Ritalina: para que serve, como usar e seus efeitos no corpo

A Ritalina é um remédio que tem como princípio ativo o Cloridrato de Metilfenidato, um estimulante do sistema nervoso central, indicado para ajudar no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em crianças e adultos, e da narcolepsia.

Este medicamento é semelhante a uma anfetamina, pois atua estimulando as atividades mentais. Por esse motivo, tornou-se erradamente popular entre adultos que desejam estudar ou permanecer acordados por mais tempo, no entanto, este uso não é aconselhado. Além de que, este medicamento pode causar vários efeitos colaterais perigosos para quem toma sem indicação, como aumento da pressão, palpitações, alucinações ou dependência química, por exemplo.

A Ritalina só pode ser comprada em farmácias com receita médica, estando ainda disponível gratuitamente pelo SUS.

Ritalina: para que serve, como usar e seus efeitos no corpo

Para que serve

A Ritalina tem na sua composição metilfenidato, que é um psicoestimulante. Este medicamento estimula a concentração e diminui a sonolência, e por isso é indicada para o tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em crianças e adultos.

Além disso, a Ritalina pode ser indicada no tratamento da narcolepsia, que se caracteriza pela manifestação de sintomas de sonolência durante o dia, episódios de sono inapropriados e ocorrência súbita de perda do tônus muscular voluntário. Saiba mais sobre a narcolepsia.

Como tomar a Ritalina

A posologia do remédio Ritalina depende do problema que se deseja tratar:

1. Deficit de atenção e hiperatividade

A posologia deve ser individualizada de acordo com as necessidades e resposta clínica de cada pessoa e depende também da idade. Assim:

A dose recomendada de Ritalina é a seguinte:

  • Crianças com idade igual ou superior a 6 anos: deve ser iniciada com 5 mg, 1 ou 2 vezes ao dia, com aumentos semanais de 5 a 10 mg. A dose diária total deve ser administrada em doses divididas. 

A posologia de Ritalina LA, que são cápsulas de liberação modificada, é a seguinte:

  • Crianças com idade igual ou superior a 6 anos: pode ser iniciada com 10 ou 20 mg, a critério médico, uma vez ao dia, pela manhã.
  • Adultos: para pessoas que ainda não fazem tratamento com metilfenidato, a dose inicial recomendada de Ritalina LA é de 20 mg uma vez ao dia. As pessoas que já fazem tratamento com metilfenidato, o tratamento pode ser continuado com a mesma dose diária.

Em adultos e crianças, não deve ser excedida a dose diária máxima de 60 mg. Veja mais detalhes do tratamento para o déficit de atenção.

2. Narcolepsia

Apenas a Ritalina é aprovada no tratamento da narcolepsia em adultos. A dose média diária é de 20 a 30 mg, administrada em 2 a 3 doses divididas.

Algumas pessoas podem necessitar de 40 a 60 mg diários, enquanto para outras, 10 a 15 mg diários são suficientes. Em pessoas com dificuldade para dormir, se a medicação for administrada ao final do dia, devem tomar a última dose antes das 18 horas. Não se deve exceder a dose diária máxima de 60 mg. 

Possíveis efeitos colaterais 

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ser causados pelo tratamento com Ritalina incluem nasofaringite, diminuição do apetite, desconforto abdominal, náusea, azia, nervosismo, insônia, desmaios, dor de cabeça, sonolência, tontura, alterações nos batimentos cardíacos, febre, reações alérgicas e diminuição de apetite que pode resultar em perda de peso ou atraso de crescimento em crianças.

Além disso, por ser uma anfetamina, o Metilfenidato pode causar dependência, se usado de forma inadequada.

Quem não deve usar

A Ritalina é contraindicada em pessoas com hipersensibilidade ao metilfenidato ou a qualquer excipiente, pessoas que sofram de ansiedade, tensão, agitação, hipertireoidismo, distúrbios cardiovasculares pré-existentes incluindo hipertensão grave, angina, doença arterial oclusiva, insuficiência cardíaca, doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa, cardiomiopatias, infarto do miocárdio, arritmias que potencialmente ameaçam a vida e distúrbios causados por disfunção dos canais iônicos.

Também não deve ser usada durante o tratamento com inibidores de monoamino oxidase, ou dentro de no mínimo 2 semanas de descontinuação do tratamento, devido ao risco de crises hipertensivas, pessoas com glaucoma, feocromocitoma, diagnóstico ou história familiar de síndrome de Tourette, grávidas ou lactantes. 

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