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Tetralogia de Fallot: o que é, sintomas e tratamento

A tetralogia de Fallot é uma doença cardíaca genética e congênita que acontece devido a quatro alterações no coração que interferem no seu funcionamento e reduzem a quantidade de sangue que é bombeado e, consequentemente, a quantidade de oxigênio que chega aos tecidos.

Assim, as crianças com essa alteração cardíaca geralmente apresentam coloração azulada em toda a pele devido à falta de oxigênio nos tecidos, além de também poder ter haver respiração rápida e alterações no crescimento.

Apesar da tetralogia de Fallot não ter cura, é importante que seja identificada e tratada de acordo com a orientação do médico para melhorar os sintomas e promover a qualidade de vida da criança.

Tetralogia de Fallot: o que é, sintomas e tratamento

Principais sintomas

Os sintomas da tetralogia de Fallot podem variar de acordo com o grau das alterações cardíacas, porém, os mais comuns incluem:

  • Pele azulada;
  • Respiração rápida, especialmente ao mamar;
  • Unhas escuras nos pés e mãos;
  • Dificuldade em ganhar peso;
  • Irritabilidade fácil;
  • Choro constante.

Estes sintomas podem surgir apenas após os 2 meses de idade e, por isso, caso sejam observados devem ser imediatamente informados ao pediatra para que sejam feitos exames, como ecocardiografia, eletrocardiograma ou raio X do tórax, para avaliar o funcionamento do coração e identificar o problema, caso exista.

Caso o bebê apresente muita dificuldade para respirar deve-se deitar o bebê de lado e dobrar os joelhos até ao peito, para melhorar a circulação sanguínea. Veja o que fazer quando o bebê não respira.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a tetralogia de Fallot consiste na realização de cirurgia, que pode variar de acordo com a gravidade da alteração e idade do bebê. Assim, os dois principais tipos de cirurgia para tratar a tetralogia de Fallot são:

1. Cirurgia de reparação intracardíaca

Este é o principal tipo de tratamento para a tetralogia de Fallot, sendo feito a coração aberto de forma a permitir que o médico corrija as alterações cardíacas e melhore a circulação do sangue, aliviando todos os sintomas.

Esta cirurgia geralmente é feita durante o primeiro ano de vida do bebê, quando são descobertos os primeiros sintomas e é confirmado o diagnóstico.

2. Cirurgia temporária

Embora a cirurgia mais utilizada seja a reparação intracardíaca, o médico pode recomendar fazer uma cirurgia temporária no caso de bebês que são muito pequenos ou fracos para passarem por uma cirurgia grande.

Assim, o cirurgião faz apenas um pequeno corte na artéria para permitir a passagem de sangue para os pulmões, melhorando os níveis de oxigênio.

No entanto, esta cirurgia não é definitiva e permite apenas que o bebê continue a crescer e se desenvolver durante algum tempo, até estar capaz de passar pela cirurgia de reparação intracardíaca.

O que acontece após a cirurgia

Na maior parte dos casos os bebês passam pela cirurgia de reparação sem qualquer problema, no entanto, em alguns casos podem surgir algumas complicações como arritmia ou dilatação da artéria aorta. Nesses casos, pode ser necessário tomar remédios para o coração ou fazer novas cirurgias para corrigir os problemas.

Além disso, por ser um problema cardíaco é importante que a criança seja sempre avaliada por um cardiologista ao longo do seu desenvolvimento, para fazer exames físicos regulares e adaptar as suas atividades, por exemplo.

Bibliografia >

  • MARTINS, THIAGO G. ET AL. Tetralogia de Fallot: anátomo-fisiologia cardíaca, tratamento paliativo e técnica operatória definitiva. Disponível em: <http://www.prac.ufpb.br/anais/xenex_xienid/xi_enid/monitoriapet/ANAIS/Area6/6CCSDMMT16-P.pdf>. Acesso em 24 Abr 2020
  • BARREIRA, Mariana C. Tetralogia de Fallot – Um Desafio Multidisciplinar. Tese de Mestrado, 2017. Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
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