Leucemia Mieloide Crônica (LMC): o que é, sintomas e tratamento

Setembro 2021

A Leucemia Mieloide Crônica, também conhecida como LMC, é um tipo raro de câncer do sangue, não hereditário, que se desenvolve devido a uma alteração genética que faz com que as células do sangue dividam mais rapidamente do que as células normais, o que leva ao aparecimento de alguns sintomas como cansaço excessivo, perda de peso sem causa aparente, sangramentos frequentes e palidez, por exemplo.

As chances de cura geralmente são bastante elevadas, mas pode variar de acordo com o grau de desenvolvimento da doença, assim como a idade e saúde geral da pessoa afetada. Geralmente, o tratamento com a melhor taxa de cura é o transplante de medula, mas muitas pessoas podem nem necessitar chegar nesse tratamento.

Leucemia Mieloide Crônica (LMC): o que é, sintomas e tratamento

Sintomas de LMC

Os sintomas de Leucemia Mieloide Crônica normalmente aparecem em fases mais avançadas da doença e, por isso, é comum que a pessoa conviva com a doença sem saber, sendo apenas verificada através de exames de sangue. Os principais sinais e sintomas indicativos de Leucemia Mieloide Crônica são:

  • Sangramentos frequentes;
  • Cansaço;
  • Febre;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Perda de apetite;
  • Dor abaixo das costelas, no lado esquerdo;
  • Palidez;
  • Transpiração excessiva durante a noite.

É importante que na presença de sinais e sintomas indicativos de LMC, o clínico geral seja consultado para que seja feita uma avaliação dos sintomas e realização de exames de sangue para verificar a chance de se tratar de uma leucemia.

Possíveis causas

A Leucemia Mieloide Crônica é uma alteração genética que está relacionada com uma sessão do cromossomo 9 e do 22, que sofrem quebras em posições erradas, resultando em um cromossomo 9 longo e o 22 compridos.

Os pedaços quebrados desses cromossomos levam à formação do gene BCR-ABL no cromossomo Philadelphia (Ph), que contém instruções que indicam a esta nova célula anormal para produzir uma grande quantidade de uma proteína chamada de tirosina-quinase, que favorece a proliferação anormal das células do sangue, resultando no câncer.

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver esse tipo de leucemia, como idade avançada, ser do sexo masculino e a exposição a radiação, por exemplo.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico inicial da Leucemia Mieloide Crônica é feito pelo médico a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa e exame físico, em que são avaliados os sinais vitais e é feita palpação dos nódulos linfáticos, baço e abdômen, de forma a verificar alguma alteração.

É também indicada a realização do hemograma, com o objetivo de verificar os níveis das células sanguíneas, além da realização de exame genético molecular para identificar a presença do cromossomo Philadelphia ou do gene BCR-ABL, o que é indicado de LMC. Caso o exame seja positivo, é possível que o médico solicite a realização de biópsia de medula óssea e/ ou mielograma para verificar a prodição de células sanguíneas pela medula óssea.

Tratamento da LMC

O objetivo do tratamento desta doença, é de eliminar as células sanguíneas que contêm o gene anormal, que causa a produção de um grande número de células sanguíneas anormais. Para algumas pessoas não é possível eliminar todas as células doentes, mas o tratamento pode ajudar na remissão da doença.

1. Medicamentos

Podem ser usados medicamentos que bloqueiam a ação da enzima tirosina-quinase, como é o caso do Imatinib, Dasatinib, Nilotinib, Bosutinib ou Ponatinib, que geralmente são o tratamento inicial para pessoas com LMC.

2. Transplante de medula óssea

O transplante de medula óssea é a única forma de tratamento que garante uma cura definitiva para a Leucemia Mieloide Crônica. No entanto, este método só é usado em pessoas que não respondam a outros tratamentos porque esta técnica apresenta riscos e pode conduzir a sérias complicações.

3. Quimioterapia

A quimioterapia também é um tratamento muito utilizado em casos de Leucemia Mieloide Cronica e os efeitos colaterais dependem do tipo de medicamento usado no tratamento. Conheça os vários tipos de quimioterapia e como é feita.

4. Tratamento com Interferon

As terapias biológicas utilizam o sistema imune do corpo, para ajudar a combater o câncer usando uma proteína chamada interferon, que ajuda a reduzir o crescimento das células tumorais. Esta técnica pode ser usada em casos em que outros tratamentos não funcionem ou em pessoas que não possam tomar outros remédios, como grávidas, por exemplo.

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Bibliografia

  • ABRALE. Cromossomo Filadélfia e o BCR-ABL - Leucemia Mieloide Crônica - LMC. Disponível em: <https://www.abrale.org.br/doencas/leucemia/lmc/cromossomo-filadelfia-e-o-bcr-abl/>. Acesso em 21 Set 2021
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