Como é feito o tratamento após o infarto

Revisão médica: Drª. Ana Luiza Lima
Cardiologista
setembro 2022

O tratamento após o infarto deve ser orientado pelo cardiologista e pode envolver medicamentos, como anticoagulantes e anti-hipertensivos, trombólise e até cirurgia, para melhorar a circulação do sangue para o coração, devendo ser realizado no hospital devido ao risco de complicações como arritmias e insuficiência cardíaca.

É importante saber identificar os primeiros sintomas do infarto, como dor forte no peito, mal estar geral e sensação de falta de ar, principalmente após a primeira ocorrência, para que a pessoa seja levada o mais rápido possível para o hospital, onde pode ser tratada e monitorada para evitar complicações e sequelas sérias. Confira os sintomas podem indicar um infarto.

Embora o infarto não tenha cura, o tratamento adequado pode melhorar o funcionamento do coração após o infarto e prevenir complicações.

O tratamento após o infarto pode envolver:

1. Remédios

Medicamentos anticoagulantes como o ácido acetilsalicílico (AAS) e clopidogrel podem ser indicados no tratamento do infarto para impedir a formação de coágulos e melhorar a circulação do sangue para o coração. Além disso, estes medicamentos, também evitam o surgimento de um novo infarto.

Outros medicamentos, como anti-hipertensivos e analgésicos, também podem ser indicados para diminuir o esforço do coração ou em caso de dor no peito. No entanto, nos casos em que a pressão fica muito baixa devido ao infarto, medicamentos para controlar a pressão, como epinefrina e noradrenalina, podem ser necessários. 

Além disso, após o tratamento inicial, medicamentos anticoagulantes, anti-hipertensivos e para controlar o colesterol no sangue podem ser recomendados por um período de vários meses ou anos, de acordo com a indicação médica. 

2. Angioplastia

A angioplastia pode ser indicada para melhorar a circulação do sangue para o coração em alguns casos de infarto e geralmente é realizada por meio de um tubo, chamado catéter, que é colocado em uma artéria da perna ou da virilha, permitindo chegar até o vaso sanguíneo afetado pelo coágulo e desobstruir o vaso. Entenda melhor o que é angioplastia e como é feita.

O cateter de angioplastia possui na sua ponta um balão, que é inflado para abrir o vaso sanguíneo obstruído, e em alguns casos é colocado um stent, que é uma pequena mola de metal que ajuda a impedir que o vaso se feche novamente, causando um novo infarto.

3. Trombólise

A trombólise é um tratamento que consiste no uso de medicamentos específicos, como a alteplase e estreptoquinase, geralmente por meio de injeção para dissolver o coágulo que está obstruindo o vaso do coração e, assim, melhorar a circulação do sangue. 

4. Cirurgia

Em alguns casos, pode ser necessária a realização da cirurgia de revascularização, como a ponte de safena, que pode ser indicada quando a angioplastia não é suficiente para melhorar a circulação ou no caso de obstruções graves nos vasos do coração. 

No caso da ponte de safena, a cirurgia consiste na retirada de um pedaço da veia safena, localizada na perna, para substituir a parte obstruída da artéria do coração, tornando possível o fluxo de sangue para o órgão. Entenda melhor como é feita a ponte de safena e quando é indicada.

Fisioterapia após infarto

O tratamento fisioterapêutico após o infarto, quando indicado, geralmente é iniciado ainda no hospital, após a liberação do médico cardiologista, e pode envolver:

  • Exercícios respiratórios para fortalecer os pulmões;
  • Alongamentos musculares;
  • Subir e descer escadas;
  • Exercícios para melhorar o condicionamento do corpo.

A intensidade dos exercícios varia de acordo com a fase da reabilitação que o paciente se encontra. No entanto, inicialmente pode ser recomendado 5 a 10 minutos de exercícios 2 vezes por dia, evoluindo até que a pessoa consiga realizar 1 hora de exercícios por dia, o que costuma acontecer cerca 6 meses após o infarto.

Cuidados após o infarto

Após o infarto, é importante retornar aos poucos às tarefas diárias, podendo realizar atividades como dirigir e voltar ao trabalho após autorização médica.

Geralmente, medicamentos anticoagulantes continuam a ser indicados após o infarto e, dependendo da gravidade e existência de doenças como diabetes ou hipertensão, medicamentos anti-hipertensivos e para diminuir o colesterol no sangue também podem ser recomendados. 

Medidas como parar de fumar, perder peso e adotar uma alimentação saudável também são importantes após o infarto. Além disso, é importante lembrar que é permitido ter relações íntimas normalmente, porque o esforço físico desta atividade não aumenta o risco de ter um novo ataque cardíaco.

O Infarto tem cura?

O infarto não pode ser curado, no entanto, com o tratamento adequado é possível melhorar o funcionamento do coração e prevenir complicações como insuficiência cardíaca, arritmias e até novos infartos. 

Além disso, adotar medidas como uma dieta saudável, parar de fumar e realizar atividades físicas regularmente também são fundamentais para prevenir complicações. Veja mais medidas para prevenir o infarto.

Confira no vídeo o que comer para prevenir o infarto:

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Atualizado por Jonathan Panoeiro - Neuropediatra, em setembro de 2022. Revisão médica por Drª. Ana Luiza Lima - Cardiologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • STATPEARLS. Coronary Artery Bypass Graft. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK507836/>. Acesso em 12 set 2022
  • STATPEARLS. Acute Myocardial Infarction. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK459269/>. Acesso em 12 set 2022
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  • STATPEARLS. Cardiogenic Shock. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK482255/>. Acesso em 12 set 2022
  • STATPEARLS. Myocardial Infarction. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK537076/>. Acesso em 12 set 2022
  • FILHO, Roberto Kalil; FUSTER, Valentin. Medicina Cardiovascular: Reduzindo o impacto das doenças. 1.ed. São Paulo: Atheneu, 2016. 558-567.
Revisão médica:
Drª. Ana Luiza Lima
Cardiologista
Médica Cardiologista, formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional nº CRM/PE – 16886. 

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