Fêmur: o que é, onde fica (e tipos de fratura)

Fêmur é o maior e mais forte osso do corpo humano e desempenha papel fundamental na sustentação do peso e na movimentação da perna, como permitir que o corpo permaneça em pé, caminhar, correr e realizar movimentos com estabilidade.

O fêmur está localizado na coxa, entre o quadril e o joelho, conectando o tronco à parte inferior da perna. Sua extremidade superior se articula com o osso da bacia, e a inferior se conecta à tíbia e à patela no joelho.

Esse osso pode sofrer fraturas em diferentes regiões, como colo e trocânter, além de condições como deslizamento da epífise, necrose avascular, edema ósseo e infecções, que devem ser avaliadas e tratadas pelo ortopedista.

Imagem ilustrativa número 1

Onde fica o fêmur

O fêmur está localizado na coxa, ocupando toda a região entre o quadril e o joelho, formando a estrutura óssea da coxa.

Sua extremidade superior se conecta ao osso do quadril, participando da articulação do quadril, enquanto a extremidade inferior se articula com a tíbia e a patela, formando o joelho. 

Por ser o maior e mais resistente osso do corpo humano, sustenta grande parte do peso corporal durante atividades como ficar em pé, caminhar ou correr.

Além disso, funciona como uma estrutura de ligação entre o tronco e a parte inferior da perna, contribuindo tanto para a estabilidade quanto para a movimentação do corpo.

Anatomia do fêmur

O fêmur apresenta uma anatomia dividida em três partes principais, que são:

  • Extremidade proximal: região que se articula com o osso do quadril, onde se encontra a cabeça do fêmur, que se encaixa na cavidade do quadril; o colo, uma parte mais estreita que conecta a cabeça ao corpo do osso; e os trocânteres maior e menor, saliências ósseas que funcionam como pontos de fixação para os músculos da coxa e do quadril;
  • Diáfise: é o corpo longo do fêmur, ligeiramente curvado. Sua função principal é suportar o peso do corpo e transmitir forças entre o quadril e o joelho;
  • Extremidade distal: região que se articula com a tíbia e a patela formando o joelho. Possui os côndilos e epicôndilos que servem como pontos de inserção para ligamentos e músculos, sendo fundamental para a estabilidade e o bom funcionamento do joelho.

O fêmur também possui regiões adaptadas tanto para a articulação quanto para a fixação muscular, permitindo que a perna realize movimentos amplos enquanto sustenta o peso do corpo.

Articulações e músculos

Para que o fêmur movimente a perna e suporte o peso do corpo, ele trabalha em conjunto com outras estruturas, como a articulação do quadril, que permite sustentar o corpo e mover a perna em várias direções.

Além da articulação do joelho, que possibilita a flexão e extensão da perna e garantem estabilidade durante a caminhada e outras atividades.

Já os músculos do quadril e da parte superior da coxa, como glúteos, adutores e iliopsoas, ajudam a movimentar e estabilizar o quadril, e os músculos da parte inferior da coxa, como quadríceps e isquiotibiais, controlam os movimentos do joelho e mantêm a articulação estável.

Tipos de fratura de fêmur

O fêmur pode sofrer diferentes tipos de fraturas, dependendo da região afetada e do mecanismo do trauma, podendo incluir:

1. Fratura do colo do fêmur

Ocorre na parte estreita que conecta a cabeça do fêmur ao corpo do osso. Esse tipo de fratura é mais comum em idosos, geralmente associada à osteoporose, e pode comprometer a circulação na cabeça do fêmur, aumentando o risco de necrose. Entenda o que pode causar a osteoporose.

2. Fratura trocantérica

Esse tipo de fratura do fêmur atinge a região próxima ao trocânter maior e menor, que são saliências onde os músculos se fixam.

Leia também: Fratura no fêmur: sintomas, tratamento e recuperação tuasaude.com/fratura-de-femur

É mais frequente em pessoas idosas após quedas, causa dor intensa na coxa e dificuldade para movimentar a perna, e geralmente requer cirurgia com hastes ou placas.

3. Fratura diafisária

Atinge o corpo longo do fêmur, que é a parte central do osso. Normalmente ocorre por traumas, como acidentes de trânsito, e pode gerar deformidade visível, dor intensa e risco de perda de sangue.

4. Fratura distal

Envolve a extremidade inferior do fêmur, próxima ao joelho. Pode comprometer a articulação e os movimentos do joelho, sendo comum em acidentes de impacto direto. 

O tratamento pode exigir cirurgia para realinhar os côndilos e restaurar a função articular.

Cirurgia de fêmur

A cirurgia de fêmur é realizada para reparar fraturas, corrigir deformidades ou tratar doenças que comprometem o osso, buscando restaurar o alinhamento, a função da perna e reduzir a dor. 

