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Doença de Haff: o que é, sintomas e tratamento

A doença de Haff é uma doença rara que acontece de forma repentina e que é caracterizada pela ruptura das células musculares, o que leva ao aparecimento de alguns sinais e sintomas como dor e rigidez muscular, dormência, falta de ar e urina preta, semelhante à café.

As causas da doença de Haff ainda são discutidas, no entanto acredita-se que o desenvolvimento da doença de Haff seja devido a alguma toxina biológica presente em peixes de água doce e crustáceos.

É importante que essa doença seja identificada e tratada rapidamente, isso porque a doença pode evoluir rapidamente e trazer complicações para a pessoa, como insuficiência renal, falência múltipla de órgãos e óbito, por exemplo.

Doença de Haff: o que é, sintomas e tratamento

Sintomas da doença de Haff

Os sintomas da doença de Haff surgem entre 2 a 24 horas após o consumo de peixe ou crustáceos bem cozidos, mas contaminados, e estão relacionados com a destruição das células musculares, sendo os principais:

  • Dor e rigidez nos músculos, que é muito forte e surge de repente;
  • Urina muito escura, marrom ou preta, semelhante à cor do café;
  • Dormência;
  • Perda da força;

Na presença desses sintomas, principalmente se for notado escurecimento da urina, é importante que a pessoa consulte um clínico geral para que seja possível avaliar os sintomas e realizar exames que ajudem a confirmar o diagnóstico.

Os exames normalmente indicados no caso da doença de Haff são a dosagem da enzima TGO, exames que avaliam a função renal e a dosagem da creatinofosfoquinase (CPK), que é uma enzima que atua nos músculos e que tem seus níveis aumentados quando há alguma alteração no tecido muscular. Dessa forma, na doença de Haff os níveis de CPK está muito acima do que é considerado normal, sendo possível confirmar o diagnóstico da doença. Saiba mais sobre o exame CPK.

Possíveis causas

As causas da doença de Haff não são totalmente conhecidas, no entanto acredita-se que a doença está relacionado com o consumo de peixes e crustáceos possivelmente contaminados com alguma toxina termoestável, isso porque as pessoas diagnosticadas com essa doença consumiram esses alimentos algumas horas antes do aparecimento dos sintomas.

Devido ao fato dessa toxina biológica ser termoestável, não seria destruída no processo de cozimento ou fritura, e poderia causar os danos celulares relacionados com a doença de Haff.

Como a toxina não altera o sabor do alimento, não muda sua cor, nem é destruída pelo processo normal de cozedura, é possível que as pessoas consumam esses peixes ou crustáceos sem mesmo saber se estão contaminados. Alguns frutos do mar que foram consumidos por pacientes diagnosticados com a doença de Haff incluem o Tambaqui, Pacu-Manteiga, Pirapitinga e Lagostim.

Como é feito o tratamento

É importante que o tratamento da doença de Haff seja iniciado assim que os primeiros sintomas surgirem, pois dessa forma é possível prevenir a progressão da doença e o surgimento de complicações.

Normalmente é indicado que a pessoa fique bem hidratado nas 48 a 72 horas seguintes ao aparecimento dos sintomas, pois dessa forma seria possível diminuir a concentração da toxina no sangue e favorecer a sua eliminação através da urina.

Além disso, pode ser recomendado o uso de analgésicos com o objetivo de aliviar a dor e o desconforto, além de medicamentos diuréticos para favorecer a produção de urina e promover a limpeza do organismo.

Complicações da doença de Haff

As complicações mais frequentes da doença de Haff surgem quando não é feito o tratamento adequado e incluem a insuficiência renal aguda e a síndrome compartimental, que acontece quando existe um aumento da pressão arterial numa parte específica do corpo, o que pode colocar em risco os músculos e nervos dessa região.

Por esse motivo, é muito importante ir ao hospital ou consultar um médico sempre que existir suspeita da doença de Haff, para iniciar o tratamento adequado e evitar o surgimento de complicações.

Bibliografia >

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  • CHAN, Thomas Y. K. The Emergence and Epidemiology of Haff Disease in China. Toxins. Vol 359. 8 ed; 2016
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