Espondiloartrose: o que é, causas, sintomas e tratamento

julho 2022

A espondiloartrose é tipo de artrose que afeta as vértebras da coluna e suas articulações geralmente como resultado do envelhecimento normal, levando à inflamação e desgaste, o que pode causar sintomas, como dor, rigidez e perda da flexibilidade, e compressão de nervos nos casos mais graves, principalmente quando não é tratada. 

Embora normalmente possa resultar do envelhecimento normal da coluna, fatores como sobrepeso e postura incorreta podem acelerar o desgaste das articulações. Quando o desgaste é grave, o disco intervertebral ou vértebras podem ficar deformadas causando uma hérnia de disco ou mesmo compressão de nervos, o que pode causar sintomas como dor e formigamento nas pernas. Saiba como identificar os sintomas da hérnia de disco.

Em caso de suspeita de espondiloartrose, é importante consultar um ortopedista para uma avaliação e início do tratamento apropriados. Embora não tenha cura, os sintomas da espondiloartrose podem ser controlados e é possível prevenir a piora. 

Possíveis causas

A espondiloartrose pode ser causada pelo próprio envelhecimento, que leva ao desgaste das vértebras da coluna e discos intervertebrais, formação de estruturas ósseas anormais, chamadas de osteófitos, e inflamação. No entanto, outros fatores são capazes de piorar esse desgaste, como sobrepeso, postura incorreta, excesso de exercício físico e movimentos anormais das articulações.

Além disso, pessoas com obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol alto, que geralmente ocorrem na síndrome metabólica, têm maior risco de desenvolver espondiloartrose. Entenda melhor o que é a síndrome metabólica e como é feito o diagnóstico.

Principais sintomas

Os principais sintomas da espondiloartrose são::

  • Dor na coluna, nádegas, coxa ou nuca;
  • Rigidez para movimentar o tronco;
  • Perda da flexibilidade;
  • Piora da dor com o toque.

Os sintomas geralmente melhoram sem que nenhuma medida específica seja necessária, no entanto, nos casos mais graves os sintomas podem durar mais de uma ou duas semanas. Além disso, nestes casos pode haver compressão dos nervos na coluna, causando sintomas como perda da força ou sensibilidade, dor ou formigamento em uma ou ambas as pernas ou braços e até mesmo incontinência da urina ou fezes. 

Em caso de suspeita de osteoartrose, é importante consultar um ortopedista para uma avaliação e início do tratamento apropriado, uma vez que a espondiloartrose tende a piorar caso não tratada. O diagnóstico normalmente é feito por meio da realização de exames como raio-x, ressonância magnética ou tomografia computadorizada.

Como é o tratamento

O tratamento da espondiloartrose geralmente envolve medicamentos analgésicos, como paracetamol e tramadol, e aplicação de compressas mornas, massagem e acupuntura quando não há sinais de compressão de nervos como perda de força ou formigamento nas pernas. 

Além disso, a realização de fisioterapia e atividade física com orientação adequada e sem sobrecarga, como hidroginástica e exercícios aeróbicos, e mudanças na dieta, com maior ingestão de alimentos ricos em ômega 3, como sardinha e amêndoas, também são importantes. Veja como deve ser um dieta que pode ajudar no tratamento da espondiloartrose.

Outras medidas importantes incluem perder peso e tratar outras doenças como diabetes, hipertensão e colesterol alto, e podem ajudar a prevenir a evolução da espondiloartrose. No entanto, quando a espondiloartrose já é grave, como no caso de compressão de nervos ou hérnia de disco, podem ser indicadas medidas mais invasivas, como cirurgia.  

Fisioterapia para espondiloartrose

A fisioterapia na espondiloartrose é capaz de melhorar a postura, flexibilidade e aliviar a dor por meio de  exercícios específicos, uso de aparelhos e alongamentos, que aumentam  o aporte sanguíneo e ajudam a aumentar a amplitude dos movimentos.

O trabalho da fisioterapia é capaz de aliviar os sintomas da espondiloartrose, no entanto, por ser uma doença progressiva e degenerativa, provavelmente a pessoa precisará fazer várias sessões de fisioterapia durante a vida.

Como conviver com a espondiloartrose

Para viver melhor com espondiloartrose, um acompanhamento com um psicólogo pode ser benéfico, e realizar atividade física bem orientada é importante para  aprender a viver com a espondiloartrose, que é uma doença ortopédica que apesar de não ter cura, tem tratamento para controlar seus sintomas.

É importante encontrar a melhor maneira de contornar a dor e as limitações que esta doença provoca e algumas dicas úteis são as massagens de relaxamento, exercícios de alongamento muscular e a caminhada, embora algumas vezes a cirurgia possa ser indicada para diminuir o desconforto e diminuir a velocidade de evolução da doença.

A espondiloartrose pode ser controlada e é possível passar dias sem sentir dor, mas para isto é necessário seguir as orientações do médico e do fisioterapeuta. Não fazer esforços, emagrecer e evitar a má postura são orientações que devem ser seguidas diariamente.

Os exercícios como o Pilates no solo ou na piscina, ajudam a diminuir a dor e melhorar a amplitude de movimentos. Mas é importante que estes exercícios sejam realizados sob a orientação de um fisioterapeuta especializado para evitar maiores danos na coluna. 

Além disso, a hidroterapia também é uma grande aliada pois associa os alongamentos com os movimentos respiratórios, e a água morna facilita os movimentos e promove o relaxamento muscular

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Atualizado por Jonathan Panoeiro - Neuropediatra, em julho de 2022. Revisão clínica por Marcelle Pinheiro - Fisioterapeuta, em julho de 2022.

Bibliografia

  • STATPEARLS. Osteoarthritis. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK482326/>. Acesso em 14 jul 2022
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA. Osteoartrite (Artrose). Disponível em: <https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/osteoartrite-artrose/>. Acesso em 14 jul 2022
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  • STATPEARLS. Spinal Osteoarthritis. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK553190/>. Acesso em 14 jul 2022
Revisão clínica:
Marcelle Pinheiro
Fisioterapeuta
Formada em Fisioterapia pela UNESA em 2006 com registro profissional no CREFITO- 2 nº. 170751 - F e especialista em dermatofuncional.

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