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Inseminação artificial: o que é, quanto custa, como é feita e cuidados

A inseminação artificial é um método que consiste na colocação de espermatozoides dentro do trato genital da mulher, sendo um tratamento para casos de infertilidade masculina ou feminina. 

A inseminação é um procedimento simples, com poucos efeitos colaterais e cujo resultado depende de alguns fatores, como qualidade do esperma, condições das trompas de Falópio, da saúde do útero e idade da mulher. Normalmente essa não é a primeira escolha do casal que não consegue engravidar espontaneamente durante 1 ano de tentativas, sendo uma opção para quando todos os outros métodos mais econômicos não alcançaram resultados. 

A inseminação artificial consiste em colocar artificialmente o esperma masculino diretamente no útero da mulher, na região cervical, nas tubas, peritôneo ou intrafolicular sem relação sexual envolvida. Existem 2 tipos de inseminação: 

  • Inseminação Artificial Homóloga: quando o sêmen pertence ao parceiro;
  • Inseminação Artificial Heteróloga: quando é usado o sêmen de um doador. 

O preço da inseminação artificial depende da clínica escolhida pelo casal, assim como do número de sessões necessárias para atingir a gravidez, mas o preço médio por ciclo de inseminação artificial é de 4-6 mil reais. 

Inseminação artificial: o que é, quanto custa, como é feita e cuidados

A inseminação artificial não é o mesmo que a fertilização in vitro. Se deseja saber mais sobre a FIV, clique aqui

Quem pode fazer 

A inseminação artificial é indicada para casos de:

  • Infertilidade, sem causa aparente
  • Impotência sexual masculina
  • Hipospadia
  • Ejaculação retrógrada
  • Vaginismo
  • Endometriose mínima ou leve
  • Disfunção ovulatória
  • Volume de esperma reduzido, sendo recomendado ter no mínimo 3 milhões de espermatozoides/mL
  • Alterações nos espermatozoides

Existem ainda alguns critérios que devem ser respeitados, como a idade da mulher. Muitos centros de reprodução humana não aceitam mulheres com mais de 40 anos de idade, porque existe um maior risco de aborto espontâneo, resposta baixa ao processo de estimulação ovariana e diminuição da qualidade dos oócitos coletados, que são cruciais para a gravidez. 

Como é feita a inseminação artificial

A inseminação artificial é começa com a coleta do sêmen através de masturbação, após 3-5 dias de abstinência sexual, e colocação da amostra num recipiente esterilizado para avaliação da qualidade e quantidade dos espermatozoides. Só podem ser utilizados os sêmen com as seguintes características: volume acima de 2 mL, pH de 7,2 à 7,8, concentração acima de 20 milhões de espermatozoides/mL, mais de 50% de espermatozoides que se movimentam livremente e mais de 30% dos espermatozoides com formas naturais.

Cerca de 3-7 dias antes do dia da inseminação acontecer a mulher deve tomar um indutor da ovulação, como o clomifeno, e ainda são necessárias 2 doses adicionais de hCG 3-6 dias após a inseminação.

A inseminada artificial acontece da seguinte maneira: o médico introduz um espéculo vaginal (semelhante ao usado no papanicolau) e retira o excesso de muco cervical presente no útero da mulher, a seguir é depositado o esperma. Depois disso a paciente deve ficar 30 minutos em repouso e podem ser feitas até 2 inseminações para aumentar as chances de gravidez.

Normalmente, a gravidez ocorre ao fim de 4 ciclos de inseminação artificial e o sucesso é maior nos casos de infertilidade por causa desconhecida. Nos casais onde 6 ciclos de inseminação não foram suficientes é indicado buscar outra técnica de reprodução assistida. 

Cuidados após a inseminação artificial 

Após a inseminação a mulher pode voltar normalmente a sua rotina, no entanto, a depender de alguns fatores como idade e condições das trompas e do útero, por exemplo, podem ser recomendados pelo médico alguns cuidados após a inseminação como evitar ficar muito tempo sentada ou em pé, evitar relações sexuais por 2 semanas após o procedimento e manter uma dieta equilibrada.

Possíveis complicações

Algumas mulheres relatam sangramentos após a inseminação, o que deve ser comunicado ao médico. Outras possíveis complicações da fertilização artificial incluem gravidez ectópica, aborto espontâneo e gestação de gêmeos, e embora estas complicações não sejam muito frequentes a mulher deve ser acompanhada pela clínica de inseminação e pelo médico obstetra para prevenir/tratar a sua ocorrência.

Bibliografia >

  • PASSOS, Eduardo Pandolfi; FREITAS, fernando, CUNHA-FILHO, João Sabino L & colaboradores. Rotinas em infertilidade e contracepção. 1.ed. Porto Alegre: Artmed, 2003. 151-56.
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