Como identificar a clavícula quebrada, principais causas e tratamento

Revisão médica: Dr. Francisco Couto Valente
Ortopedista
janeiro 2021

A clavícula quebrada normalmente acontece como consequência de acidentes de carro, moto ou quedas, podendo ser identificada através de sinais e sintomas, como dor e inchaço local e dificuldade para movimentar o braço, e resultado de exames de imagem indicados pelo ortopedista.

Para promover alívio dos sintomas e recuperação do osso, é normalmente indicada a imobilização do braço com uma tipoia, para manter a estabilidade da clavícula, além de também poder ser recomendada, em alguns casos, a realização de sessões de fisioterapia, após consolidação óssea, para promover a movimentação normal do ombro.

Como identificar

A clavícula quebrada (fraturada) pode ser identificada facilmente por meio de alguns sinais e sintomas, como dor e inchaço local, dificuldade para levantar o braço, devido à dor, aumento da sensibilidade no local e hematoma, em alguns casos. Além disso, é possível perceber uma deformação na região da clavícula.

Para confirmar que houve fratura da clavícula, o ortopedista pode realizar radiografia para visualizar se há fratura, o tipo e indicar o tratamento mais adequado. 

Os tipos de fratura na clavícula podem ser:

  • Cominutiva: onde se parte em vários pedaços, havendo necessidade de cirurgia;
  • Transversa: mais fácil de consolidar, havendo necessidade de apenas usar imobilização; 
  • Oblíqua: dependendo do ângulo, pode haver necessidade de cirurgia.

De acordo com a região onde ocorreu a fratura pode-se classificar a área como sendo: terço medial, médio ou lateral, sendo que o terço médio representa mais de 80% das fraturas claviculares.

Principais causas

A clavícula quebrada pode acontecer principalmente em acidentes de carro ou quedas sobre o ombro, além de também poder ser consequência de pancadas na região ou ser decorrente da prática de algum esporte de contato, por exemplo.

Além disso, a fratura de clavícula é mais frequente em ciclistas, isso por causa do grande risco de queda em alta velocidade, favorecendo a quebra do osso da clavícula.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a clavícula quebrada, geralmente, é feito com a imobilização do braço com uma tipoia imobilizadora, para permitir que a clavícula se mantenha no local correto, acelerando a cicatrização do osso. A imobilização deve ser mantida por cerca de 4-5 semanas, no caso do adulto, ou até 2 meses no caso das crianças.

Em alguns casos há indicação de realização de cirurgia para fratura de clavícula, como no caso de desvio do osso, encurtamento do osso maior que 2 cm entre fragmentos ósseos, em caso de fratura exposta, assim como o risco de lesionar algum nervo ou artéria.

Embora o tempo de recuperação possa variar de uma pessoa para outra pode ser necessário fazer sessões de fisioterapia para recuperar os movimentos normais do braço afetado e melhorar a dor.

Fisioterapia para clavícula quebrada

A fisioterapia para clavícula quebrada tem como objetivo diminuir a dor, promover o movimento normal do ombro, sem dor e fortalecer a musculatura até que a pessoa seja capaz de realizar suas atividades rotineiras e laborais normalmente. Para isso, o fisioterapeuta deve avaliar se a região está consolidada, se existe dor, qual a limitação do movimento e as dificuldades que a pessoa apresenta, e então indicar o tratamento necessário. 

Normalmente após 12 semanas são recomendados exercícios com mais peso, exercícios diagonais de kabat e o treino proprioceptivo para o ombro até a alta. Veja alguns exercícios de propriocepção para o ombro

A fratura na clavícula deixa sequelas?

A fratura na clavícula pode deixar algumas sequelas, como a lesão de nervos, o surgimento de um calo no osso ou o atraso na cicatrização, que podem ser evitadas quando o osso fica corretamente imobilizado, por isso algumas dicas para ter uma boa recuperação incluem:

  • Evitar atividades que possam movimentar o braço durante 4 a 6 semanas, como andar de bicicleta ou correr;
  • Evitar elevar o braço;
  • Não dirigir durante o período de consolidação óssea;
  • Usar sempre a imobilização de braço recomendada pelo ortopedista, especialmente durante o dia e a noite;
  • Dormir de barriga para cima com a imobilização, se possível, ou dormir com o braço ao longo do corpo e apoiado por travesseiros;
  • Utilizar roupas mais largas e fáceis de vestir, assim como sapatos sem cardaços;
  • Mexer ombro, cotovelo, punho e mão, conforme orientação do ortopedista, para evitar a rigidez da articulação.

Além disso, para diminuir as dores durante a recuperação, o médico pode prescrever analgésicos e anti-inflamatórios que devem ser utilizados para melhora dos sintomas.

Esta informação foi útil?

Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em janeiro de 2021. Revisão médica por Dr. Francisco Couto Valente - Ortopedista, em janeiro de 2021.
Ortopedista
Médico ortopedista formado pela Faculdade Souza Marques em 2011, com CRM.RJ 52.92679-5 e Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia.