Ative as notificações para não perder as publicações de saúde e bem estar mais interessantes.

Supergonorreia: o que é, sintomas e tratamento

Supergonorreia é o termo usado para descrever a bactéria responsável pela gonorreia, a Neisseria gonorrhoeae, resistente a diversos antibióticos, incluindo os antibióticos que normalmente são utilizados no tratamento dessa infecção, como a Azitromicina. Dessa forma, o tratamento para a supergonorreia é mais difícil e, por causa disso, há maior risco de desenvolvimento de complicações, já que a bactéria permanece mais tempo no organismo.

A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível que pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de relação sexual com penetração, anal ou oral sem proteção. Saiba mais sobre a transmissão da gonorreia.

Supergonorreia: o que é, sintomas e tratamento

Principais sintomas

Os sintomas da supergonorreia são os mesmos da gonorreia causada pela bactéria sensível aos antibióticos, no entanto não desaparecem à medida que o tratamento com antibióticos é realizando, aumentando o risco de complicações. De forma geral, os principais sintomas de supergonorreia é:

  • Dor ou ardor ao urinar;
  • Corrimento branco-amarelado, semelhante a pus;
  • Aumento da vontade para urinar e incontinência urinária;
  • Inflamação do ânus, no caso da transmissão da bactéria ter sido através da relação anal;
  • Dor de garganta, no caso de relação íntima oral;
  • Aumento do risco de doença inflamatória pélvica (DIP), devido à permanência da bactéria no organismo;

Além disso, como a eliminação da supergonorreia é mais difícil devido à resistência a diversos antibióticos, há maior risco dessa bactéria chegar à corrente sanguínea e chegar a outros órgãos, resultando no aparecimento de outros sintomas como febre, dor na articulação e lesões nas extremidades, por exemplo. Conheça outros sintomas de gonorreia.

Como é o tratamento

O tratamento pra a supergonorreia é difícil devido à resistência dessa bactéria aos antibióticos normalmente utilizados no tratamento, principalmente Azitromicina e Ceftriaxona. Assim, para combater a Neisseria gonorrhoeae multirresistente e evitar o desenvolvimento de complicações, é importante que inicialmente seja realizado um antibiograma para saber o perfil de sensibilidade e resistência dessa bactéria.

Nesse caso é comum ser identificada resistência a quase todos os antibióticos, no entanto é possível que exista algum antibiótico que em concentrações mais elevadas ou em combinação com outro possa ser utilizado de forma eficaz. Assim, o tratamento é normalmente realizado em internamento com administração de antibióticos diretamente na veia para que seja possível combater a bactéria de forma mais eficaz.

Além disso, durante o tratamento são realizados exames periódicos para verificar se o tratamento com antibióticos está sendo eficaz ou se a bactéria desenvolveu novas resistências. Confira mais detalhes do tratamento para gonorreia.

Esta informação foi útil?

Sua opinião é importante! Escreva aqui como podemos melhorar o nosso texto:

Ficou alguma dúvida? Clique aqui para ser respondido.
Verifique o email de confirmação que lhe enviamos.
Informação do autor:
Marcela Lemos
Biomédica
Formada pela Universidade Federal de Pernambuco em 2017. Possui habilitação em análises clínicas e experiência em biossegurança e controle de infecção

Bibliografia

  • WHO. Multi-drug resistant gonorrhoea. Disponível em: <https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/multi-drug-resistant-gonorrhoea>. Acesso em 06 Jan 2021
  • BODIE, M.; GALE-ROWE, M.; ALEXANDRE, S. et al. Addressing the rising rates of gonorrhea and drug-resistant gonorrhea: There is no time like the present. CCDR. Vol 45. 2 ed; 54-62, 2019
  • MARTIN, I.; SAWATZKY, P.; ALLEN, V. et al. Multidrug-resistant and extensively drug-resistant Neisseria gonorrhoeae in Canada, 2012–2016. CCDR. Vol 45. 2/3 ed; 45-53, 2019
  • COSTA-LOURENÇO, Ana Paula R.; SANTOS, Késia Thaís B.; MOREIRA, Beatriz M. et al. Antimicrobial resistance in Neisseria gonorrhoeae: history, molecular mechanisms and epidemiological aspects of an emerging global threat. Brazilian Journal of Microbiology. Vol 48. 617-628, 2017
Mais sobre este assunto:


Carregando
...
Enviar Mensagem