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Ferida na língua: 11 principais causas e o que fazer

Revisão médica: Dr. Gonzalo Ramirez
Psicólogo e Clínico Geral
novembro 2022

A ferida na língua pode surgir devido a traumas, como queimaduras por ingerir alimentos ou bebidas muito quentes ou morder a língua acidentalmente ao mastigar, mas também pode surgir devido ao uso de medicamentos, infecções, como a candidíase oral ou leucoplasia, ou até câncer.

Dependendo da sua causa, a ferida na língua pode estar acompanhada de outros sintomas, como inchaço local, manchas ou placas brancas na boca e dificuldade para engolir, por exemplo.

É importante consultar o clínico geral, estomatologista ou o dentista, sempre que surgir ferida na língua que não melhorar ou que esteja acompanhada de outros sintomas, para que seja feita uma avaliação, identificada sua causa e, assim, iniciar o tratamento mais adequado.

Principais causas de ferida na língua

As principais causas de feridas na língua são:

1. Tramas na língua

Alguns traumas, como queimaduras causadas por alimentos ou bebidas muito quentes ou mordidas na língua, podem causar feridas na língua, inchaço, dor, desconforto, sangramento, ou até bolhas no caso de queimaduras de 3º grau.

O que fazer: no caso de queimaduras na língua, deve-se imediatamente beber água fria e enxaguar a língua em água fria por alguns minutos, sendo importante consultar o clinico geral ou dentista, para avaliar o grau da queimadura e indicar o tratamento mais adequado, que pode ser feito com analgésicos ou anti-inflamatórios, por exemplo. No caso de mordida na língua, pode-se aplicar gelo ou água fria e consultar o dentista para avaliar se há algum problema odontológico.

2. Uso de medicamentos

O uso de alguns medicamentos pode provocar uma sensação de ardência na boca como efeito colateral, que normalmente causa muita dor na língua, palato, gengiva, dentro das bochechas e garganta, podendo permanecer durante todo o tratamento.

O que fazer: deve-se fazer acompanhamento com o médico que receitou o medicamento, pois não se deve interromper seu uso, assim, o médico pode avaliar a possibilidade de suspender, trocar ou alterar a dose do medicamento

3. Candidíase oral

A candidíase oral é uma infecção causada pelo fungo Candida albicans, que pode proliferar na boca e/ou na garganta e causar sintomas como manchas ou placas brancas na língua ou bochechas, dor de garganta, dificuldade para engolir e rachaduras nos cantos da boca.

A candidíase oral normalmente se desenvolve quando o sistema imunológico está mais frágil e, por isso, é mais frequente em bebês ou pessoas imunodeprimidas, como aquelas que têm infecção pelo vírus do HIV, que estejam a fazer tratamento de câncer, com diabetes mellitus ou idosos, por exemplo. Conheça mais sobre a candidíase oral

O que fazer: o tratamento para candidíase oral deve ser feito de acordo com a orientação do médico, que normalmente indica o uso de antifúngicos em forma de líquido, creme ou gel, como a nistatina ou o miconazol, na região afetada da boca. Veja mais detalhes do tratamento para candidíase oral.  

4. Estomatite aftosa

A estomatite aftosa é uma condição caracterizada pela presença de aftas, bolhas e feridas dolorosas que podem surgir de forma frequente, e aparecer como pequenas lesões de cor branca ou amarelada com a borda vermelha, e afetar a boca, língua, áreas internas das bochechas, lábios, gengiva e garganta. Saiba como identificar a estomatite aftosa

A estomatite aftosa pode surgir devido a má higiene bucal, sensibilidade a algum tipo de alimentos, deficiência em vitamina B12, alterações hormonais, hábito de fumar, estresse ou sistema imunológico enfraquecido.

O que fazer: é importante que o dentista ou clínico geral seja consultado para que seja indicado o tratamento mais adequado, para aliviar os sintomas de dor e desconforto e promover a cicatrização das feridas. Desta forma, pode ser indicado o uso de remédios anti-inflamatórios, anestésicos e, em alguns casos, antibióticos, ou até o uso de enxaguante bucal para desinfetar a boca e aliviar a dor no local.

5. Herpes labial

O herpes labial é uma infecção causada pelo vírus herpes simples, que provoca lesões na forma de bolhas ou de crostas, que aparecem normalmente nos lábios, embora possam também desenvolver-se embaixo do nariz ou do queixo. 

Alguns dos sintomas que podem surgir são inchaço do lábio e surgimento de úlceras na língua e na boca, que podem causar dor e dificuldade para engolir. As bolhas do herpes labial podem estourar, permitindo que os fluídos contaminem outras regiões.

O que fazer: o tratamento da herpes labial é feito pelo dermatologista ou clínico geral, geralmente com o uso de remédios antivirais, como aciclovir ou valaciclovir, na forma de pomadas ou comprimidos, pois evitam a multiplicação do vírus, permitindo a cicatrização da pele, além de evitar controlar o aparecimento de outras bolhas e feridas. Confira como é feito o tratamento para herpes labial

6. Leucoplasia oral

A leucoplasia oral caracteriza-se pelo aparecimento de pequenas placas brancas na língua, com bordas irregulares, podendo aparecer também no interior das bochechas ou das gengivas, e normalmente não provocam sintomas e desaparecem sem que seja necessário tratamento.

