Melanoma maligno: o que é, sintomas e tratamento (tem cura?)

Melanoma maligno é um tipo de câncer de pele que se forma a partir dos melanócitos, que são as células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele.

O melanoma maligno pode aparecer como uma nova mancha na pele ou como uma alteração num sinal já existente, como mudanças na forma, cor, tamanho ou textura da lesão, além de bordas irregulares ou assimétricas.

Leia também: Melanoma: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/cancer-de-pele-melanoma

Quando o melanoma é diagnosticado em fase inicial, as chances de cura são altas, geralmente por meio de cirurgia para remover o tumor. No entanto, se a doença já estiver avançada, o tratamento pode envolver imunoterapia ou terapias-alvo, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de melanoma maligno

Os sinais de melanoma maligno são alterações na pele que podem ser observadas em pintas, manchas ou sinais, e incluem características como:

  • Assimetria da lesão, em que uma metade do sinal é diferente da outra;
  • Bordas irregulares;
  • Variedade de cores no mesmo sinal, como castanho, preto, vermelho ou azul;
  • Diâmetro aumentado, geralmente maior que 6 mm;
  • Mudança recente na forma, cor, tamanho ou espessura da lesão;
  • Coceira ou dor, especialmente em fases mais avançadas. 

Além disso, o sinal pode sofrer pequenas lesões espontâneas, levando ao aparecimento de feridas, sangramento ou formação de crostas, mesmo sem qualquer motivo aparente.

O melanoma maligno pode aparecer como uma nova mancha na pele ou como uma alteração num sinal já existente.

Melanoma é maligno ou benigno?

O melanoma é um tipo de câncer de pele, portanto é sempre maligno. Isso significa que pode crescer de forma agressiva e se espalhar para outras partes do corpo se não for tratado a tempo. 

Diferente das lesões benignas, que são alterações geralmente localizadas e sem capacidade de invadir tecidos ou se espalhar pelo organismo. Saiba o que é o melanoma benigno.

Melanoma maligno metastático

O melanoma maligno metastático é uma fase avançada da doença, que ocorre quando o melanoma, que começou na pele, se espalha para outras partes do corpo, como os gânglios linfáticos ou órgãos como os pulmões, o fígado ou o cérebro. 

Nesta fase, as células cancerígenas já saíram do local onde o tumor surgiu e passaram a crescer em outras regiões, podendo causar sintomas gerais como cansaço intenso, perda de peso e dores persistentes, por exemplo.

Leia também: Melanoma metastático: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/melanoma-metastatico

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do melanoma maligno é geralmente feito pelo dermatologista ou oncologista, com base na avaliação da lesão e no uso do método ABCDE, que avalia características como forma, cor, tamanho e alterações ao longo do tempo. Entenda como é o método ABCDE.

Além disso, utiliza-se a dermatoscopia, um exame não invasivo que permite analisar a estrutura da pele com maior ampliação e detalhe, ajudando a identificar sinais suspeitos.

Para uma avaliação dos sinais e sintomas de melanoma maligno, marque consulta com o dermatologista mais próximo de você:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar a biópsia da lesão, na qual se remove total ou parcialmente a área alterada para análise ao microscópio.

Leia também: Biópsia de pele: como é feita, tipos e quando é indicada tuasaude.com/biopsia-de-pele

Em alguns casos, podem ainda ser pedidos exames adicionais, como avaliação dos gânglios linfáticos ou exames de imagem, para verificar se existe disseminação da doença para outras partes do corpo.

Tipos de melanoma maligno

Os tipos de melanoma maligno podem variar dependendo da origem, do padrão de crescimento e da localização na pele, incluindo:

1. Melanoma lentigo maligno

O melanoma lentigo maligno surge mais frequentemente em pessoas idosas e em áreas do corpo muito expostas ao sol, como o rosto, o pescoço e o dorso das mãos.

Este tipo desenvolve-se geralmente de forma lenta, a partir de manchas que podem parecer sardas ou sinais de exposição solar, que vão aumentando gradualmente e escurecendo ao longo do tempo, assumindo uma coloração acastanhada.

2. Melanoma lentiginoso acrale

Esse tipo de melanoma maligno é mais raro e ocorre em locais menos óbvios como as palmas das mãos, plantas dos pés ou debaixo das unhas. 

Geralmente, não está relacionado com exposição solar e pode ser mais comum em pessoas de pele negra ou asiática.