Dependendo da região afetada e da gravidade do problema, existem diferentes cirurgias, como a osteossíntese com haste intramedular, usada principalmente para fraturas do corpo do fêmur e da região trocantérica.

Além da cirurgia de fixação com placa e parafusos, usada para estabilizar fraturas complexas ou distais, e da artroplastia de quadril, que substitui a articulação em casos de fraturas do colo femoral em idosos ou desgaste avançado do osso. Veja quando é indicada a artroplastia de quadril.

O objetivo das cirurgias é permitir a movimentação segura da perna, facilitar a recuperação das atividades diárias e prevenir complicações associadas à imobilidade, como rigidez, perda muscular ou problemas circulatórios.

Quanto tempo para andar após cirurgia de fêmur?

O tempo para voltar a andar após uma cirurgia de fêmur pode variar conforme a idade, da condição física da pessoa, do tipo de fratura ou doença tratada e da técnica cirúrgica utilizada. 

Em geral, muitas pessoas conseguem apoiar o peso da perna operada com auxílio de muletas ou andador já nos primeiros dias ou semanas, seguindo a orientação do cirurgião e do fisioterapeuta. 

No entanto, a recuperação completa costuma levar semanas a meses, exigindo reabilitação contínua para fortalecer os músculos, recuperar a amplitude de movimento e garantir estabilidade do joelho e do quadril.

Densitometria óssea do fêmur

A densitometria óssea femoral é um exame que mede a densidade óssea, principalmente na extremidade proximal, utilizando raios X de baixa dose.

Leia também: Densitometria óssea: o que é, para que serve e resultados tuasaude.com/densitometria-ossea

É realizado para detectar osteoporose, avaliar o risco de fraturas e monitorar a saúde óssea, especialmente em idosos, que apresentam maior risco de quedas ou perda de massa óssea.

Também é indicado antes de cirurgia de quadril ou em pessoas submetidas a tratamentos que afetam a resistência óssea.

Possíveis doenças do fêmur

As diferentes condições que o fêmur pode sofrer incluem:

1. Deslizamento da epífise proximal do fêmur

O deslizamento da epífise proximal do fêmur ocorre quando a cabeça do fêmur se desloca em relação ao colo do osso, comprometendo a articulação do quadril.

Geralmente, é mais frequente em adolescentes em fase de crescimento, entre 9 e 16 anos, e pode causar dor no quadril, dificuldade para caminhar e limitação nos movimentos da perna.

O problema pode estar relacionado ao excesso de peso, crescimento acelerado ou alterações hormonais, embora também possa ocorrer em jovens com baixo peso corporal.

Se não for tratado adequadamente, pode levar a dificuldades para caminhar, diferença no comprimento das pernas e complicações graves, como a necrose avascular, que danifica permanentemente o osso.

2. Necrose avascular

A necrose avascular do fêmur é uma condição grave na qual o tecido ósseo da cabeça do fêmur morre por deixar de receber sangue suficiente.

Leia também: Osteonecrose: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/osteonecrose

Essa área do osso possui uma vascularização delicada, portanto qualquer interrupção no fluxo sanguíneo pode danificá-la.

Isso ocorre quando os vasos sanguíneos são comprimidos ou dobrados, como pode acontecer em problemas no quadril, como o deslizamento da epífise femoral proximal, em traumas ou durante alguns tratamentos cirúrgicos. 

Com o tempo, a necrose avascular causa dor intensa, dificuldade para caminhar e deterioração das articulações, podendo, em casos avançados, exigir cirurgia de substituição do quadril.

3. Edema ósseo

O edema ósseo é o acúmulo de líquido dentro do osso, que pode ser resultado de trauma, sobrecarga ou doenças degenerativas, causando dor localizada e desconforto ao movimentar a perna, sendo identificado por exames de imagem. 

Na maioria dos casos, o tratamento é com repouso e fisioterapia, mas casos graves podem exigir intervenção cirúrgica. Saiba como é o tratamento para o edema ósseo

4. Osteossarcoma

O osteossarcoma do fêmur é um tumor ósseo maligno que ocorre principalmente em crianças e adolescentes, sendo mais comum em homens.

Tem origem em alterações genéticas que causam o crescimento descontrolado das células que formam o osso, especialmente durante as fases de crescimento acelerado.

Pode causar dor progressiva, inchaço e dificuldade para movimentar a perna. Em alguns casos, o tumor pode se espalhar para outros órgãos, como os pulmões. Conheça melhor os sintomas do osteossarcoma.

5. Osteomielite

Osteomielite do fêmur é uma infecção óssea que causa inflamação e danos progressivos, podendo afetar diferentes camadas do osso.

Leia também: Osteomielite: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/osteomielite

A osteomielite ocorre quando bactérias atingem o fêmur, principalmente pela corrente sanguínea, podendo causar dor intensa, inchaço e dificuldade para movimentar a perna, exigindo tratamento médico imediato para evitar complicações.

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