Tuberculose ganglionar: o que é, sintomas e tratamento

Revisão médica: Dr. Arthur Frazão
Oftalmologista
julho 2022

A tuberculose ganglionar é uma doença infecciosa que acomete os gânglios linfáticos localizados no pescoço, tórax, axilas ou virilha, e que é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, popularmente conhecida como bacilo de Koch.

Este tipo de tuberculose é mais comum em pacientes com HIV e em mulheres com idade entre os 20 e os 40 anos, o contrário da forma pulmonar que é mais frequente em homens com idade mais avançada.

Juntamente com a tuberculose pleural, este é o tipo mais frequente de tuberculose extra-pulmonar, e tem cura, quando o tratamento é realizado com uso de antibióticos receitados pelo pneumologista.

Principais sintomas

Os principais sintomas de tuberculose ganglionar são:

  • Febre baixa;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Ínguas inchadas no pescoço, nuca, axilas ou virilha, geralmente com 3 cm mas que pode atingir 8-10 cm de diâmetro;
  • Ausência de dor nas ínguas;
  • Ínguas duras e difíceis de movimentar;
  • Diminuição do apetite;
  • Pode haver suor noturno exagerado;
  • Febre baixa, de até 38º C, especialmente ao final do dia;
  • Cansaço excessivo.

Na presença destes sintomas é importante buscar orientação de um pneumologista ou clínico geral para que seja feito o diagnóstico e o tratamento com antibiótico possa ser iniciado.

Como é feito do diagnóstico

O diagnóstico da tuberculose pode ser difícil, já que a doença causa sintomas que podem estar sendo causados por uma simples gripe ou outro tipo qualquer de infecção.

Assim, após avaliar os sintomas, o médico pode pedir um raio X, que mostra que os pulmões não estão afetados, e um exame microbiológico para verificar a presença de bactéria, para isso o gânglio dolorido e inchado deve ser aspirado com uma agulha fina e o material enviado para laboratório.

Além disso, podem ser solicitados outros exames para auxiliar o diagnóstico, como hemograma e dosagem da PCR. O tempo médio do início dos sintomas até o diagnóstico de tuberculose extrapulmonar varia de 1 a 2 meses, mas podem chega a 9 meses.

Como se pega tuberculose ganglionar

Nos casos de tuberculose extrapulmonar, como acontece com a tuberculose ganglionar, o bacilo de Koch normalmente entra no organismo por meio das vias respiratórias, porém não se aloja nos pulmões, mas em outros locais do corpo, caracterizando diferentes tipos de tuberculose.

A bactéria pode permanecer no organismo inativo por muito tempo até que alguma situação, como estresse, por exemplo, que leva à diminuição do sistema imune, favoreça sua proliferação e, consequentemente, a manifestação da doença.

A tuberculose ganglionar é contagiosa?

Sim, a tuberculose ganglionar é contagiosa e, por isso, é importante evitar o contato com pessoas diagnosticadas com essa doença, principalmente nos 15 primeiros dias de sintomas e que não foi iniciado o tratamento.

Como é feito o tratamento

O tratamento para tuberculose ganglionar é feito de acordo com a orientação de um pneumologista, infectologista ou clínico geral e normalmente é indicado o uso de antibióticos por no mínimo 6 meses, e em alguns casos a cirurgia para retirada do gânglio inflamado pode ser recomendada.

Os antibióticos normalmente indicados são Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol e o tratamento deve ser feito de acordo com a orientação específicas do médico, não devendo ser interrompido, pois pode causar resistência bacteriana, o que pode complicar a condição, já que os antibióticos que antes funcionavam passam a não ter mais ação sobre as bactérias, dificultando o combate da infecção.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em julho de 2022. Revisão médica por Dr. Arthur Frazão - Oftalmologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • NENO, Miguel et al.. Tuberculose ganglionar: desafio diagnóstico. Arquivos de Medicina. Vol.28. 1.ed; 2014
  • MATOS, Ana Sofia da Costa. Tuberculose Ganglionar: Artigo de Revisão. Tese de Mestrado, 2013. Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Revisão médica:
Dr. Arthur Frazão
Clínico geral
Médico generalista, especialista em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 2008, com registro profissional no CRM/PE 16878