3. Melanoma extensivo superficial

É o tipo mais frequente de melanoma e costuma se espalhar pela superfície da pele antes de se aprofundar. Geralmente aparece como uma mancha plana e irregular que muda de cor e tamanho ao longo do tempo.

4. Melanoma nodular

O melanoma nodular é o segundo tipo mais comum de melanoma e também um dos mais agressivos, pois tende a crescer rapidamente em profundidade na pele desde as fases iniciais.

Geralmente, apresenta-se como um nódulo ou “caroço” firme na pele, de crescimento progressivo, que pode ter coloração escura, como castanha ou preta, mas em alguns casos também pode ser avermelhado ou semelhante à cor da pele.

5. Melanoma amelanótico

O melanoma amelanótico é uma forma menos comum de melanoma em que o tumor não produz melanina, o pigmento responsável pela cor escura característica da maioria das lesões. 

Por isso, pode se apresentar como uma lesão rosada, avermelhada ou da cor da pele, muitas vezes semelhante a outras alterações cutâneas benignas, sendo mais difícil de identificar precocemente.

Possíveis causas

As principais causas do melanoma maligno estão relacionadas a fatores que aumentam o risco de alterações nas células da pele, como:

  • Exposição excessiva ao sol, especialmente sem proteção, ao longo da vida, aumentando o risco de danos no DNA das células da pele;
  • Uso de camas de bronzeamento artificial, já que a radiação UV artificial também provoca lesões celulares semelhantes às do sol;
  • Histórico de queimaduras solares, principalmente queimaduras intensas na infância ou adolescência;
  • Pele clara, como pessoas com pele, olhos e cabelos claros têm menor proteção natural contra os efeitos da radiação UV;
  • História familiar de melanoma, podendo indicar predisposição genética.

Além disso, o grande número de sinais na pele está associado a um maior risco de desenvolvimento de melanoma, uma vez que quanto maior a quantidade de pintas, maior a probabilidade de alguma delas sofrer alterações malignas. 

Da mesma forma, um sistema imunológico enfraquecido, como ocorre em pessoas imunossuprimidas por doenças ou pelo uso de medicamentos, aumenta a chance de desenvolver câncer de pele, incluindo o melanoma.

Tratamento para melanoma maligno

O tratamento do melanoma maligno pode envolver:

1. Cirurgia

A cirurgia é o principal tratamento para a maioria dos casos de melanoma maligno, especialmente quando diagnosticado precocemente. 

A cirurgia consiste na remoção completa do tumor, juntamente com uma margem de tecido saudável ao redor, para reduzir o risco de recidiva. 

Em alguns casos, também pode ser necessária a retirada de gânglios linfáticos próximos para avaliar se houve disseminação da doença.

2. Imunoterapia

A imunoterapia é um tratamento que estimula o próprio sistema imunológico da pessoa a reconhecer e destruir as células cancerígenas, sendo frequentemente utilizada em casos mais avançados ou metastáticos. Saiba quando é indicada a imunoterapia.

3. Terapia-alvo

A terapia-alvo atua diretamente em alterações genéticas específicas das células do melanoma. Este tipo de tratamento bloqueia sinais que favorecem o crescimento do tumor, sendo indicado principalmente para pessoas com essas mutações identificadas.

4. Radioterapia

A radioterapia utiliza radiação para destruir células cancerígenas ou reduzir tumores. 

Embora não seja o tratamento principal do melanoma, pode ser utilizada em casos específicos, como após cirurgia ou para controle de metástases em determinadas regiões do corpo.

Leia também: Radioterapia: o que é, para que serve e efeitos colaterais tuasaude.com/radioterapia

5. Quimioterapia

A quimioterapia é menos utilizada no melanoma, mas ainda pode ser indicada em alguns casos avançados quando outros tratamentos não são eficazes. 

Consiste no uso de medicamentos que atuam no organismo todo para tentar destruir células cancerígenas ou impedir sua multiplicação.

Melanoma maligno tem cura?

O melanoma maligno pode ter cura, especialmente quando é diagnosticado em fases iniciais. Nesses casos, a remoção cirúrgica do tumor geralmente é suficiente para eliminar a doença. 

No entanto, quando o melanoma é descoberto em estágios mais avançados ou já se espalhou para outras partes do corpo, o tratamento fica mais complexo e as chances de cura diminuem, embora ainda seja possível controlar a doença.

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