A dieta plant-based é um estilo de alimentação que prioriza o consumo de alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes, hortaliças, leguminosas, oleaginosas, tubérculos, sementes e cereais integrais.
Por ser rica em fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais, além de ser pobre em gordura saturada, a alimentação plant-based oferece muitos benefícios à saúde, como diminuir o risco de doenças cardíacas e câncer, e manter a saúde do intestino.
No entanto, a dieta plant-based não é restritiva e, por isso, algumas pessoas podem seguir o veganismo, um estilo de alimentação que não se consome alimentos de origem animal. Já outras podem optar por comer pequenas porções de proteína animal, como carne bovina, aves, peixe, frutos do mar e leite, por exemplo.
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Principais benefícios
Os principais benefícios da dieta plant-based para a saúde são:
1. Reduzir o risco de doenças cardiovasculares
A dieta plant-based ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, como aterosclerose, infarto, insuficiência cardíaca e angina.
Isso acontece porque essa dieta é rica em fibras que diminuem a absorção de gordura a nível intestinal, controlando os níveis de colesterol "ruim", LDL, e triglicerídeos no sangue.
Leia também: Alimentos ricos em fibras (e principais benefícios) tuasaude.com/alimentos-ricos-em-fibrasAlém disso, a dieta plant-based é pobre em gorduras saturadas e oferece boas quantidades de antioxidantes, que mantêm a saúde das artérias e impedem a oxidação das células de gordura pelos radicais livres.
2. Ajudar no controle e na perda de peso
A dieta plant-based é baseada no consumo de frutas, vegetais e cereais integrais, que têm menor densidade calórica e são ricos em fibras.
Por isso, essa dieta ajuda a diminuir as calorias da dieta e controlar a fome entre as refeições e ajudando, por isso, no controle e na perda de peso.
No entanto, para emagrecer, é fundamental também fazer um déficit calórico e praticar atividades físicas regularmente, como natação, dança, corrida ou musculação, por exemplo.
3. Manter a saúde do intestino
A dieta plant-based ajuda a manter a saúde do intestino, por ser rica em fibras que aumentam o volume das fezes e estimulam os movimentos normais do intestino, facilitando a evacuação e evitando, assim, a prisão de ventre.
Além disso, o amido resistente, as fibras e os polifenóis fermentáveis, que estão presentes em alimentos de origem vegetal, também promovem o aumento de micróbios benéficos que fortalecem a barreira intestinal.
4. Prevenir o envelhecimento precoce
Sendo uma dieta rica em alimentos com ação antioxidante, a dieta plant-based ajuda a proteger as células da pele contra os danos causados pelos radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce e a formação de rugas e a flacidez.
5. Reduzir o risco de diabetes
Os alimentos de origem vegetal presentes na dieta plant-based, ajudam a melhorar a função da insulina, diminuir a glicose em jejum e reduzir os níveis de hemoglobina glicada.
Assim, a dieta plant-based ajuda a reduzir o risco de resistência à insulina e a diabetes.
6. Ajudar a regular o sistema imunológico
A dieta plant-based é rica em frutas, vegetais, cereais integrais, nozes, sementes e leguminosas, que são alimentos ricos em vitaminas, antioxidantes e minerais.
Assim, esta dieta ajuda a manter as funções das células de defesa, regulando o sistema imunológico e ajudando, desta forma, a combater vírus, bactérias e fungos.
7. Diminuir o risco de câncer
A dieta plant-based é rica em vitaminas, minerais e antioxidantes que combatem os radicais livres, ajudando a diminuir o risco de alguns tipos de câncer, especialmente em cânceres do trato gastrointestinal.
8. Manter a saúde do cérebro
A dieta plant-based contém boas quantidades de antioxidantes que protegem as células do sistema nervoso contra o estresse oxidativo, protegendo a cognição.
Por isso, esta dieta ajuda a manter a saúde do cérebro, evitar a perda de memória e diminuir o risco de doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson, Alzheimer e demência.
Leia também: 11 melhores alimentos para o cérebro (com receitas) tuasaude.com/alimentos-para-o-cerebroComo fazer
Para fazer a dieta plant-based é recomendo priorizar o consumo de alimentos de origem vegetal e minimamente processados, como frutas, cereais integrais, legumes, tubérculos, leguminosas, sementes e gorduras saudáveis.
