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Sintomas de gonorreia e como é feito o diagnóstico

A maioria dos casos de gonorreia é assintomática, sendo a infecção identificada apenas durante exames, no entanto algumas vezes podem surgir sinais e sintomas de infecção como dor ou ardor ao urinar, aumento da vontade de urinar e presença de corrimento branco-amarelado, que pode aparecer tanto nos homens quanto nas mulheres.

A gonorreia é uma doença infecciosa causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae que pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de relações sexuais desprotegidas, sendo, portanto, considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST). A gonorreia costuma atingir o sistema urogenital e caso não seja identificada ou tratada corretamente pode levar a complicações, como infertilidade e doença inflamatória pélvica (DIP), por exemplo.

Sintomas de gonorreia e como é feito o diagnóstico

Sintomas de gonorreia

Os sintomas de gonorreia podem surgir até 10 dias após o contato coma bactéria responsável pela doença, no entanto, na maioria dos casos em mulheres a gonorreia é assintomática, sendo identificada apenas no momento da realização de exames ginecológicos de rotina. No caso dos homens, a maioria dos casos é sintomática e os sintomas aparecem poucos dias depois do contato sexual desprotegido.

Além disso, os sinais e sintomas de infecção pela bactéria Neisseria gonorrhoeae podem variar de acordo com o tipo de relação sexual desprotegida, ou seja, se foi oral, anal ou com penetração, sendo os sintomas mais frequentemente observados:

  • Dor ou ardor ao urinar;
  • Incontinência urinária;
  • Corrimento branco-amarelado, semelhante ao pus;
  • Inflamação das glândulas de Bartholin, que ficam nas laterais da vagina e são responsáveis pela lubrificação da mulher;
  • Uretrite aguda, que é mais comum de acontecer nos homens;
  • Vontade frequente para urinar;
  • Dor de garganta e comprometimento da voz, quando há relação íntima oral;
  • Inflamação do ânus, quando há relação íntima anal.

No caso das mulheres, quando a gonorreia não é identificada e tratada corretamente, há aumento do risco de desenvolvimento de doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e esterilidade, além de também haver aumento da chance da bactéria espalhar-se através da corrente sanguínea e levar à dores na articulação, febre e aparecimento de lesões nas extremidades do corpo. Por isso, é importante que a mulher consulte regularmente o ginecologista para que sejam realizados exames e possa ser investigada a presença da Neisseria gonorrhoeae e, em caso positivo, possa ser iniciado o tratamento adequado com antibióticos. Entenda como deve ser feito o tratamento para gonorreia.

Nos homens a ocorrência de complicações é menos frequente, isso porque na grande maioria das vezes são sintomáticos, o que faz com que a identificação e início do tratamento da gonorreia seja mais rápido e fácil. No entanto, quando o tratamento não é feito de acordo com a orientação do urologista, podem surgir complicações como incontinência urinária, sensação de peso na região do pênis e infertilidade. Saiba como identificar a gonorreia no homem.

Gonorreia em recém-nascidos

A gonorreia em recém-nascidos pode acontecer quando a mulher possui a bactéria e não é tratada durante a gravidez, o que aumenta o risco de transmitir a Neisseria gonorrhoeae para o bebê no momento do parto. Assim, os bebês passam a apresentar sintomas de dor e inchaço nos olhos, secreção purulenta e dificuldade para abrir os olhos, podendo levar à cegueira quando não tratada adequadamente.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da gonorreia é feito pelo ginecologista ou urologista a partir de exames físicos e resultado de exames laboratoriais, principalmente microbiológicos, que são feitos a partir da análise de urina, secreção vaginal ou da uretra, no caso dos homens, que são coletadas em laboratório especializado.

As amostras são levadas para o laboratório para análise onde são submetidas a uma série de testes para identificação da bactéria, além de também poderem ser realizados testes sorológicos e moleculares para identificação da Neisseria gonorrhoeae. Além disso, é realizado o antibiograma com o objetivo de verificar o perfil de sensibilidade e resistência do microrganismo aos antibióticos normalmente utilizados. Dessa forma, o médico poderá indicar o melhor antibiótico para o tratamento da pessoa.

Bibliografia >

  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA. Gonorreia. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/pg/986/gonorreia>. Acesso em 28 Ago 2019
  • BARER, Michael R et al. Medical Microbiology: A guide to microbial infections - pathogenesis, immunity, laboratory investigation and control. 19 ed. Elsevier, 2018. 264-266.
  • PAPADAKIS, Maxine A.; MCPHEE, Stephen J.; RABOW, Michael W. Current Medical Diagnosis & Treatment 2019. 58th. NEW YORK: McGraw-Hill Education, 2019.
  • BOSTON PUBLIC HEALTH COMMISSION. Gonorreia. 2018. Disponível em: <https://bphc.org/whatwedo/infectious-diseases/Infectious-Diseases-A-to-Z/Documents/Fact%20Sheet%20Languages/Gonorrhea/Portuguese.pdf>. Acesso em 14 Nov 2019
  • MORGAN, Mackenzie K.; DECKER, Catherine F. Gonorrhea. Disease-a-Month. Vol.62(8). 260-268, 2016
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