Infecção por Legionella: sintomas, transmissão e tratamento

Revisão clínica: Marcela Lemos
Biomédica
setembro 2022
  1. Sintomas
  2. Diagnóstico
  3. Transmissão
  4. Tratamento
  5. Prevenção

A Legionella pneumophilia é uma bactéria que pode ser encontrada em água parada e em ambientes quentes e úmidos, como banheiras e ar-condicionados. Quando é inalada, essa bactéria consegue permanecer e se desenvolver no sistema respiratório, levando ao desenvolvimento da doença "legionelose", também conhecida como doença do legionário.

A infecção pela Legionella pneumophilia leva ao aparecimento de sintomas respiratórios, como dificuldade para respirar, falta de ar e dor no peito. É importante que a infecção por essa bactéria seja identificada e tratada de acordo com a orientação do pneumologista ou clínico geral para que sejam evitadas complicações que possam colocar a vida em risco.

O tratamento para legionelose deve ser feito com antibióticos de acordo com a gravidade dos sintomas, podendo ser necessário o internamento e o uso de máscaras de oxigênio.

Sintomas de infecção por Legionella

Os principais de infecção por Legionella são:

  • Dor no peito;
  • Febre alta;
  • Tosse seca, mas que pode conter sangue;
  • Dificuldade para respirar e falta de ar;
  • Calafrios;
  • Mal-estar;
  • Dor de cabeça;
  • Vômitos, dor abdominal e diarreia.

Os sintomas de infecção podem surgir até 10 dias após o contato com a bactéria. Assim, na presença de sinais e sintomas sugestivos de infecção, é importante que a pessoa consulte o pneumologista, ou um clínico geral, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, evitando o desenvolvimento de complicações graves, como insuficiência respiratória.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da infecção por Legionella normalmente é feito através da observação dos sinais e sintomas apresentados, assim como avaliação do resultado do hemograma, da análise das secreções respiratórias e do raio X de tórax.

Transmissão da Legionella

A Legionella pneumophilia se desenvolve facilmente em ambientes quentes e úmidos e, por isso, pode ser encontrada em água parada (principalmente se houver algas ou musgo), caixas d'água sujas, poças de água, rios, lagos, solos úmidos, sistemas de refrigeração, nebulizadores, umidificadores do ar, saunas, spas ou filtros de ar-condicionado.

A contaminação por essa bactéria acontece quando se tem contato com algum desses ambientes, embora a forma mais comum de contaminação seja a inalação de partículas de poeira liberadas no ar quando o ar-condicionado, cujo filtro não é limpo periodicamente, é ligado. Apesar da inalação ser a forma mais comum de contaminação, a bactéria pode ser também adquirida ao nadar em lagos e piscinas contaminados.

Este tipo de infecção pode acontecer em qualquer pessoa, no entanto é mais comum em pessoas mais velhas, fumantes e/ ou que tenham o sistema imune mais enfraquecido devido a doenças crônicas como enfisema pulmonar, asma, diabetes ou insuficiência hepática, por exemplo.

Como é feito o tratamento

O tratamento da infecção pela Legionella pneumophilia pode variar de acordo com a gravidade dos sintomas apresentados pela pessoa, podendo ser feito no hospital e ser indicado pelo médico o uso de antibióticos, administração de soro diretamente na veia e uso de máscara de oxigênio para favorecer a respiração da pessoa.

Os antibióticos que podem ser indicados pelo médico são Ciprofloxacino, Azitromicina, Levofloxacino e Eritromicina, podendo ser indicado o seu uso por 7 a 10 dias.

O tempo de internamento hospitalar varia de acordo com a recuperação do paciente. Em alguns casos a doença pode ser curada em 10 dias, mas nos casos mais graves, que ocorre quando o paciente possui idade avançada, é fumante ou possui outras doenças respiratórias e o sistema imune enfraquecido, pode levar mais tempo para ficar curado.

Como prevenir a infecção por Legionella

A infecção por Legionella pneumophilia pode ser grave e, por isso, é importante ter alguns cuidados para evitar a contaminação, sendo recomendado:

  • Não tomar banho ou duche com água muito quente, especialmente em locais públicos como academias ou hotéis;
  • Não usar saunas, banheiras de hidromassagem ou jacuzzis que não são limpos por muito tempo;
  • Tomar banho de banheira abrindo pouco a torneira para diminuir a pressão da água;
  • Limpar os filtros e as bandejas de ar-condicionado com água e cloro a cada 6 meses;
  • Mergulhar o chuveiro numa mistura de água com cloro para desinfetar.

Estes cuidados são especialmente indicados em caso de epidemia por Legionella, no entanto, é importante evitar todo o tipo de água parada e ter o hábito de limpar os chuveiros com cloro regularmente.

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Atualizado e revisto clinicamente por Marcela Lemos - Biomédica, em setembro de 2022.

Bibliografia

  • MONDINO, Sonia; SCHMIDT, Silke; ROLANDO, Monica; ESCOLL, Pedro. Legionnaires' Disease: State of the Art Knowledge of Pathogenesis Mechanisms of Legionella. Annu Rev Pathol. 15 ed; 439-466, 2020
  • WILSON, Jennie. Infection Control in Clinical Practice. 3 ed. Elsevier, 2019. 66-67; 205-206; 368.
Mostrar bibliografia completa
  • ETTO, Helder Y.; RAZZOLINI, Tereza P. Detecção de bactérias do gênero Legionella em amostras de água de sistemas de ar condicionado. Epidemiol. Serv. Saúde. Vol 20. 4 ed; 557-564, 2011
  • HERWALDT, Loreen A.; MARRA, Alexandre R. Legionella: a reemerging pathogen. Curr Opin Infect Dis. Vol 31. 4 ed; 325-333, 2018
Revisão clínica:
Marcela Lemos
Biomédica
Mestre em Microbiologia Aplicada, com habilitação em Análises Clínicas e formada pela UFPE em 2017 com registro profissional no CRBM/ PE 08598.