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Estenose mitral: o que é, sintomas e como é feito o tratamento

A estenose mitral corresponde ao espessamento e calcificação da válvula mitral, resultando no estreitamento da abertura que permite a passagem de sangue do átrio para o ventrículo. A válvula mitral, também conhecida como valva bicúspide, é uma estrutura cardíaca que separa o átrio esquerdo do ventrículo esquerdo.

De acordo com o grau de espessamento e, consequentemente, tamanho do orifício para a passagem de sangue, a estenose mitral pode ser classificada em:

  • Estenose mitral leve, cuja abertura para a passagem de sangue do átrio para o ventrículo possui entre 1,5 e 4 cm;
  • Estenose mitral moderada, cuja abertura é entre 1 e 1,5 cm;
  • Estenose mitral grave, cuja abertura é menor que 1 cm.

Os sintomas normalmente começam a surgir quando a estenose é moderada ou grave, já que a passagem do sangue começa a se dificultada, resultando em falta de ar, cansaço fácil e dor no peito, por exemplo, sendo necessário ir ao cardiologista para que seja confirmado o diagnóstico e iniciado o tratamento.

Estenose mitral: o que é, sintomas e como é feito o tratamento

Sintomas da estenose mitral

A estenose mitral normalmente não apresenta sintomas, no entanto pode haver o desenvolvimento de alguns após a realização de esforços físicos, como por exemplo:

  • Cansaço fácil;
  • Sensação de falta de ar, principalmente à noite, tendo que dormir sentado ou recostado;
  • Tontura ao levantar-se;
  • Dor no peito;
  • Pressão arterial pode estar normal ou diminuída;
  • Face rosada.

Além disso, a pessoa pode sentir os seus próprios batimentos e tosse com sangue, caso haja o rompimento de veia ou capilares do pulmão. Conheça as principais causas de tosse com sangue.

Principais causas

A principal causa da estenose mitral é a febre reumática, que é uma doença principalmente provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, que além de provocar inflamação na garganta, faz com que o sistema imune produza auto-anticorpos, o que leva à inflamação das articulações e, possivelmente, alterações na estrutura cardíaca. Veja como identificar e tratar a febre reumática.

Menos frequentemente, a estenose mitral é congênita, ou seja, já nasce com o bebê, podendo ser identificado em exames realizados logo após o nascimento. Outras causas da estenose mitral que são mais raras que a estenose congênita são: lúpus eritematosos sistêmico, artrite reumatóide, doença de Fabry, doente de Whipple, amiloidose e tumor no coração.

Estenose mitral: o que é, sintomas e como é feito o tratamento

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo cardiologista por meio da análise dos sintomas descritos pelo paciente, além da realização de alguns exames, como radiografia de tórax, eletrocardiograma e ecocardiograma. Veja para que serve e como é feito o ecocardiograma.

Além disso, no caso de estenose mitral congênita, o médico pode fazer o diagnóstico a partir da ausculta do coração, em que pode ser ouvido um sopro cardíaco característico da doença. Veja como identificar o sopro cardíaco.

Como tratar

O tratamento para a estenose mitral é feito de acordo com a recomendação do cardiologista, sendo indicadas doses individualizadas dos medicamentos de acordo com a necessidade do paciente. O tratamento normalmente é feito com o uso de medicamentos betabloqueadores, antagonistas do cálcio, diuréticos e anticoagulantes, que permitem o funcionamento correto do coração, alívio dos sintomas e prevenção das complicações.

Nos casos mais graves de estenose mitral, pode ser recomendado pelo cardiologista a realização de cirurgia para reparação ou substituição da válvula mitral. Saiba como é o pós operatório e a recuperação da cirurgia cardíaca.

Possíveis complicações

Como na estenose mitral há dificuldade na passagem de sangue do átrio para o ventrículo, o ventrículo esquerdo é poupado e permanece no seu tamanho normal. Porém, como ocorre grande acúmulo de sangue no átrio esquerdo, essa cavidade tende a aumentar de tamanho, o que pode facilitar o aparecimento de arritmias cardíacas como a fibrilação atrial, por exemplo. Nestes casos, o paciente pode necessitar do uso de anticoagulantes orais para diminuir o risco de derrame cerebral. 

Além disso, como o átrio esquerdo recebe sangue do pulmão, se há uma acúmulo de sangue no átrio esquerdo, o pulmão passa a ter dificuldade de mandar o sangue que chega nele para o coração. Assim, o pulmão acaba acumulando muito sangue e consequentemente, pode se encharcar, resultando no edema pulmonar agudo. Saiba mais sobre o edema pulmonar agudo.

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