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Como escolher o melhor leite para o recém-nascido

A primeira escolha na alimentação do bebé nos primeiros meses de vida deve ser sempre o leite materno, porém isso nem sempre é possível, podendo ser necessário recorrer a leites infantis como alternativas ao leite materno, que têm uma composição nutricional muito semelhante, adequadas a cada etapa de crescimento do bebê.

Além dessas fórmulas, estão também disponíveis leites infantis destinadas a fins medicinais específicos, que permitem uma nutrição adequada mesmo em casos de alergias, regurgitação, intolerância alimentar e distúrbios gastrointestinais.

Como escolher o melhor leite para o recém-nascido

Quando dar leite adaptado para o recém-nascido

Pode-se optar pelo leite em pó quando a mãe não pode amamentar, ou quando o bebê possui alguma dificuldade em digerir o leite materno. Assim, o bebê pode tomar mamadeira quando:  

  • A mãe está a fazer tratamentos: como quimioterapia, tratamento para tuberculose ou está tomando algum remédio que passa para o leite materno; 
  • A mãe é usuária de drogas ilícitas;
  • O bebê tem fenilcetonúria: podem ser usados leites adaptados sem fenilalanina e caso o médico indique, tomar leite materno com muita precaução, medindo semanalmente os níveis de fenilalanina no sangue. Saiba como amamentar um bebê com fenilcetonúria.
  • A mãe não tem leite ou diminuiu a produção;
  • O bebê está muito abaixo do peso ideal, podendo haver um reforço da amamentação com leite adaptado;
  • A mãe está doente: se tiver HIV, câncer ou transtornos psicológicos graves, caso tenha doenças causadas por vírus, fungos, bactérias, hepatite B ou C com alta carga viral, ou herpes ativa na mama ou no mamilo, deve parar de amamentar temporariamente, até resolver o problema.
  • O bebê tem galactosemia: devendo ser alimentado com fórmulas à base de soja como Nan Soy ou Aptamil Soja. Veja mais sobre o que o bebê com galactosemia deve comer.

Nos casos temporários terá que se optar pelo leite infantil e manter a produção de leite, fazendo a sua retirada com uma bombinha, até poder voltar a amamentar, depois de estar curada. Nos casos em que não exista outra solução, deve-se optar pela fórmula infantil e falar com o médico para secar o leite. Saiba como secar o leite materno.

Que leite dar para o bebê recém-nascido

Nos casos em que o bebê não possa tomar leite materno, nunca deve ser dado leite de vaca, porque pode prejudicar o seu desenvolvimento, já que a sua composição é muito diferente do leite materno.

Então, com a ajuda do pediatra, deve-se optar por um leite adequado ao bebê, que embora não seja igual ao leite materno, tem uma composição mais aproximada, sendo enriquecido para oferecer os nutrientes que o bebê precisa em cada fase. As opções podem ser:

1. Leites infantis regulares

Os leites adaptados regulares podem ser usadas por bebês saudáveis e sem risco de apresentarem alergias, desconforto gastrointestinal ou doenças metabólicas. 

São várias as marcas disponíveis para venda, tendo todas uma composição de nutrientes semelhante, podendo ser ou não suplementados com probióticos, pré-bióticos, ácidos gordos poli-insaturados de cadeia longa e nucleotídeos.

A escolha da fórmula infantil deve ter em conta a idade do bebê, porque ao longo do seu desenvolvimento ele vai tendo necessidades específicas. Então entre os 0 e os 6 meses deve ser usado um leite de início, como o Aptamil profutura 1, Milupa 1 ou Nan supreme 1, e a partir dos 6 meses deve ser dada um leite de transição como Aptamil 2 ou Nan supreme 2, por exemplo.

2. Leite para bebê com alergia à proteína do leite de vaca

A alergia à proteína do leite de vaca é a alergia alimentar mais frequente na infância, em que o sistema imune está ainda imaturo e sensível aos antigênios, e por isso reage na presença da proteína do leite de vaca provocando sintomas como vermelhidão e coceira generalizadas, vômitos e diarreia. Saiba mais sobre alergia ao leite no bebê.

