Infarto fulminante: o que é, sintomas, causas e o que fazer

Revisão médica: Drª. Ana Luiza Lima
Cardiologista
agosto 2022
  1. Sintomas
  2. O que fazer
  3. Causas
  4. Tratamento 
  5. Prevenção

O infarto fulminante é aquele que surge de repente e que muitas vezes pode causar a morte súbita, que pode ocorrer de 1 a 24 horas após o início dos sintomas, como dor nopeito que pode irradiar para o braço, falta de ar ou suor frio, por exemplo. Quase metade dos casos morre antes de chegarem ao hospital, devido a rapidez como acontece e a falta de atendimento eficaz.

Este tipo de infarto ocorre quando há a interrupção abrupta do fluxo sanguíneo para o coração, e geralmente, é causada por alterações genéticas, que provocam modificações nos vasos sanguíneos ou uma arritmia grave. Este risco é maior em pessoas jovens com alterações genéticas ou pessoas com fatores de risco para doenças do coração, como tabagismo, obesidade, diabetes e pressão alta.

Devido à sua gravidade, o infarto fulminante pode levar a morte, caso não seja prontamente diagnosticado e tratado. Por isso, na presença de sintomas que possam indicar um infarto, como dor no peito, sensação de aperto ou falta de ar, por exemplo, é muito importante procurar atendimento médico o mais breve possível.

Sintomas do infarto fulminante

Os principais sintomas do infarto fulminante são:

  • Dor, sensação de peso ou queimação do peito, que pode ser localizada ou irradiar para o braço ou mandíbula;
  • Sensação de indigestão;
  • Falta de ar intensa;
  • Cansaço com suor frio. 

Apesar do infarto fulminante poder surgir sem qualquer aviso prévio, os sintomas podem podem surgir dias antes e não apenas no momento do ataque. 

A intensidade e o tipo do sintoma que surgem variam de acordo com a gravidade da lesão no miocárdio, que é o músculo do coração, mas também de acordo com as características da pessoa, já que se sabe que mulheres e diabéticos têm a tendência de apresentar infartos mais silenciosos. Saiba quais são e como os sintomas de infarto na mulher podem ser diferentes

É importante procurar ajuda médica imediatamente ou o pronto-socorro mais próximo no caso do surgimento dos sintomas do infarto fulminante, pois é uma condição grave que pode colocar a vida em risco.

O que fazer no infarto fulminante

Até que o tratamento pelo médico no pronto socorro seja feito, é possível ajudar a ocorrer uma pessoa com infarto fulminante, sendo recomendado chamar uma ambulância do SAMU ligando para o número 192, ou levar a vítima imediatamente para o hospital.

Enquanto espera a ambulância, é importante acalmar a pessoa e deixa-la em um local calmo e fresco, sempre checando a consciência e a presença de batimentos nos pulsos e movimentos respiratórios. Caso a pessoa apresente parada dos batimentos cardíacos ou da respiração, deve-se iniciar a massagem cardíaca. Veja como fazer a massagem cardíaca corretamente

Possíveis causas

O infarto fulminante é causado pelo bloqueio do fluxo sanguíneo das artérias coronárias que irrigam o coração, por placas de gordura, resultando em morte do tecido cardíaco. Além disso, o infarto fulminante também pode surgir devido a uma arritmia maligna, o que impede o coração de produzir impulsos elétricos necessários para o batimento do coração. 

Essas condições fazem com que o coração não consiga bombear o sangue para o corpo e levar oxigênio aos tecidos, o que resulta no surgimento dos sintomas.

Alguns fatores aumentam o risco desenvolver um infarto fulminante como:

  • Histórico familiar de infarto;
  • Idade acima de 45 anos;
  • Altos níveis de estresse;
  • Pressão alta;
  • Diabetes;
  • Colesterol alto;
  • Excesso de peso ou obesidade;
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Apesar destas pessoas terem maior predisposição, qualquer pessoa pode desenvolver um ataque cardíaco, por isso, na presença de sintomas que indicam esta situação, é muito importante ir ao pronto socorro para uma confirmação e tratamentos o mais breve possível. 

O infarto fulminante ocorre especialmente em jovens, pois estes ainda não possuem a chamada circulação colateral, responsável por irrigar o coração juntamente com as artérias coronárias. A falta de circulação e oxigênio faz com que o músculo cardíaco sofra, causando dor no peito, o que depois pode resultar em morte do músculo cardíaco.

Como é feito o tratamento 

O tratamento do infarto fulminante é feito no hospital, sendo indicado pelo médico o uso de remédios para melhorar a circulação sanguínea, como o ácido acetilsalicílico, além de procedimentos cirúrgicos para restabelecer a passagem de sangue para o coração, como o cateterismo. Saiba como é feito o cateterismo cardíaco

Caso o infarto leve a uma parada cardíaca, a equipe médica irá iniciar um procedimento de reanimação cardiopulmonar, com massagem cardíaca e, se necessário, uso de desfibrilador, como forma de tentar salvar a vida do paciente. 

Além disso, após a recuperação, é importante que seja iniciado um tratamento para reabilitação da capacidade física após o infarto, com fisioterapia, após a liberação do cardiologista. Confira mais detalhes sobre como é feito o tratamento do infarto agudo do miocárdio.  

Como prevenir um infarto

Para diminuir o risco de sofrer um infarto, recomenda-se hábitos de vida saudáveis, como alimentar-se corretamente dando preferência ao consumo de legumes, verduras, grãos, cereais, frutas, hortaliças e carnes magras, como peito de frango grelhado, por exemplo.

Além disso, é recomendado praticar algum tipo de atividade física regularmente, como uma caminhada de 30 minutos, no mínimo, 3 vezes por semana. Outra dica importante é beber bastante água e evitar o estresse, reservando um tempo para descansar. Confira outras dicas para diminuir o risco de um infarto ou AVC.  

Assista também o vídeo seguinte e saiba o que comer para prevenir um infarto:

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em agosto de 2022. Revisão médica por Drª. Ana Luiza Lima - Cardiologista, em maio de 2016.

Bibliografia

  • ISBISTER, J.; SEMSARIAN, C. Sudden cardiac death: an update. Intern Med J. 49. 7; 826-833, 2019
  • MARKWERTH, P.; et al. Sudden cardiac death-update. Int J Legal Med. 135. 2; 483-495, 2021
Mostrar bibliografia completa
  • JAZAYERI, M-A.; ERMET, M. P. Sudden Cardiac Death: Who Is at Risk?. Med Clin North Am. 103. 5; 913-930, 2019
  • KUMAR, A.; et al. Sudden cardiac death: epidemiology, pathogenesis and management. Rev Cardiovasc Med. 22. 1; 147-158, 2021
Revisão médica:
Drª. Ana Luiza Lima
Cardiologista
Médica Cardiologista, formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional nº CRM/PE – 16886. 

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