Além disso, na dieta plant-based também é recomendado diminuir ou evitar o consumo de frituras, açúcar e cereais refinados e alimentos ultraprocessados.
No entanto, a dieta plant-based não é restritiva e, por isso, algumas pessoas podem seguir um estilo de alimentação vegana e não consumir alimentos de origem animal. Já outras pessoas podem comer pequenas porções de proteína animal, como carne bovina, frango, peixe e iogurte, por exemplo.
Diferença entre plant-based e veganismo
O veganismo é um estilo de alimentação que prioriza exclui o consumo de todos os alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite e mel. No veganismo também não se usa roupa de origem animal, como couro, pelos naturais, cremes com ingredientes de origem animal ou testados em animais, por exemplo.
Leia também: Veganismo: o que é ser vegano e como é a dieta (com cardápio) tuasaude.com/veganismoJá a dieta plant-based não elimina necessariamente os produtos de origem animal, mas prioriza principalmente a ingestão de alimentos vegetais, como frutas, vegetais, nozes, sementes e cereais integrais.
Alimentos indicados
Os alimentos indicados na dieta plant-based são:
- Legumes e hortaliças, como tomate, alface, rúcula, abóbora, pepino, quiabo, couve, vagem e maxixe;
- Frutas, como maçã, pera, laranja, mamão, manga, uva, morango e tangerina;
- Leguminosas, como lentilha, grão-de-bico, feijão e soja;
- Cereais integrais, como arroz integral, pão integral, quinoa, macarrão integral, sorgo, aveia e milho;
- Tubérculos, como batata, inhame, cará, batata-doce e batata-baroa;
- Oleaginosas, como nozes, amêndoas, avelã, amendoim e castanha-do-pará;
- Proteínas vegetais, como tofu, tempeh, natto e seitan;
- Sementes, como semente de chia, de abóbora, de girassol e de linhaça;
- Gorduras saudáveis, como azeite, óleo de canola, óleo de linhaça e óleo de abacate;
- Bebidas vegetais, como leite de soja, de amêndoas, de coco, de arroz ou de avelã.
Como não é obrigatório seguir uma dieta vegana, algumas pessoas podem adotar o estilo flexitariano ou pescetariano e consumir pequenas a moderadas quantidades de peixes e frutos do mar, ovos, leite e derivados, e aves.
Leia também: Flexitarianismo: o que é, benefícios e como começar tuasaude.com/flexitarianismoAlimentos que devem ser evitados
Durante a dieta plant-based, os alimentos que devem ser evitados são:
- Embutidos, como salsicha, linguiça, salame, bacon, presunto, peito de peru e mortadela;
- Alimentos ricos em açúcar refinado, como refrigerante, sucos de caixa, sorvete, chocolate e barras de cereais;
- Alimentos ricos em gordura saturada, como batata frita, salgadinhos de pacote, coxinha e bolacha;
- Cereais refinados, como arroz branco, pão branco e macarrão branco.
É importante também evitar produtos ultraprocessados denominados de plant-based, mas que podem conter alto teor de sódio, açúcar e gorduras, como "salsicha vegetal", "hambúrguer vegetal" e "bacon vegetal", por exemplo.
Assim, se optar consumir esses alimentos, é importante sempre verificar a lista de ingredientes.
Cardápio da dieta plant-based
A tabela a seguir traz um exemplo de cardápio de 3 dias da dieta plant-based:
Os tipos e quantidades de alimentos no cardápio variam conforme a idade, a prática de atividade física e o estado de saúde da pessoa. Por isso, é importante consultar o nutricionista para que seja feita uma avaliação completa e calculada as proporções de acordo com as necessidades individuais.
Se deseja saber como fazer a dieta plant-based corretamente, marque uma consulta com o nutricionista mais perto de você:
Possíveis riscos
De forma geral, a dieta plant-based é segura e pode ser feita por pessoas de todas as idades.
No entanto, os possíveis riscos da dieta plant-based, contendo apenas alimentos de origem vegetal, principalmente quando a dieta não é bem planejada, são deficiência de vitamina B12, vitamina D, iodo, ferro e zinco, por exemplo.
Nesses casos, é aconselhado consultar o nutricionista, para fazer uma avaliação completa e, se necessário, indicar o consumo de alimentos fortificados ou o uso de suplementos alimentares contendo esses nutrientes.