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O que é a amniocentese, quando fazer e possíveis riscos

A amniocentese é um exame que pode ser realizado na gravidez, normalmente a partir do segundo trimestre de gestação, e que tem como objetivo identificar alterações genéticas no bebê ou complicações que possam acontecer como consequência da infecção da mulher durante a gravidez, como no caso da toxoplasmose, por exemplo.

Nesse exame, é recolhida uma pequena quantidade de líquido amniótico, que é um líquido que envolve e protege o bebê durante a gravidez e que contém células e substâncias liberadas ao longo do desenvolvimento. Apesar de ser um exame importante para identificar alterações genéticas e congênitas, a amniocentese não é um exame obrigatório na gravidez, sendo apenas indicado quando a gestação é considerada de risco ou quando há suspeita de alterações do bebê.

O que é a amniocentese, quando fazer e possíveis riscos

Quando fazer amniocentese

A amniocentese é recomendada a partir do segundo trimestre de gravidez, que corresponde ao período entre a 13ª e a 27ª semana de gestação e é normalmente realizado entre a 15ª e a 18ª semana de gravidez, antes do segundo trimestre há maiores riscos para o bebê e aumento da chance de abortamento.

Esse exame é realizado quando após avaliação e realização dos exames normalmente solicitados pelo obstetra, são identificadas alterações que possam representar risco para o bebê. Assim, para verificar se o desenvolvimento do bebê está acontecendo conforme o esperado ou se há sinais de alterações genéticas ou congênitas, o médico pode solicitar a realização da amniocentese. As principais indicações para o exame são:

  • Gravidez acima dos 35 anos, já que a partir dessa idade há maior probabilidade da gestação ser considerada de risco;
  • Mãe ou pai com problemas genéticos, como Síndrome de Down, ou histórico na família de alterações genéticas;
  • Gravidez prévia de filho com alguma doença genética;
  • Infecção durante a gravidez, principalmente rubéola, citomegalovírus ou toxoplasmose, que pode ser transmitida para o bebê ainda durante a gravidez.

Além disso, a realização a amniocentese pode ser indicada para verificar o funcionamento dos pulmões do bebê e assim, para realizar testes de paternidade ainda durante a gravidez ou para tratar mulheres que esteja acumulando muito líquido amniótico na gestação e, assim, a amniocentese tem como objetivo remover o excesso de fluido.

Os resultados da amniocentese podem demorar até 2 semanas para sair, no entanto o tempo entre a realização do exame e a liberação do laudo pode variar de acordo com o objetivo do exame.

Como é feita a amniocentese

Antes da amniocentese ser realizada, o obstetra realiza uma ultrassonografia para verificar a posição do bebê e a bolsa de líquido amniótico, diminuindo o risco de lesões para o bebê. Após identificação, é colocada uma pomada anestésica no lugar em que será feita a coleta de líquido amniótico.

Em seguida, o médico introduz a agulha através da pele da barriga e retira uma pequena quantidade de líquido amniótico, que contém células do bebê, anticorpos, substâncias e microrganismos que ajudam a fazer os testes necessários para determinar a saúde do bebê.

O exame dura apenas alguns minutos e durante o procedimento o médico escuta o coração do bebê e realiza a ecografia para avaliar o útero da mulher de modo a garantir que não haja nenhum dano para o bebê.

Possíveis riscos

Os riscos e complicações da amniocentese são raros, no entanto podem acontecer quando o exame é realizado no primeiro trimestre de gravidez, existindo maior risco de abortamento. No entanto, quando a amniocentese é feita em clínicas de confiança e por profissionais treinados, o risco do exame é muito baixo. Alguns dos riscos e complicações que podem ser relacionadas com a amniocentese são:

  • Cólicas;
  • Sangramento vaginal;
  • Infecção uterina, que pode ser transmitida para o bebê;
  • Traumas no bebê;
  • Indução do trabalho de parto precoce;
  • Sensibilização do Rh, que é quando o sangue do bebê entra na corrente sanguínea da mãe e, dependendo do Rh da mãe, pode haver reações e complicações tanto para a mulher quanto para o bebê.

Devido a estes riscos, a realização do exame deve ser sempre discutida com o obstetra. Embora existam outros exames para avaliar o mesmo tipo de problemas, normalmente apresentam maior risco de abortamento do que a amniocentese. Veja quais são os exames indicados na gravidez.

Bibliografia >

  • CARLSON, Laura M.; VORA, Neeta L. Prenatal Diagnosis: Screening and Diagnostic Tools. Obstetrics and Gynecology Clinics of North America. Vol 44. 2 ed; 245-256, 2017
  • CONOLLY, Katherine Ann.; EDDLEMAN, Keith A. Amniocentesis: A contemporary review. World J Obstet Gynecol. Vol 05. 1 ed; 58-65, 2016
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