Existe uma grande variedade de leites para este problema específico, que normalmente têm na sua constituição a proteína do leite de vaca dividida em pequenos fragmentos, ou  mesmo dividida em aminoácidos, de forma a não provocar alergias, ou podem também ser derivados da soja:

  • Fórmulas extensamente hidrolisadas, sem lactose como: Pregomin pepti, Alfaré, Nutramigen Premium;
  • Fórmulas extensamente hidrolisadas, com lactose como: Aptamil pepti, Althéra
  • Fórmulas à base de aminoácidos como: Neocate LCP, Neo advance, Neoforte;
  • Fórmulas de soja como: Aptamil Proexpert soja, Nan soy.

Cerca de 2 a 3 % das crianças têm alergia à proteína do leite de vaca na infância, desenvolvendo em maior parte tolerância ao leite de vaca entre os 3 e os 5 anos de idade. Em casos de bebês que necessitem tomar leite sintético e tenham história familiar de alergias, devem tomar um leite hipoalergênico, conhecido por leite HA.

3. Leites para bebê com refluxo

O refluxo gastroesofágico é comum em bebês saudáveis, devido à imaturidade do esfincter esofágico e consiste na passagem da comida do estômago para o esófago, resultando em golfadas frequentes. Nesses casos, pode levar à perda de peso e desnutrição sendo prejudicial no desenvolvimento do bebê. Veja mais sobre refluxo em bebês.

Assim, existem leites anti-refluxo como o Aptamil AR, Nan AR ou Enfamil AR Premium, em que a composição é igual às outras fórmulas, porém são mais espessos devido à adição de amido de milho, de batata ou arroz, farinha de semente de alfarroba ou goma jatai.

A presença destes espessantes faz com que, devido à sua espessura, o leite não sofra tão facilmente refluxo e com que o esvaziamento gástrico se dê mais rapidamente.

4. Fórmulas para bebê com intolerância à lactose

A lactose é composta por dois açúcares que têm que ser separados por uma enzima presente no organismo, a lactase, para poderem ser absorvidos. No entanto, pode haver situações em que esta enzima é inexistente ou está em quantidade insuficiente, provocando cólicas e diarreia. A intolerância à lactose é muito frequente em bebês porque o seu intestino está ainda imaturo.

Para isso, deve-se optar por fórmulas infantis sem lactose, em que a lactose foi degradada em açúcares mais simples, que já podem ser absorvidos pelo organismo, como é o caso do Aptamil ProExpert sem lactose ou do Enfamil O-Lac Premium.

Como escolher o melhor leite para o recém-nascido

5. Leites para bebê com desconforto intestinal

O desconforto intestinal é muito frequente em bebês porque o intestino está ainda imaturo, provocando cólicas e prisão de ventre.

Nestes casos deve-se optar por leites enriquecidos com pré-bióticos, como Neslac Comfort ou Nan Confort, que para além de favorecerem a presença de bactérias boas para o intestino, reduzem também as cólicas e a prisão de ventre.

6. Leites para bebê prematuros

As necessidades nutricionais dos bebês prematuros são diferentes dos bebês com peso normal. Nestes casos, terá que se optar por fórmulas adaptadas a esta situação, até que o médico indique a mudança para um leite adaptado regular, ou que a amamentação seja possível.

Como usar o leite adaptado corretamente

Além de uma escolha acertada da fórmula, é importante adotar certos cuidados na sua preparação. Assim, a preparação dos leites deve fazer-se com água previamente fervida, tendo sempre o cuidado de deixar arrefecer a água antes da preparação, de forma a não queimar a boca do bebê nem destruir os probióticos presentes no leite.

A mamadeira e o bico também devem ser lavados e esterilizados e a diluição do pó na água dever ser feito exatamente como recomendado na embalagem. Veja como lavar e esterilizar a mamadeira corretamente.

A Organização Mundial da Saúde recomenda a amamentação até o 6º mês de vida, como fonte exclusiva de alimentação do bebê. 


Bibliografia

  • ASHISH Kumar, AMBIKA Sharma. Nutritional and Medicinal Superiority of Goat Milk over Cow Milk in Infants. International Journal of Pediatric Nursing. 2. 1; 47-50, 2016
  • SHAO J Zhou, SULLIVAN Thomas. et al. Nutritional adequacy of goat milk infant formulas for term infants: A double-blind randomised controlled trial. The British journal of nutrition. 111. 9; 1-11, 2014
  • GUTIERREZ, Maria Luisa. et al. Nutrición en pediatría. I. Caracas, Venezuela: Cania, 2009. 265-294, 775-800,1455-1461.
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