Leucoplasia oral: o que é, sintomas, causas e tratamento

Revisão médica: Dr. Gonzalo Ramirez
Clínico Geral e Psicólogo
agosto 2021

A leucoplasia oral é uma condição na qual pequenas placas brancas crescem na língua e, por vezes, no interior das bochechas ou nas gengivas, por exemplo, que acontece devido ao espessamento da camada superficial de queratina. Estas placas não provocam dor, queimação ou coceira e não é possível removê-las raspando, sendo importante consultar o dentista.

A principal causa desta condição é o uso frequente de cigarro, mas também pode ser provocada pelo uso de substância irritantes, como ingestão frequente de bebidas alcoólicas, por exemplo, sendo mais comum em homens com idade compreendida entre os 40 e 60 anos de idade.

A leucoplasia oral é uma situação potencialmente maligna e, por isso, é importante que o dentista seja consultado para que seja realizada uma biópsia para descartar outras doenças e, assim, ser feito o tratamento mais adequado para prevenir o desenvolvimento de câncer de boca, por exemplo.

Principais sintomas

Os sintomas da leucoplasia surgem devido ao espessamento da camada superficial de queratina da cavidade oral, resultando no aparecimento de manchas e/ou placas esbranquiçadas na boca, principalmente na língua, nas gengivas e na parte interior na bochecha. Assim, os principais sintomas de leucoplasia são:

  • Manchas que não podem ser removidas com escovação;
  • Textura irregular ou lisa das placas;
  • Áreas grossas ou duras na boca, principalmente no local das placas/ manchas;
  • Placas e manchas que raramente provocam dor ou desconforto.

Já no caso da leucoplasia pilosa, também é comum que as placas pareçam ter pequenos pelos ou dobras, desenvolvendo-se principalmente nas laterais da língua. Outro sintoma raro é o surgimento de pequenos pontos vermelhos por cima das manchas brancas, que geralmente indicam a existência de câncer, mas que precisam ser avaliadas por um médico para confirmar a suspeita.

Como é feito o diagnóstico

Na presença de sinais e sintomas sugestivos de leucoplasia, é importante que o dentista seja consultado para que as placas e as manchas sejam avaliadas, sendo importante também levar em consideração o histórico clínico da pessoa. 

Normalmente é indicada realizar a biópsia de uma pequena amostra da placa para que seja possível descartar outras condições e avaliar se a lesão é maligna ou benigna e, em caso de benignidade, se há risco de transformação maligna.

O que pode causar a leucoplasia

A causa específica desta condição ainda não é totalmente conhecida, no entanto, a irritação crônica do revestimento da boca, principalmente provocada pelo uso de cigarro, parece ser sua principal causa. Outros fatores que também pode causar esse tipo de inflamação são:

  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Uso de tabaco de mastigar;
  • Dentes quebrados que ficam roçando na bochecha;
  • Uso de dentaduras de tamanho errado ou mal adaptadas.

Embora seja mais rara, existe ainda a leucoplasia pilosa que é causada pela infecção do vírus Epstein-Barr. A presença deste vírus no corpo é relativamente comum, no entanto, ele é mantido adormecido pelo sistema imune, não causando sintomas. Porém, quando o sistema imune está enfraquecido por uma doença, como AIDS ou câncer, podem surgir sintomas e desenvolver-se a leucoplasia.

Como é feito o tratamento

O tratamento para leucoplasia oral deve ser indicado pelo dentista de acordo com as características das placas e manchas e causas. Assim, nos casos em que a leucoplasia está relacionada com vírus, pode ser indicado o uso de medicamentos antivirais, sendo fundamental realizar o tratamento conforme a indicação do dentista para evitar que as placas voltem a ser formadas. Em alguns casos, pode ser também recomendado o uso de medicamentos para aplicar diretamente nas placas.

No caso da suspeita de câncer de boca, o dentista pode indicar a realização de cirurgia, quimioterapia ou terapia alvo de acordo com o estado geral de saúde da pessoa e gravidade da leucoplasia. Veja mais detalhes do tratamento para câncer de boca.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em agosto de 2021. Revisão médica por Dr. Gonzalo Ramirez - Clínico Geral e Psicólogo, em agosto de 2021.

Bibliografia

  • BARBOSA, P.B.; ORRICO, S.R.P.; FERNANDES, D. et al. Leucoplasia oral: acompanhamento de um caso por três anos. Rev Odontol UNESP. 2013
  • RAMOS, Ruth T.; PAIVA, Camila R.; FILGUEIRAS, Andreza Maria O. et al. Leucoplasia Oral: conceitos e repercussões clínicas. Rev. Bras. Odontol. Vol 74. 1 ed; 51-55, 2017
Revisão médica:
Dr. Gonzalo Ramirez
Clínico Geral e Psicólogo
Clínico geral pela UPAEP com cédula profissional nº 12420918 e licenciado em Psicologia Clínica pela UDLAP nº 10101998.