A leucoplasia oral pode ser provocada por deficiência de vitaminas, má higiene oral, restaurações, coroas ou dentaduras mal adaptadas, uso de cigarro ou infecção por vírus HIV ou Epstein-Barr. Conheça mais sobre a leucoplasia oral.  

O que fazer: é importante consultar o estomatologista ou clínico geral para que seja feita uma avaliação e, assim, ser iniciado o tratamento mais adequado, que pode variar de acordo com sua causa. Caso haja suspeita de câncer de boca, pode ser recomendado pelo médico a remoção das células afetadas pelas manchas, através de uma pequena cirurgia ou crioterapia. Além disso, o médico pode ainda receitar medicamentos antivirais, como o valaciclovir ou fanciclovir, ou a aplicação de uma solução de resina de podofilo e tretinoína, por exemplo.

7. Xerostomia

A xerostomia, conhecida popularmente como boca seca, é caracterizada pela diminuição ou interrupção da produção de saliva ou alteração na composição da saliva, fazendo com que a boca e a língua fiquem muito seca, podendo levar ao surgimento de rachaduras, ulceras ou feridas na língua, ou na mucosa da boca, além de dor na língua.

Geralmente, a ferida na língua é acompanhada de outros sintomas, como saliva grossa ou dificuldade para mastigar, e geralmente, é causada pelo hábito de fumar, estresse, ansiedade ou até doenças, como anemia, lúpus ou esclerose múltipla, por exemplo.

O que fazer: é importante beber bastante água ao longo do dia para hidratar a língua e as mucosas da boca e diminuir o desconforto da boca seca, além de evitar fumar. Além disso, o clínico geral ou o dentista pode recomendar o uso de saliva artificial ou o tratamento específico para a doença que esteja causando a xerostomia. Veja outras causas de xerostomia e o que fazer.  

8. Síndrome mão-pé-boca

A síndrome mão-pé-boca é uma doença altamente contagiosa que ocorre mais frequentemente em crianças com menos de 5 anos, levando ao surgimento de feridas ou bolhas dolorosas na língua, que normalmente iniciam-se como manchas vermelhas. Além disso, as bolhas também podem aparecer nas mãos, pés e, por vezes, na região íntima, podendo também ocorrer febre.

A síndrome mão-pé-boca é causada pelos vírus do grupo Coxsackie, que podem ser transmitidos de pessoa para pessoa ou através de alimentos ou objetos contaminados.

O que fazer: deve-se consultar o pediatra ou o clínico geral, que podem indicar tratamento com remédios para a febre, anti-inflamatórios, remédios para a coceira e pomadas para as aftas, com o objetivo de aliviar os sintomas. Saiba como é feito o tratamento da síndrome mão-pé-boca

9. Varíola dos macacos

A varíola dos macacos, ou Monkeypox, é uma infecção causada pelo vírus do gênero Orthopoxvirus, resultando em sintomas, como febre, calafrios, bolhas ou feridas na língua ou boca, que podem se espalhar para a pele, em qualquer região do corpo ou genitais. Saiba identificar todos os sintomas da varíola dos macacos.  

A varíola dos macacos pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio do contato com secreções respiratórias, contato direto com as secreções das bolhas e feridas, contato com objetos contaminados, ou contato com lesões na região oral ou genital, que também aumentam o risco de transmissão através da relação sexual.

O que fazer: deve-se consultar o ginecologista ou o infectologista, para confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento com antivirais, como o tecovirimat, ou remédios para aliviar os sintomas como paracetamol ou dipirona, por exemplo. Além disso, o médico deve recomendar isolamento para evitar a transmissão da doença para outras pessoas. 

10. HPV na boca

A infecção pelo HPV na boca pode causar feridas na língua, especialmente na borda da língua, apresentando um aspecto vermelho ou rosado, podendo resultar em aftas ou úlceras na língua, além de feridas ou verrugas nos lábios ou qualquer outra superfície da boca.

A transmissão do HPV para a boca pode ocorrer através do sexo oral desprotegido, no entanto, também é possível que a transmissão aconteça através do beijo, especialmente se existir alguma lesão na boca que facilite a entrada do vírus. 

O que fazer: o tratamento do HPV na boca deve ser feito com orientação do clínico geral ou estomatologista, que podem indicar laser, cirurgia ou medicamentos como, ácido tricloroacético, ou interferon alpha, por exemplo. Veja todas as opções de tratamento para o HPV na boca

11. Câncer de língua

O câncer de língua pode não ter sintomas nas fases iniciais, mas à medida que a doença evolui pode causar sintomas na língua, como mancha vermelha que não melhora, caroço que não desaparece com o tempo, sensação de queimação, sangramento, ou feridas ou úlceras na língua que não cicatrizam.

Esse tipo de câncer pode ser causado pelo hábito de fumar, consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou infecção pelo HPV.

O que fazer: o tratamento do câncer de garganta deve ser feito com orientação do oncologista que pode indicar cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, por exemplo. Confira como é feito o tratamento do câncer de língua.

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Atualizado e revisto clinicamente por Dr. Gonzalo Ramirez - Psicólogo e Clínico Geral, em novembro de 2022.

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Revisão médica:
Dr. Gonzalo Ramirez
Psicólogo e Clínico Geral
Clínico geral pela UPAEP com cédula profissional nº 12420918 e licenciado em Psicologia Clínica pela UDLAP nº 10101998.