Litotripsia é um procedimento médico utilizado para fragmentar cálculos, como as pedras nos rins e nos ureteres, facilitando a sua eliminação pela urina ou a sua remoção.
Leia também: Pedra nos rins: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/pedra-nos-rinsA litotripsia pode ser feita por meio de ondas de choque aplicadas externamente ao corpo ou com instrumentos introduzidos pelas vias urinárias, que utilizam, por exemplo, laser para fragmentar os cálculos.
Esse procedimento é realizado pelo urologista e pode ser indicado quando os cálculos são grandes, causam dor persistente, obstruem a passagem da urina ou causam infeções urinárias recorrentes.
Quando é indicada
As principais indicações da litotripsia incluem:
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Cálculos que causam dor persistente ou recorrente;
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Pedras que provocam obstrução das vias urinárias;
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Cálculos que aumentam de tamanho;
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Infeções urinárias recorrentes associadas a cálculos;
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Pedras que não são eliminadas espontaneamente.
Nem todos os cálculos precisam de litotripsia, pois pedras pequenas, geralmente com menos de 5 mm, e sem sintomas podem ser acompanhadas pelo urologista, já que têm maior probabilidade de serem eliminadas espontaneamente pela urina. Saiba quando fazer cirurgia para pedras nos rins.
Como é feita
A litotripsia pode ser realizada por diferentes técnicas, que variam conforme o tamanho e a localização dos cálculos e as condições de saúde da pessoa.
As principais formas de realizar o procedimento são:
1. Litotripsia extracorpórea por ondas de choque
A litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO) é feita com um aparelho que emite ondas de choque do lado de fora do corpo, direcionando-as para os cálculos para fragmentá-los. Os pedaços menores são eliminados gradualmente pela urina.
O procedimento não exige cortes e, geralmente, permite que a pessoa volte para casa no mesmo dia. Em alguns casos, pode ser necessário repetir o tratamento para fragmentar ou eliminar completamente os cálculos.
2. Litotripsia a laser
A litotripsia a laser é realizada por meio de um procedimento endoscópico, no qual o urologista introduz um instrumento fino pelas vias urinárias até chegar ao cálculo. Em seguida, utiliza um laser para fragmentar a pedra em pedaços menores que possam ser eliminadas pela urina.
Em alguns casos, pode ser necessário colocar temporariamente um cateter duplo J, que ajuda a manter a passagem da urina entre o rim e a bexiga.
3. Litotripsia percutânea
A litotripsia percutânea é feita por meio de uma pequena abertura nas costas, pela qual o urologista introduz instrumentos diretamente no rim para fragmentar e retirar os cálculos.
Essa técnica é frequentemente indicada para pedras renais grandes ou complexas, especialmente quando outros procedimentos têm menor probabilidade de sucesso. Além disso, exige anestesia e pode necessitar de internação.
4. Litotripsia mecânica ou pneumática
A litotripsia mecânica ou pneumática é realizada durante um procedimento endoscópico, utilizando um instrumento que produz impactos para fragmentar os cálculos. Os fragmentos podem ser retirados com instrumentos próprios ou eliminados pela urina.
Essa técnica é utilizada principalmente para tratar cálculos nos ureteres e, em determinadas situações, na bexiga ou nos rins, conforme a localização das pedras e os instrumentos disponíveis.
Litotripsia dói?
A litotripsia pode causar algum desconforto, mas a intensidade depende da técnica utilizada.
Na litotripsia extracorpórea, pode haver dor durante a aplicação das ondas de choque, geralmente controlada com medicamentos.
Já nas técnicas a laser, mecânica ou percutânea, é utilizada anestesia, o que ajuda a evitar a dor durante o procedimento.
Preparo para a litotripsia
Antes do procedimento, o urologista pode solicitar exames de sangue e de urina, além de exames de imagem, para avaliar os cálculos e verificar se existe alguma infeção urinária.
Também é importante informar ao médico sobre os medicamentos utilizados, especialmente anticoagulantes, pois pode ser necessário ajustar temporariamente o uso de alguns deles para reduzir o risco de sangramento.
Quando o procedimento exige anestesia ou sedação, como nas técnicas de litotripsia a laser e percutânea, pode ser necessário fazer jejum de cerca de 6 a 8 horas.
Antes da litotripsia, também é importante informar ao médico sobre alergias, doenças preexistentes e a possibilidade de gravidez. Se houver suspeita de infeção urinária, pode ser necessário tratá-la antes do procedimento. Saiba como é o tratamento da infecção urinária.
Recuperação após litotripsia
O tempo de recuperação após a litotripsia depende da técnica utilizada, do tamanho e da localização dos cálculos e das condições de saúde da pessoa.
Após a litotripsia extracorpórea, geralmente é possível voltar para casa no mesmo dia e retomar as atividades habituais em um ou dois dias, conforme a orientação médica.
Na litotripsia a laser e na pneumática, o retorno às atividades também costuma ocorrer em poucos dias, embora possa variar conforme a complexidade. Já a litotripsia percutânea pode exigir internação e algumas semanas de recuperação.
A eliminação dos fragmentos pode levar dias ou semanas, especialmente após a litotripsia extracorpórea. Nas técnicas endoscópicas, parte dos fragmentos pode ser retirada durante o procedimento, mas resíduos também podem ser eliminados posteriormente.
Por isso, o urologista pode solicitar exames de acompanhamento para verificar se os cálculos foram completamente removidos ou eliminados.
Após a litotripsia, também é importante seguir as orientações do urologista, beber água conforme a recomendação médica, tomar os medicamentos prescritos para aliviar a dor e evitar esforços físicos pelo período indicado.
Possíveis efeitos colaterais
Os efeitos colaterais esperados nos primeiros dias após a litotripsia são:
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Sangue na urina, geralmente em pequena quantidade, e tende a diminuir espontaneamente;
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Dor ou desconforto, podendo surgir na região lombar ou durante a passagem dos fragmentos dos cálculos pela urina;
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Hematomas na pele, normalmente na região tratada após a litotripsia extracorpórea por ondas de choque;
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Desconforto ao urinar e vontade frequente de urinar, que pode ocorrer após procedimentos endoscópicos.
No entanto, a litotripsia pode causar complicações menos frequentes, como infecção urinária, obstrução das vias urinárias por fragmentos dos cálculos e, em casos raros, sangramento importante ou lesões nos rins e em estruturas próximas.
É importante procurar atendimento médico se houver febre, calafrios, dor intensa ou persistente, dificuldade para urinar ou sangramento intenso ou com coágulos na urina, pois esses sinais podem indicar complicações.