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Rubéola: o que é, principais sintomas e tratamento

A rubéola é uma doença infecciosa causada pelo vírus do gênero Rubivirus que é facilmente transmitido de pessoa para pessoa através de pequenas gotículas de saliva, que podem acabar sendo distribuídas no ambiente quando alguém infectado com a doença espirra, tosse ou fala, por exemplo.

Os sintomas de rubéola costumam aparecer cerca de duas semanas após o contato com o vírus, sendo possível observar o aparecimento de pequenas manchas vermelhas na pele espalhadas por todo o corpo, coceira e febre baixa.

Não existe tratamento específico para rubéola e, por isso, o tratamento tem como objetivo promover o alívio dos sintomas, já que também não apresenta complicações graves. No entanto, a contaminação com rubéola durante a gravidez pode ser grave e, por isso, se a mulher nunca teve contato com a doença ou nuca fez a vacina contra a doença, deve fazer a vacinação antes de engravidar.

Rubéola: o que é, principais sintomas e tratamento

Principais sintomas

A rubéola é mais comum no final do inverno e no início da primavera e geralmente leva ao aparecimento de sintomas que inicialmente são semelhantes aos da gripe, mas que evoluem rapidamente. Os principais sintomas de rubéola são:

  • Febre até 38º C;
  • Manchas vermelhas que aparecem inicialmente no rosto e atrás da orelha e depois seguem em direção aos pés, durante cerca de 3 dias;
  • Dor de cabeça;
  • Dor nos músculos;
  • Dificuldade para engolir;
  • Nariz entupido;
  • Ínguas inchadas especialmente no pescoço;
  • Olhos vermelhos.

A rubéola pode afetar crianças e adultos e embora possa ser considerada uma doença própria da infância, não é comum que crianças com menos de 4 anos tenham a doença. Conheça mais sobre os sintomas da rubéola.

Como é feito o diagnóstico

O médico pode chegar ao diagnóstico da rubéola após a observação dos sintomas e a comprovação da doença através de um exame de sangue específico que identifica a presença dos anticorpos IgG e IgM.

Geralmente quando se tem anticorpos do tipo IgM significa que se está com a infecção, enquanto a presença dos anticorpos do tipo IgG são mais comuns em quem já teve a doença no passado ou em quem está vacinado. Saiba mais sobre o exame para rubéola.

Rubéola na gravidez é grave?

Embora a rubéola seja uma doença relativamente comum e simples na infância, quando surge na gestação pode provocar malformações no bebê, especialmente se a grávida tiver contato com o vírus nos primeiros 3 meses. Algumas das complicações mais comuns que podem surgir da rubéola na gravidez incluem autismo, surdez, cegueira ou microcefalia, por exemplo. Veja outras possíveis complicações da rubéola na gravidez.

Assim, o melhor é que todas as mulheres façam a vacinação durante a infância ou, pelo menos, 1 mês antes de engravidar, para ficarem protegidas contra o vírus.

Rubéola congênita

A síndrome da rubéola congênita acontece em bebês cuja mãe teve contato com o vírus da rubéola durante a gestação e que não foi tratada. O contato do bebê com o vírus da rubéola pode levar a várias consequências, principalmente no que diz respeito ao seu desenvolvimento, já que esse vírus é capaz de causar calcificações em algumas regiões no cérebro, além de surdez e problemas de visão, por exemplo.

É importante que o bebê com rubéola congênita seja submetido a tratamentos clínicos, cirurgias e fazer reabilitações ainda na infância para melhorar sua qualidade de vida. Além disso, como a doença pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de secreções respiratórias e da urina por até 1 ano, é indicado que seja mantido afastado de outras crianças que não tenham sido vacinadas e passe a frequentar a creche a partir do primeiro ano de vida ou quando os médicos indicarem que não há mais nenhum risco de transmissão da doença.

Rubéola: o que é, principais sintomas e tratamento

Como é feito o tratamento

Como a rubéola é uma doença que, normalmente, não tem graves implicações, seu tratamento consiste em aliviar os sintomas, por isso pode ser recomendado pelo médico tomar remédios analgésicos e que controlam a febre, como Paracetamol e Dipirona, receitados pelo médico. Além disso, é importante ficar de repouso e beber bastantes líquidos para evitar a desidratação e para facilitar a eliminação do vírus do organismo.

Além dos remédios, alguns cuidados também podem ajudar a aliviar o desconforto durante o tratamento, como:

  • Beber, pelo menos, 2 litros de água por dia;
  • Manter o repouso em casa, evitando ir no trabalho ou em locais públicos;
  • Usar um umidificador no cômodo para facilitar a respiração, ou colocar uma bacia com água morna no quarto;

Algumas pessoas também podem apresentar desconforto e muita vermelhidão nos olhos. Nesses casos, deve-se evitar ficar exposto à luz direta do sol, evitar estar muito tempo na frente da televisão e aplicar compressas frias sobre os olhos.

Como prevenir

Para prevenir a rubéola deve-se manter a vacinação em dia e evitar o contato com pessoas infectadas. A vacina para rubéola é indicada logo no 1º ano Os bebês tomam vacina contra a rubéola no 1º ano de vida, e depois a dose de reforço é dada entre os 10 e os 19 anos.

Mulheres que planejam engravidar devem pedir ao médico para fazer o teste que verifica a imunidade contra a rubéola, e se não forem imunes devem tomar a vacina, lembrando que é preciso esperar pelo menos 1 mês após a vacina para engravidar, e que esta vacina não deve ser tomada durante a gravidez.

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Bibliografia

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE DO PARANÁ. Rubéola e síndrome da rubéola congênita. 2020. Disponível em: <https://www.saude.pr.gov.br/print/pdf/node/413>. Acesso em 29 Abr 2021
  • COMISSÃO DE SAÚDE PÚBLICA DE BOSTON. Rubéola. 2015. Disponível em: <https://www.bphc.org/whatwedo/infectious-diseases/Infectious-Diseases-A-to-Z/Documents/Fact%20Sheet%20Languages/Rubella/Portuguese.pdf>. Acesso em 29 Abr 2021
  • ORGANIZAÇÃO PAN AMERICANA DE SAÚDE. Semi-árido livre da Rubéola. Disponível em: <https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_docman&view=download&alias=731-semi-arido-livre-da-rubeola-1&category_slug=malaria-972&Itemid=965>. Acesso em 29 Abr 2021
  • FEBRASGO. Rubéola na gestação. 2018. Disponível em: <https://sogirgs.org.br/area-do-associado/rubeola-na-gestacao.pdf>. Acesso em 29 Abr 2021
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