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Plasmaférese: o que é, como é feita e possíveis complicações

Janeiro 2021

A plasmaférese é um tipo de tratamento usado principalmente em caso que doenças em que há aumento na quantidade de substâncias que podem vir a ser nocivas para a saúde, como proteínas, enzimas ou anticorpos, por exemplo.

Assim, a plasmaférese pode ser recomendada no tratamento da Púrpura Trombocitopênica Trombótica, Síndrome de Guillain-Barré e Miastenia Gravis, que é uma doença auto-imune caracterizada pela perda progressiva da função muscular devido à produção de auto-anticorpos.

Esse procedimento tem como objetivo retirar as substâncias presentes no plasma por meio do processo de filtração. O plasma corresponde a cerca de 10% do sangue e é constituído por proteínas, glicose, sais minerais, hormônios e fatores de coagulação, por exemplo. Saiba mais sobre os componentes do sangue e suas funções.

Plasmaférese: o que é, como é feita e possíveis complicações

Para que serve

A plasmaférese é um procedimento que tem como objetivo filtrar o sangue, retirando as substâncias que estão presentes no plasma e devolvendo ao organismo o plasma sem as substâncias que estão causando ou dando continuidade à doença.

Assim, esse procedimento é indicado no tratamento de doenças que cursam com o aumento de algum dos constituintes do plasma, como anticorpos, albumina ou fatores de coagulação, como por exemplo:

  • Lúpus;
  • Miastenia gravis;
  • Mieloma múltiplo;
  • Macroglobulinemia de Waldenstrom;
  • Síndrome de Guillain-Barré;
  • Esclerose múltipla;
  • Púrpura trombocitopênica trombótica (PTT);

Apesar da plasmaférese ser um tratamento muito eficaz no tratamento dessas doenças, é importante que a pessoa continue a fazer o tratamento medicamentoso indicado pelo médico, pois a realização desse procedimento não impede a produção das substâncias relacionadas com a doença.

Ou seja, no caso de doenças auto-imunes, por exemplo, a plasmaférese promove a remoção dos auto-anticorpos que estão em excesso, no entanto a produção desses anticorpos não é paralisada, devendo a pessoa fazer uso de medicamentos imunossupressores de acordo com a orientação do médico.

Como é feita

A plasmaférese é feita por meio de um cateter que é colocado na via jugular ou femoral e cada sessão dura em média 2 horas, podendo ser feita diariamente ou em dias alternados, de acordo com a orientação do médico. Dependendo da doença que está sendo tratada, o médico pode recomendar mais ou menos sessões, sendo normalmente indicada a realização de 7 sessões.

A plasmaférese é um tratamento semelhante à hemodiálise, em que o sangue da pessoa é retirado e o plasma é separado. Esse plasma sofre um processo de filtração, em que as substâncias que estão presentes são removidas e o plasma livre de substâncias é devolvido ao organismo.

Esse procedimento, porém, filtra todas as substâncias presentes no plasma, tanto benéficas quanto maléficas e, por isso, é também realizada a reposição do volume de substâncias benéficas por meio da utilização de uma bolsa de plasma fresco fornecida pelo banco de sangue do hospital, evitando complicações para a pessoa.

Possíveis complicações da plasmaférese

A plasmaférese é um procedimento seguro, mas assim como qualquer outro procedimento invasivo, possui riscos, sendo os principais:

  • Formação de hematoma, no local do acesso venoso;
  • Risco de infecção no local do acesso venoso;
  • Maior risco de sangramentos, devido à remoção dos fatores de coagulação presentes no plasma;
  • Risco de reações transfusionais, como a reação alérgica a proteínas presentes no plasma que foi transfundido.

Assim, para garantir que exista um menor risco de complicações, é importante que esse procedimento seja realizado por um profissional capacitado e que respeite as condições de higiene relacionados à segurança do paciente. Além disso, é importante que seja feita também a transfusão de plasma fresco, pois assim é possível garantir que as substâncias fundamentais para o bom funcionamento do corpo também estejam em quantidades ideais.

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Bibliografia

  • MORAES, Mara C.; ROVERI, Eduardo G.; OLIVEIRA, Lívia C. Plasmaférese como tratamento de glomeruloesclerose segmentar focal (GESF) recorrente após transplante renal. Relato de caso e revisão da literatura. Rev. bras. hematol. hemoter. Vol 29. 2 ed; 193-197, 2007
  • MACHADO, Melissa P. Perfil dos procedimentos de plasmaférese terapêutica realizados pelo hemocentro da Unicamp. Tese de Mestrado, 2018. UNICAMP.
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