Infarto intestinal: o que é, sintomas, causas e tratamento

Revisão médica: Dr. Gonzalo Ramirez
Clínico Geral e Psicólogo
agosto 2022

O infarto intestinal acontece quando uma artéria, que leva sangue para o intestino delgado ou grosso, fica bloqueada por um coágulo e impede a passagem do sangue com oxigênio até os locais que ficam após o coágulo, levando à morte dessa parte do intestino e gerando sintomas como intensa dor de barriga, vômitos e febre, por exemplo.

Além disso, o infarto do intestino também pode acontecer numa veia da região do mesentério, que é a membrana que segura o intestino. Quando isso acontece, o sangue não consegue sair do intestino para o fígado e, por isso, o sangue com oxigênio também não consegue continuar circulando no intestino, resultando nas mesmas consequências que o infarto da artéria.

O infarto intestinal tem cura, mas é uma situação de emergência e, por isso, se existir suspeita é muito importante ir rapidamente ao pronto-socorro, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, de forma a evitar que uma grande porção do intestino seja afetada.

Sintomas de infarto intestinal

Os sintomas mais frequentes no caso de infarto do intestino incluem:

  • Dor abdominal intensa, que piora ao longo do tempo;
  • Sensação de inchaço na barriga;
  • Náuseas e vômitos;
  • Febre acima de 38ºC;
  • Diarreia com sangue nas fezes.

Estes sintomas podem surgir de forma repentina ou ir se desenvolvendo lentamente ao longo de vários dias, dependendo do tamanho da região afetada pela isquemia e da gravidade da obstrução.

Dessa forma, se surgir uma dor abdominal muito intensa ou que não melhora após 3 horas é muito importante ir ao hospital para identificar qual o problema e iniciar o tratamento adequado, uma vez que se pode tratar de um infarto intestinal.

Como confirmar o diagnóstico

Para fazer o diagnóstico de infarto intestinal, o médico pode pedir vários exames como ressonância magnética angiográfica, angiografia, tomografia computadorizada abdominal, ultrassom, raio X, exames de sangue e até endoscopia ou colonoscopia, para garantir que os sintomas não estão sendo provocados por outros problemas do trato digestivo, como úlceras ou apendicite, por exemplo.

Possíveis causas

O infarto intestinal acontece quando há um bloqueio na artéria que leva sangue ao intestino, de forma que o sangue não consegue chegar adequadamente ao intestino. Apesar do infarto intestinal seja uma situação bastante rara, existe um maior risco em pessoas:

  • Idade superior a 60 anos;
  • Níveis de colesterol elevados;
  • Com colite ulcerativa, doença de Crohn ou diverticulite;
  • De sexo masculino;
  • Com neoplasias;
  • Que tenham realizado cirurgias abdominais;
  • Com câncer no sistema digestivo.

Além disso, mulheres que usam pílula anticoncepcional ou que estejam grávidas também têm um risco maior de formação de coágulos devido a alterações hormonais, por isso, podem desenvolver um caso de infarto no intestino.

Como é feito o tratamento

O tratamento para infarto no intestino pode iniciar-se com a realização de um cateterismo arterial percutâneo e estabilização hemodinâmica ou pode ser feito com cirurgia para remover o coágulo e restabelecer a circulação sanguínea no vaso afetado, além de remover toda a porção de intestino que foi afetada.

Antes da cirurgia, o médico pode interromper o uso de medicamentos que podem estar contraindo os vasos sanguíneos, como remédios para enxaqueca, para tratar doenças cardíacas e, até, alguns tipos de hormônios.

Em alguns casos, pode ainda ser necessário fazer antibiótico antes e depois da cirurgia para evitar o desenvolvimento de infecções no intestino afetado.

Sequelas do infarto intestinal

Uma das sequelas mais comuns da isquemia no intestino é a necessidade de ficar com uma ostomia. Isso acontece porque, dependendo da quantidade de intestino retirada, o cirurgião pode não conseguir ligar novamente o intestino ao ânus e, por isso, é necessário fazer uma ligação diretamente à pele da barriga, permitindo a saída das fezes para uma pequena bolsa.

Além disso, com a remoção de intestino, a pessoa também fica com síndrome do intestino curto que, dependendo da parte retirada, provoca dificuldade na absorção de alguns vitamina e minerais, sendo importante adequar a dieta. Veja mais sobre esta síndrome e como deve ser a dieta.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em agosto de 2022. Revisão médica por Dr. Gonzalo Ramirez - Clínico Geral e Psicólogo, em agosto de 2022.
Revisão médica:
Dr. Gonzalo Ramirez
Clínico Geral e Psicólogo
Clínico geral pela UPAEP com cédula profissional nº 12420918 e licenciado em Psicologia Clínica pela UDLAP nº 10101998.