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Íngua na axila: o que pode ser e o que fazer

Revisão médica: Dr. Gonzalo Ramirez
Psicólogo e Clínico Geral
dezembro 2022

A íngua na axila pode surgir devido a inflamações ou infecções, como a foliculite, o furúnculo ou a linfadenite, causada por uma resposta do sistema imunológico para combater vírus, fungos ou bactérias, por exemplo, mas também pode surgir devido a doenças autoimunes, reações à vacinas, ou até câncer.

Dependendo da sua causa, a íngua na axila, que também é chamada de linfadenopatia axilar, pode estar acompanhada de outros sintomas, como febre, sensibilidade ao toque, suor noturno, perda de peso sem motivo aparente, ou ínguas em outras regiões do corpo, como pescoço, nuca ou virilha, por exemplo.

É importante consultar o clínico geral quando a íngua na axila não desaparece ou aumenta de tamanho ao longo do tempo, ou está acompanhada de outros sintomas, para que seja avaliada, identificada sua causa e indicado o tratamento mais adequado.

Imagem ilustrativa número 1

Principais causas de íngua na axila

As principais causas de íngua na axila são:

1. Foliculite

A foliculite é a inflamação no folículo piloso, que é a estrutura na pele onde fica a raiz dos pêlos, dificultando o pêlo sair na superfície da pele, e levando ao surgimento de sintomas, como uma ou várias pequenas espinhas na axila, que podem ser dolorosas, avermelhadas ou amareladas, devido à presença de pus, causar coceira e o surgimento de ínguas na axila.

A foliculite na axila, também conhecida como pêlo encravado, é uma situação relativamente comum, e geralmente é causada por raspar os pêlos com lâmina ou depilar com cera, mas também pode acontecer devido a uma infecção por bactérias, como Staphylococcus aureus ou Pseudomonas aeruginosa, ou fungos, como Malassezia.

O que fazer: deve-se fazer a higienização da axila com sabonete anti-séptico e aplicar compressas mornas na axila, para reduzir a irritação da pele e o desconforto das ínguas. Além disso, pode ser necessário o uso de medicamentos anti-inflamatórios, cremes, pomadas ou comprimidos de antibióticos para combater a infecção, que devem ser recomendados pelo dermatologista. Também é recomendado evitar raspar ou depilar a pele até melhorar a inflamação. Confira os principais tratamentos para foliculite.

2. Hidradenite supurativa

A íngua na axila pode surgir devido a hidradenite supurativa que é uma inflamação das glândulas sudoríparas, causando o bloqueio da passagem de suor para fora da glândula e a formação de caroços dolorosos, vermelhidão na pele, coceira, ardência e excesso de suor.

Esse tipo de inflamação pode ser causada por alterações genéticas, fraqueza no sistema imune, hábitos de vida, como tabagismo, por exemplo, ou obesidade.

O que fazer: deve-se consultar o dermatologista, que pode indicar tratamentos para diminuir os sintomas da hidradenite supurativa, como cremes com antibióticos ou injeção de corticoide na axila. Nos casos mais graves, pode ser necessária uma cirurgia para remover a área afetada.

Além disso, é recomendado manter a região limpa, evitar uso de roupas apertadas e fazer compressas mornas na axila também podem ajudar no tratamento. Veja todas as opções de tratamento para a hidradenite supurativa.

3. Linfadenite

A íngua na axila também pode ocorrer devido a linfadenite, que é uma inflamação nos linfonodos na região da axila, geralmente causada por uma infecção por vírus, fungos, bactérias ou protozoários.

Além disso, podem surgir outros sintomas, como febre, dor no linfonodo, e ínguas em outras partes do corpo, como na região do pescoço, especialmente nos casos de infecções sistêmicas, como a mononucleose ou citomegalovírus.

O que fazer: deve-se consultar o clínico geral para que seja feito o diagnóstico da causa da linfadenite e o tratamento mais adequado que pode ser com antibióticos ou anti-inflamatórios.

4. Vacinação

Algumas vacinas, como a vacina BCG, gripe, varíola, sarampo ou herpes zoster, por exemplo, podem causar surgimento de íngua na axila, no mesmo lado em que a vacina foi aplicada no braço, como uma resposta do sistema imunológico à imunização, estimulando a produção de anticorpos.

Além disso, a vacina contra a COVID-19 também pode causar o surgimento de íngua na axila, como efeito colateral da vacinação. Veja outros efeitos colaterais da vacina contra a COVID-19.

O que fazer: geralmente, a íngua na axila devido à vacinação, melhora em 3 a 4 semanas, sem necessidade de tratamento médico. No entanto, caso não melhore ou aumente de tamanho, deve-se consultar o clínico geral para que seja feita uma avaliação e exames como raio X, tomografia ou ressonância magnética, por exemplo, para identificar a causa da íngua.

5. Furúnculo

O furúnculo é uma infecção na raiz do pêlo, que na maioria dos casos está associado à infecção pela bactéria Staphylococcus aureus, que pode ser encontrada naturalmente nas mucosas e na pele, levando ao surgimento de caroço que pode crescer ao longo do tempo, causando dor, aumento da temperatura local, vermelhidão e sensibilidade ao toque, podendo também levar ao surgimento de íngua na axila, como resposta do sistema imunológico para combater a infecção.

