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Gravidez depois dos 40 anos: riscos e cuidados

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
janeiro 2023
  1. Riscos para mulher
  2. Riscos para o bebê
  3. Cuidados
  4. Pré-natal
  5. Parto

A gravidez depois dos 40 anos é sempre considerada de alto risco mesmo que a mulher não tenha doença nenhuma, isto porque nesta faixa etária, a probabilidade de ocorrerem abortos espontâneos é muito maior e as mulheres têm mais tendência a terem doenças que podem complicar a gestação, como pressão alta e diabetes.

Após os 40 anos, as chances de uma gravidez diminuem muito, uma vez que a reserva ovariana e a qualidade dos óvulos diminui, mas não é impossível de ocorrer naturalmente, especialmente se a mulher não tiver fatores que interfiram na fertilidade, como endometriose ou obstrução das tubas uterinas. Além disso, é também possível engravidar por meio da inseminação artificial. Saiba como é feita a inseminação artificial.

Desta forma, para uma gravidez após os 40 anos, também chamada de gravidez tardia ou gravidez em idade avançada, é recomendado iniciar as consultas pré-natais com antecedência, antes da concepção, para avaliar a possibilidade de uma gravidez e os riscos, além de que, após confirmada a gravidez, alguns cuidados são necessários como realizar consultas pré-natais e exames com mais frequência, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 1

Riscos da gravidez após os 40

Os riscos de engravidar depois dos 40 anos para a mulher são:

  • Aborto espontâneo;
  • Maior chance de parto prematuro;
  • Perda de sangue;
  • Gravidez ectópica;
  • Descolamento prematuro da placenta;
  • Placenta previa;
  • Rompimento do útero;
  • Ruptura prematura das membranas;
  • Hipertensão na gravidez ou pré-eclâmpsia;
  • Diabetes gestacional;
  • Síndrome de HELLP.

Além disso, também existe um maior risco de trabalho de parto por tempo prolongado ou necessidade de parto induzido ou cesariana. Veja como é feito o parto induzido.

Os riscos da gravidez após os 40 aumentam se a mulher tiver gestação de gêmeos ou trigêmeos, por exemplo.

Sinais de alerta para ir ao médico

Assim, os sinais de alerta que não devem ser ignorados são:

  • Perda de sangue vermelho vivo pela vagina;
  • Corrimento escuro mesmo que em pequenas quantidades;
  • Sangramento de cor vermelha escura ou semelhante ao corrimento;
  • Dor no pé da barriga, como se fosse uma cólica.

Se algum destes sinais ou sintomas estiverem presente a mulher deve ir ao médico para que possa ser avaliada e para realizar uma ultrassonografia porque assim o médico consegue verificar se está tudo bem.

Apesar de ser normal ter pequenos corrimentos e cólicas, principalmente no início da gravidez, estes sintomas devem ser ditos ao obstetra.

Riscos para o bebê

Os riscos para os bebês estão mais relacionados com malformações cromossômicas, que levam ao desenvolvimento de doenças genéticas, principalmente a síndrome de Down. Os bebês podem nascer de forma prematura ou com baixo peso, aumentando os riscos de saúde após seu nascimento.

Mulheres com mais de 40 anos, que desejam engravidar, devem procurar um médico para orientação e para realização de exames que confirmem suas condições físicas, garantindo assim uma gestação saudável do início ao fim.

Cuidados na gravidez após os 40

Para que se tenha uma gestação saudável após os 40 anos e diminuir o risco de complicações, deve-se iniciar as consultas pré-natais antes da concepção, para avaliar o estado de saúde, controlar as doenças pré-existentes, como pressão alta, diabetes ou problemas da tireoide, realizar os exames solicitados pelo obstetra e iniciar o uso do ácido fólico, geralmente 3 meses antes da concepção, ou outros os suplementos, indicados pelo médico.

Durante a gravidez, deve-se continuar realizar as consultas pré-natais e exames conforme orientado pelo obstetra, continuar a tomar o ácido fólico, e fazer atividades físicas recomendados pelo obstetra, pois permitem controlar melhor o peso, melhorar a qualidade do sono e fortalecer a musculatura. 

Além disso, deve-se redobrar os cuidados com a alimentação, bebendo pelo menos 8 copos de água por dia e fazendo uma alimentação nutritiva e balanceada, incluindo frutas, verduras e legumes frescos, para garantir o fornecimento de nutrientes essenciais para o desenvolvimento do bebê e ajudar a controlar o aumento do peso durante a gravidez. Veja como deve ser a alimentação na gravidez.

Antes e durante toda a gravidez também é importante evitar o uso de remédios por conta própria, o consumo de bebidas alcoólicas, cigarro ou drogas de abuso, pois podem prejudicar o desenvolvimento do bebê.

Como é o pré-natal aos 40 anos

O pré natal é um pouco diferente das mulheres que engravidam com menos de 35 anos porque são necessárias consultas mais regulares e exames mais específicos.

De acordo com a necessidade, o médico pode solicitar exames como ultrassonografias mais frequentes, exames de sangue para identificar toxoplasmose ou citomegalovírus, HIV tipo 1 e 2, teste da glicose. Veja os principais exames pré-natais.

Exames mais específicos para saber se o bebê tem síndrome de Down são coleta de vilosidades coriônicas, amniocentese, cordocentese, translucência nucal, ultrassonografia que mede o comprimento da nuca do bebê e o perfil bioquímico materno.

Como fica o parto aos 40 anos

Desde que a mulher e o bebê estejam saudáveis não existem contraindicações para o parto normal e esta é uma possibilidade, principalmente se a mulher já foi mãe antes e está grávida do segundo, terceiro ou quarto filho.

Mas se a mulher já tiver realizado uma cesária anteriormente, o médico pode sugerir que seja feita uma nova cesária porque a cicatriz da cesária anterior pode prejudicar o trabalho de parto e aumenta o risco de rompimento uterino durante o trabalho de parto. Por isso, cada caso deve ser conversado pessoalmente com o obstetra que irá realizar o parto.

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em janeiro de 2023. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • ZHANG, C.; et al. Effect of advanced parental age on pregnancy outcome and offspring health. J Assist Reprod Genet. 39. 9; 1969-1986, 2022
  • DU FOSSÉ, N. A.; et al. Advanced paternal age is associated with an increased risk of spontaneous miscarriage: a systematic review and meta-analysis. Hum Reprod Update. 26. 5; 650-669, 2020
Mostrar bibliografia completa
  • KORTEKAAS, J. C.; et al. Risk of adverse pregnancy outcomes of late- and postterm pregnancies in advanced maternal age: A national cohort study. Kortekaas JC. Acta Obstet Gynecol Scand. 99. 8; 1022-1030, 2020
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  • PINHEIRO, R. L.; et al. Advanced Maternal Age: Adverse Outcomes of Pregnancy, A Meta-Analysis. Acta Med Port. 32. 3; 219-226, 2019
  • FREDERIKSEN, L. E.; et al. Risk of Adverse Pregnancy Outcomes at Advanced Maternal Age. Obstet Gynecol. 131. 3; 457-463, 2018
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.

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