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Para que serve e como é feita a biópsia da medula

A biópsia da medula é capaz de estudar as características das células da medula óssea, por isso costuma ser utilizada para ajudar o médico a fazer diagnósticos e acompanhar a evolução de doenças como linfoma, mielodisplasias ou mieloma múltiplo, assim como para pesquisar infecções ou para identificar se existem metástases de outros tipos de tumores para este local.

É possível que essa biópsia cause dor na hora do exame, por isso, é feito com anestesia local, que ajuda a amenizar o desconforte, que pode durar cerca de 1 a 3 dias. Geralmente, o exame é feito retirando-se um pequeno pedaço do osso da bacia, que será em seguida analisada pelo hematologista.

A biópsia da medula é indicada pelo hematologista, e costuma ser feita para complementar o aspirado da medula óssea, chamado de mielograma, principalmente quando este exame não consegue fornecer informações suficientes sobre a medula óssea em uma determinada doença. Para saber mais sobre este aspirado da medula, confira Mielograma.

Para que serve e como é feita a biópsia da medula
Para que serve e como é feita a biópsia da medula

Quando é necessária

A biópsia da medula é um exame muito importante, pois fornece informações sobre a quantidade e características das células que compõem a medula óssea. Desta forma, o exame detectará se a medula está vazia ou excessivamente cheia, se há depósitos de substâncias indevidas, como ferro ou fibrose, assim como observará a presença de quaisquer outras células anormais.

Assim, algumas das doenças que podem ser diagnosticadas ou acompanhadas por este exame incluem: 

  • Linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin. Confira os sintomas e como identificar o linfoma;
  • Síndrome mielodisplásica;
  • Doenças mieliproliferativas crônicas;
  • Mielofibrose;
  • Mieloma múltiplo e outras gamopatias. Entenda o que é o mieloma múltiplo e como tratar;
  • Identificação de metástases de câncer;
  • Anemia aplástica e outras causas de diminuição da celularidade da medula não esclarecidas;
  • Trombocitemia essencial;
  • Pesquisa de causas de processos infecciosos, como doença granulomatosa crônica.

A biópsia da medula também é utilizada para identificar o estágio de alguns tipos de câncer e pesquisar órgãos que foram atingidos pela doença.

Como é feita

O procedimento da biópsia da medula pode ser feito no consultório médico, no leito do hospital ou no centro cirúrgico, dependendo do estado de saúde do paciente. É realizado com a utilização de anestesia local, no entanto, em alguns casos pode ser necessária uma leve sedação, principalmente em crianças ou pacientes que não conseguem colaborar com o exame.

Esse procedimento normalmente é feito no osso da bacia, em um local chamado crista ilíaca, mas em crianças pode ser realizado na tíbia, um osso da perna. Geralmente, o exame é feito logo após a coleta do aspirado da medula óssea, que pode ser colhida no mesmo local. 

Durante o exame, o médico introduz uma agulha grossa, especialmente desenvolvida para este exame, através da pele até chegar à parte interna do osso, de onde retira-se uma amostra do fragmento ósseo de cerca de 2 cm. em seguida, esta amostra será colocada em lâminas e tubos de laboratório e serão analisadas pelo hematologista. 

Riscos e cuidados após o exame

A biópsia da medula é um procedimento seguro e raramente traz complicações como sangramentos e manchas roxas na pele, mas é comum o paciente sentir dor durante o exame e até 1 a 3 dias depois.

O paciente pode retomar as atividades normais poucos minutos após o exame, preferencialmente deve-se permanecer de repouso no dia do exame. Não há necessidade de modificar a alimentação ou o uso de medicamentos, e o curativo no local da picada da agulha pode ser retirado entre 8 e 12 horas depois do exame.

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