O que fazer: pode-se fazer uma compressa com água morna cerca de 3 vezes por dia, além de lavar bem a região com água morna e sabonete neutro. Nunca se deve espremer o furúnculo, pois isso pode piorar a inflamação e a infecção, sendo mais difícil de tratar. Em alguns casos, o dermatologista pode recomendar a realização da drenagem do abscesso, que consiste na retirada do pus, além do uso de antibióticos para combater a infecção. Confira os principais remédios para furúnculo.

6. Infecções

Algumas infecções, como a infecção pelo HIV, ou mononucleose infecciosa, podem causar aumento dos linfonodos, e surgimento de íngua na axila ou em outras regiões do corpo, como pescoço e nuca.

O que fazer: deve-se consultar o clínico geral ou o infectologista para que sejam feitos exames de diagnóstico para identificar o tipo de infecção e assim iniciar o tratamento mais adequado, que pode incluir o uso de antirretrovirais, no caso do HIV, ou o uso de analgésicos ou anti-inflamatórios para reduzir as ínguas e a febre, no caso da mononucleose, por exemplo. Veja como é feito o tratamento da mononucleose infecciosa.

7. Doenças autoimunes

As doenças autoimunes, como lúpus ou artrite reumatoide, afetam gravemente o sistema imunológico e, por isso, as células de defesa podem se acumular nos gânglios linfáticos, provocando a sua inflamação e o surgimento das ínguas.

Nestes casos, as ínguas podem aparecer em vários locais do corpo, além da axila, e também é comum o aparecimento de outros sintomas como dor muscular, náuseas, vômitos e suores noturnos. Confira também outras causas de gânglios linfáticos aumentados pelo corpo.

O que fazer: no caso de suspeita de doenças autoimunes é recomendado consultar o clínico geral ou reumatologista para fazer exames e iniciar o tratamento mais adequado, se necessário.

8. Tuberculose ganglionar

A tuberculose ganglionar é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que pode levar ao surgimento de Ínguas na axila, podendo também estar presentes em outras regiões do corpo, como pescoço, nuca, tórax ou virilha.

Esse tipo de tuberculose é mais comum em pessoas com infecção pelo vírus do HIV e em mulheres com idade entre os 20 e os 40 anos. Entenda melhor o que é a tuberculose ganglionar.

O que fazer: deve-se consultar o infectologista ou clínico geral, que pode indicar o tratamento mais adequado, que normalmente é feito com antibióticos, como rifampicina, isoniazida ou pirazinamida, por no mínimo 6 meses.

9. Linfoma

A íngua na axila pode surgir devido ao linfoma, que é um tipo de câncer dos linfonodos, levando ao surgimento de caroço duro na axila, que não some após 1 ou 2 meses e não para de crescer.

Geralmente, neste tipo de câncer outros sintomas podem estar presentes além da íngua na virilha, como febre, suor noturno, cansaço excessivo e emagrecimento sem motivo aparente.

O que fazer: deve-se consultar o clínico geral, o hematologista ou o oncologista para que sejam feitos exames de sangue, tomografia ou PET-CT, por exemplo, para identificar o tipo de linfoma, e iniciar o tratamento mais adequado, que geralmente é feito com quimioterapia ou radioterapia. Confira todas as opções de tratamento para o linfoma.

10. Câncer de mama

O câncer de mama é um dos principais tipos de câncer que afetam a mulher, mas também pode afetar homens, e apesar de nas fases iniciais o câncer de mama não causar sintomas, o principal sinal que pode indicar a presença do tumor é a palpação de um nódulo endurecido na mama.

Além disso, outros sintomas podem estar presentes, como inchaço, formação de íngua na axila ou dor que pode irradiar para o braço, vermelhidão, saída secreção pelos mamilos ou seios doloridos, por exemplo. Confira os principais sintomas de câncer na mama.

O que fazer: na presença de qualquer alteração na mama, deve-se consultar o mastologista, para que sejam feitos exames para diagnosticar o câncer de mama, e iniciar o tratamento mais adequado que pode ser feito com cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia ou terapia biológica, por exemplo.

Além disso, o câncer de mama pode ter cura, dependendo do tipo e do estágio em que se encontra, por isso, é muito importante a prevenção, através da realização do auto-exame da mama e da mamografia. Veja o passo-a-passo de como fazer o autoexame da mama de forma correta.

Quando ir ao médico

Deve-se consultar o clínico geral ou infectologista, sempre que surgir íngua na axila, nas seguintes situações:

  • Íngua que não melhora em 2 semanas;
  • Aumento da íngua ao longo do tempo;
  • Vermelhidão, presença de pus ou caroço na axila;
  • Dor na íngua;
  • Ínguas em vários locais do corpo;
  • Dor em outras partes do corpo;
  • Íngua na axila que é dura e que não se move ao toque;
  • Íngua que mede mais que 2,5 cm;
  • Febre;
  • Suor noturno;
  • Perda de peso sem motivo aparente;
  • Mal estar.

Nesta situações, deve-se consultar o médico, para que sejam realizados exames de sangue que avaliam infecções ou inflamações pelo corpo, ou a presença de doenças autoimunes ou câncer.

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em dezembro de 2022. Revisão médica por Dr. Gonzalo Ramirez - Psicólogo e Clínico Geral, em dezembro de 2022.

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Revisão médica:
Dr. Gonzalo Ramirez
Psicólogo e Clínico Geral
Clínico geral pela UPAEP com cédula profissional nº 12420918 e licenciado em Psicologia Clínica pela UDLAP nº 10101998.

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