordo com a orientação do pediatra, sendo recomendado que a boca do bebê esteja sempre limpa e que sejam utilizados remédio para aliviar os sintomas e diminuir o desconforto em alguns casos.

Principais sintomas

A estomatite é mais comum em bebês até 3 anos e provoca sintomas como irritabilidade e recusa da comida, já que pode haver dor quando o alimento toca na aferida. Outros sintomas que podem surgir em caso de estomatite são:

  • Aftas na boca ou inflamação das gengivas;
  • Dor na boca e garganta ao engolir;
  • Pode haver febre acima de 38º;
  • Sensação de mal-estar geral;
  • Feridas nos lábios;
  • Mau hálito.

Estes sintomas podem surgir ao mesmo tempo, mas o frequente é apenas o surgimento de aftas. Na presença de sinais e sintomas indicativos de estomatite, principalmente quando existem outros sintomas além das aftas, é importante que a criança seja levada ao pediatra para que seja feita uma avaliação, identificada a causa e, assim, iniciado o tratamento mais adequado.

Veja os sintomas de estomatite em crianças com mais de 3 anos e o que fazer.

Causas de estomatite em bebê

A estomatite pode ter várias causas, sendo mais frequente de acontecer devido ao sistema imune enfraquecido, o hábito do bebê de colocar mãos e objetos sujos na boca, alergias, traumas na boca ou como consequência de uma gripe, por exemplo. Além disso, a estomatite pode acontecer devido à contaminação pelo vírus do Herpes simplex ou do gênero Coxsackie, que está relacionado com a síndrome mão-pé-boca, havendo normalmente outros sintomas além da afta.

A estomatite também pode estar relacionada com os hábitos alimentares das crianças, sendo comum de aparecer devido à deficiência de vitamina B e C.

Como tratar a estomatite no bebê

O tratamento para estomatite no bebê deve ser indicado pelo pediatra ou dentista e normalmente tem duração de cerca de 2 semanas, sendo importante ter cuidado com os alimentos que o bebê come e com a higienização dos dentes e da boca, além de ser fundamental estimular a hidratação.

É importante que a boca do bebê esteja sempre limpa, para evitar a proliferação de microrganismos na afta, e pode ser recomendado o uso de medicamentos para aliviar os sintomas e diminuir o desconforto, como o Paracetamol, por exemplo. Em alguns casos pode ser recomendado o uso de um antiviral, o Zovirax, no caso de ser uma gengivoestomatite causada pelo Herpes vírus. Esse medicamento ajuda a cicatrizar as feridas da boca, mas só deve ser usado com prescrição do pediatra.

Como alimentar o bebê com afta

É importante que a alimentação do bebê seja continuada mesmo na presença das aftas, no entanto é importante ter alguns cuidados para evitar o agravamento dos sintomas, como por exemplo:

  • Evitar alimentos ácidos, como a laranja, kiwi ou abacaxi;
  • Beber líquidos frios como suco de fruta como melão;
  • Ingerir alimentos pastosos ou líquidos como sopas e purê;
  • Preferir alimentos gelados como iogurte e gelatina.

Estas recomendações ajudam a reduzir a dor ao engolir, prevenindo casos de desidratação e desnutrição. Confira receitas de papinhas e sucos para esta fase.

Esta informação foi útil?

Atualizado e revisto clinicamente por Dr.ª Sani Santos Ribeiro - Pediatra e Pneumologista infantil, em junho de 2022.

Bibliografia

  • MATOS, Andréia L.; SÁ, Maria Aparecida B.; PEREIRA, Mayane M. et al. Lesões bucais na infância: revisão sistemática de interesse da fonoaudiologia. Rev. CEFAC. Vol 18. 1 ed; 209-213, 2016
Revisão médica:
Dr.ª Sani Santos Ribeiro
Pediatra e Pneumologista infantil
Médica formada pela Universidade Federal do Rio Grande com CRM nº 28364 e especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria.