Para que serve a biópsia e como é feita

Revisão clínica: Marcela Lemos
Biomédica
setembro 2020

A biópsia é um exame invasivo que serve para analisar a saúde e a integridade de diversos tecidos do corpo como pele, pulmão, músculo, osso, fígado, rim ou baço. O objetivo da biópsia é observar qualquer mudança, como alteração da forma e do tamanho das células, sendo útil até mesmo para identificar a presença de células cancerígenas e outros problemas de saúde.

Quando o médico pede uma biópsia é porque existe a suspeita de que o tecido possui alguma alteração que não pode ser vista em outros exames, e por isso, é necessário realizar o exame prontamente a fim de diagnosticar o problema de saúde para iniciar o tratamento assim que possível. 

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

A biópsia é indicada quando há suspeita de alterações celulares, sendo normalmente solicitada após realização de exames de sangue ou de imagem. Assim, a biópsia pode ser indicada quando há suspeita de câncer ou com o objetivo de avaliar as características de um sinal ou verruga presente na pele, por exemplo.

No caso de doenças infecciosas, a biópsia pode ser indicada para ajudar a identificar o agente infeccioso responsável pela alteração, bem como ser indicada em caso de doenças autoimunes para verificar se há alteração nos órgãos ou tecidos internos.

Assim, de acordo com a indicação da biópsia, pode ser realizada:

  • Biópsia do útero, que serve para identificar possíveis alterações no tecido de revestimento do útero que possam indicar crescimento anormal do endométrio, infecções do útero ou câncer, por exemplo;
  • Biópsia da próstata, que serve para identificar possíveis alterações na próstata;
  • Biópsia do fígado, que serve para diagnosticar câncer ou outras lesões do figado como cirrose ou hepatite B e C;
  • Biópsia da medula, que ajuda no diagnóstico e acompanha a evolução de doenças no sangue como leucemia e linfoma. 
  • Biópsia dos rins, que é geralmente realizada quando existem proteínas ou sangue na urina, ajudando na identificação de problemas nos rins. 

Além desses tipos, há também a biópsia líquida, em que são avaliadas as células cancerígenas, podendo ser uma alternativa à biópsia comum que é feita a partir da coleta de uma amostra do tecido.

O resultado da biópsia pode ser negativo ou positivo e o médico pode sempre pedir a repetição do exame de forma a eliminar a hipótese de falso positivo. 

Como é feita

Na maior parte dos casos as biópsias são feitas com anestesia local ou com sedação leve, sendo geralmente um procedimento rápido, indolor e que não exige internamento. Durante este procedimento o médico irá recolher o material, que será posteriormente analisado em laboratório. 

No caso das biópsias internas, o procedimento é geralmente orientado por imagens, usando técnicas como a tomografia computadorizada, ecografia ou ressonância magnética, por exemplo, que permitem a observação dos órgãos. Nos dias seguintes, o local onde foi feita a perfuração da biópsia necessita de ser limpo e desinfectado de acordo com as indicações dadas pelo médico, podendo em alguns casos ser recomendada a toma de antibióticos que auxiliem na cicatrização. 

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Escrito por Marcelle Pinheiro - Fisioterapeuta. Atualizado e revisto clinicamente por Marcela Lemos - Biomédica, em setembro de 2020.
Revisão clínica:
Marcela Lemos
Biomédica
Mestre em Microbiologia Aplicada, com habilitação em Análises Clínicas e formada pela UFPE em 2017 com registro profissional no CRBM/ PE 08598.