Cardiomiopatia: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento

Atualizado em janeiro 2024

A cardiomiopatia é uma doença que afeta o músculo do coração, dificultando o bombeamento do sangue e podendo causar sintomas como, falta de ar, dor no peito, inchaço no corpo, batimentos cardíacos irregulares e, em alguns casos, a morte súbita.

A cardiomiopatia pode surgir em qualquer idade e ser causada por situações como pressão alta, infarto, insuficiência cardíaca, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, diabetes, obesidade, ou ainda devido a alterações genéticas.

Assim, na presença de sintomas que possam indicar a cardiomiopatia, é importante consultar o cardiologista ou clínico geral, para que seja feita uma avaliação completa e indicado o tratamento adequado, que pode incluir o uso de medicamentos, mudanças no estilo de vida, transplante de coração e cirurgias.

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Principais sintomas

Os principais sintomas de cardiomiopatia são:

  • Falta de ar ou dificuldade para respirar;
  • Dor no peito;
  • Fadiga;
  • Tornozelos, pés, pernas e barriga inchados;
  • Tontura;
  • Batimentos cardíacos irregulares;
  • Desmaios;
  • Barulhos incomuns durante os batimentos do coração.

Já os sintomas de cardiomiopatia em bebês e crianças podem incluir vômitos, diarreia, dificuldades para comer e respirar, agitação e crescimento deficiente.

Algumas pessoas com cardiomiopatia podem nunca desenvolver sintomas, já outras podem apresentar sinais conforme essa doença piora.

Tipos de cardiomiopatia

Os principais tipos de cardiomiopatia, que variam conforme o problema no músculo do coração, são:

1. Cardiomiopatia hipertrófica

A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença genética que aumenta a espessura do músculo do coração, surgindo geralmente na infância ou no início da idade adulta. Conheça melhor sobre a cardiomiopatia hipertrófica.

Os principais sintomas que podem surgir na cardiomiopatia hipertrófica incluem fadiga, falta de ar, dor no peito, palpitações e síncope. Além disso, esse tipo de cardiomiopatia também pode causar morte súbita em adolescentes e atletas jovens.

2. Cardiomiopatia dilatada

A cardiomiopatia dilatada é caracterizada por uma alteração na contração e aumento e dilatação de um ou ambos os ventrículos do coração, podendo não ter uma causa identificável ou surgir devido a uma predisposição familiar, infecções virais, doença de Chagas, doença de Lyme ou abuso de álcool, por exemplo.

A cardiomiopatia dilatada pode surgir em pessoas de qualquer idade, causando sintomas, como falta de ar durante o sono, dificuldade para respirar deitado, pernas inchadas, falta de ar, fadiga e mal-estar. Já nos casos mais graves, a pessoa pode apresentar tromboembolismo, arritmias, insuficiência cardíaca e morte.

3. Cardiomiopatia de Takotsubo

A cardiomiopatia de Takotsubo, ou cardiomiopatia do estresse, é uma condição onde o músculo do coração interrompe o suprimento de sangue do coração e a sua capacidade de bombear, podendo surgir após um estresse físico ou emocional inesperado.

Também conhecida como síndrome do coração partido, esse tipo de cardiomiopatia pode causar sintomas parecidos com os do infarto, como dor no peito, falta de ar, cansaço, alteração nos batimentos do coração, palpitação, pressão baixa e desmaio. Saiba reconhecer os sintomas da síndrome do coração partido.

4. Cardiomiopatia chagásica

A cardiomiopatia chagásica surge devido a uma inflamação no coração provocada pela infecção pelo parasita Trypanosoma cruzi, podendo causar falta de ar, fadiga, arritmias, desmaio, inchaço nas pernas e braços, dor no peito, tromboembolismo e morte súbita.

5. Cardiomiopatia restritiva

Podendo ser causada por situações como radioterapia, uso de medicamentos, como antraciclinas, busulfan e metisergida, ou por doenças, como amiloidose, sarcoidose ou diabetes, a cardiomiopatia restritiva é rara e afeta principalmente adultos mais velhos.

Os sintomas que podem estar presentes na cardiomiopatia restritiva incluem barriga inchada, inchaço das pernas e pés, arritmias ou cansaço extremo durante atividades físicas.

6. Cardiomiopatia alcoólica

A cardiomiopatia alcoólica é uma condição que provoca o aumento e o enfraquecimento do coração, prejudicando o bombeamento do sangue, sendo comum em pessoas que sofrem de alcoolismo ou que possuem mutações genéticas que diminuem a velocidade no metabolismo do álcool.

Também conhecida como ou cardiomiopatia induzida por álcool, esse tipo de cardiomiopatia pode causar sintomas de insuficiência cardíaca, como falta de ar, palpitações e desmaios.

7. Cardiomiopatia periparto

Também conhecida como cardiomiopatia pós-parto, a cardiomiopatia periparto é um tipo raro de insuficiência cardíaca que surge no final da gravidez ou nos meses seguintes após o parto, e quando nenhuma outra causa de insuficiência cardíaca é identificada.

Alguns dos sintomas que podem surgir na cardiomiopatia periparto são fadiga, baixa pressão arterial, falta de ar, pernas e barriga inchadas.

Como confirmar o diagnóstico

O  diagnóstico da cardiomiopatia deve ser feito pelo cardiologista, através da avaliação dos sintomas e sinais apresentados, e do histórico de saúde da pessoa.

Se deseja avaliar o risco de cardiomiopatia, marque uma consulta com o cardiologista mais próximo de você:

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Para confirmar o diagnóstico, o médico também solicita alguns exames, como hemograma completo, biópsia do coração e exames de imagem, como ressonância magnética, ecocardiograma, eletrocardiograma e radiografia de tórax.

Além disso, o cardiologista  também pode indicar o teste genético e o teste ergométrico, um teste que avalia o funcionamento do coração durante o esforço físico. Entenda melhor para que serve o teste ergométrico.

Possíveis causas

As possíveis causas da cardiomiopatia são:

  • Pressão alta por longos períodos;
  • Hemocromatose;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Infarto;
  • Doenças metabólicas, como obesidade e diabetes;
  • Sarcoidose;
  • Amiloidose.

Além disso, a história familiar de cardiomiopatia, insuficiência cardíaca ou parada cardíaca súbita também aumentam o risco do desenvolvimento de cardiomiopatia.

Diferença de cardiomiopatia e cardiopatia

A cardiopatia se refere a doenças que afetam qualquer parte do coração, incluindo as cardiomiopatias, doença arterial, pressão alta ou alterações nas válvulas cardíacas, por exemplo.

Já a cardiomiopatia é uma condição que indica as doenças que atingem apenas o músculo do coração, que é conhecido como miocárdio.

Como é o tratamento

O tratamento da cardiomiopatia varia conforme a causa e a gravidade dessa condição, incluindo uso de medicamentos, transplante cardíaco, cirurgia e mudanças no estilo de vida.

1. Medicamentos

Alguns dos medicamentos que podem ser prescritos pelo médico para tratar a cardiomiopatia incluem:

  • Anticoagulantes, como varfarina, aspirina e rivaroxabana, para prevenir coágulos em pessoas com cardiomiopatia dilatada, de Takotsubo e hipertrófica;
  • Betabloqueadores, como atenolol, metoprolol e bisoprolol, são indicados para tratar a cardiomiopatia hipertrófica, de Takotsubo, restritiva, alcoólica e dilatada;
  • Bloqueadores dos canais de cálcio não di-hidrostricnínicos, como verapamil, que são recomendados para pessoas com cardiomiopatia hipertrófica;
  • Diuréticos, que podem ser indicados para pessoas com cardiomiopatia hipertrófica, dilatada, periparto, alcoólica e restritiva;
  • Corticosteroides, que são prescritos para casos de cardiomiopatia causada por sarcoidose.

Além disso, os inibidores da enzima conversora de angiotensina, como enalapril, ramipril e captopril, são medicamentos que também podem ser indicados para tratar a cardiomiopatia dilatada, de Takotsubo, periparto ou restritiva.

2. Transplante de coração

O transplante de coração é a substituição do coração doente por outro saudável de um doador, que pode ser indicado em casos avançados de insuficiência cardíaca, na cardiomiopatia restritiva, hipertrófica ou dilatada, por exemplo.

Leia também: Transplante de coração: como é feito, indicação e recuperação tuasaude.com/transplante-de-coracao

3. Cirurgia

A ablação septal com álcool é uma cirurgia que pode ser indicada em casos de cardiomiopatia hipertrófica para melhorar os sintomas, aumentar a capacidade de exercício e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

Já a cirurgia de miomectomia ventricular, substituição da válvula mitral, implante de marca-passo permanente ou cardioversor desfibrilador podem ser recomendadas em pessoas com cardiomiopatia hipertrófica ou restritiva

4. Mudanças no estilo de vida

A abstinência do álcool é uma mudança no estilo de vida recomendada para todas as pessoas com cardiomiopatia, principalmente em casos de cardiomiopatia alcoólica.

Outras mudanças no estilo de vida que ajudam a controlar a cardiomiopatia incluem: praticar atividades físicas regularmente, manter o peso corporal adequado, ter boas noites de sono evitar o estresse e manter uma alimentação saudável, priorizando frutas, legumes, verduras, cereais integrais, leguminosas e proteínas com pouca gordura.

A cardiomiopatia tem cura?

A cardiomiopatia não tem cura, no entanto, o tratamento adequado e as mudanças no estilo de vida ajudam a controlar os sintomas e prevenir as complicações dessa doença.