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Estômago alto: 5 principais causas (e o que fazer)

Revisão médica: Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
novembro 2022

O estômago alto é o aumento do volume da parte de cima da barriga, que pode ser causado por situações como má alimentação, menopausa, diástase ou intolerância alimentar, por exemplo.

Dependendo das causas, o estômago alto também pode ser acompanhado de sintomas como náuseas, desconforto, queimação, excesso de gases ou dor na barriga.

O estômago alto geralmente não é um problema grave de saúde. No entanto, é importante consultar um médico para verificar a causa desta condição e indicar o tratamento adequado, que pode incluir mudanças na alimentação, uso de remédios ou cirurgias.

Imagem ilustrativa número 1

Principais causas de estômago alto

As principais causas de estômago alto são:

1. Má alimentação

O consumo de alimentos ricos em açúcar ou gordura podem causar o estômago alto. Isso porque a digestão desses alimentos promove a produção de muitos gases, causando a distensão da barriga.

Além disso, esses alimentos também são ricos em calorias, que se acumulam no corpo favorecendo o excesso de peso e o surgimento de gordura localizada na barriga.

O que fazer: manter uma alimentação saudável e equilibrada, priorizando a ingestão de alimentos naturais, como cereais integrais, frutas, legumes, leguminosas e proteínas magras. Veja como fazer uma alimentação saudável.

Além disso, é aconselhado praticar atividades físicas que aceleram o metabolismo e ajudam a perder barriga, como musculação, pular corda, caminhar ou correr. Conheça outras atividades que ajudam a diminuir a barriga.

2. Intolerância alimentar

A intolerância alimentar, como intolerância à lactose, ao glúten ou à frutose, por exemplo, é caracterizada pela falta ou deficiência de enzimas digestivas no organismo. Assim, essa deficiência de enzimas dificulta a digestão dos alimentos, causando estômago alto, náuseas e dor na barriga.

O que fazer:  é importante evitar a ingestão dos alimentos associados com os sintomas da intolerância. Pessoas com intolerância à lactose devem evitar leite e derivados, como manteiga, iogurte, queijo e sorvete.

Quem possui intolerância ao glúten deve excluir da dieta alimentos feitos com trigo, cevada, malte e centeio, como bolachas, bolos, biscoitos, pães, cervejas e macarrão, por exemplo.

3. Problemas gastrointestinais

Alguns problemas gastrointestinais como gastrite, úlceras, infecções intestinais, verminose ou síndrome do intestino irritável, podem favorecer o estômago alto. Isso porque a inflamação do intestino e do estômago causa o excesso de gases e má digestão, favorecendo o inchaço abdominal.

O que fazer: é importante consultar um gastroenterologista que vai verificar a causa do estômago alto e indicar o tratamento adequado, que pode incluir o uso de remédios como analgésicos, omeprazol, cimetidina ou amoxicilina.

Alguns chás como erva-doce, erva-cidreira ou espinheira-santa também podem ser indicados para complementar o tratamento dos problemas gastrointestinais, por possuírem efeito anti-inflamatório, antioxidante e antiespasmódico.

4. Menopausa

As alterações hormonais presentes durante a menopausa, diminuem o metabolismo de energia, favorecendo o acúmulo de gordura na barriga e o estômago alto.

O que fazer: diminuir as calorias da dieta e evitar alimentos ultraprocessados, como sorvete, bolacha, refrigerante e molhos pronto, por exemplo, ajudam a perder peso e diminuir o volume do estômago. Veja como diminuir o estômago alto na menopausa.

Além disso, o médico também pode recomendar a reposição hormonal com o uso de medicamentos hormonais ou remédios naturais.

5. Diástase abdominal

A diástase abdominal é o afastamento dos músculos reto do abdômen que geralmente acontece durante e após a gravidez, causando o estômago alto, flacidez na barriga e dor na lombar. Entenda melhor como acontece a diástase.

O que fazer: o tratamento deve ser indicado por um médico e varia conforme o grau do afastamento dos músculos, podendo incluir fisioterapia, cirurgia e ginástica hipopressiva, um exercício que ajuda a tonificar os músculos do abdômen, além de combater a incontinência urinária e melhorar postura a corporal.

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Atualizado por Karla S. Leal - Nutricionista, em novembro de 2022. Revisão médica por Dr.ª Clarisse Bezerra - Médica de Saúde Familiar, em setembro de 2020.

Bibliografia

  • CLEVELAND CLINIC. Diastasis Recti. Disponível em: <https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/22346-diastasis-recti#management-and-treatment>. Acesso em 29 nov 2022
  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS-SERVIÇO DE GASTROENTEROLOGIA PEDIÁTRICA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS. Gastroped: intolerância à lactose. 2018. Disponível em: <https://www.medicina.ufmg.br/gastroped/wp-content/uploads/sites/58/2018/07/GASTROPED-intolerancia-a-lactose-31-07-2018.pdf>. Acesso em 29 nov 2022
Mostrar bibliografia completa
  • PEDROSA, M, M. Deborah Evelyn et al. Doença Celíaca x Sensibilidade ao Glúten Não-Celíaca: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento. Brazilian Journal of development. Vol.8. 3.ed; 16175-16194 , 2022
  • Brończyk-Puzoń Anna et al. Guidelines for dietary management of menopausal women with simple obesity. Menopause Review. 14. 1; 48-52, 2015
  • BENNIE, A, Jason et al. Muscle Strengthening, Aerobic Exercise, and Obesity: A Pooled Analysis of 1.7 Million US Adults. Obesity. 2019
Revisão médica:
Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
Formada em Medicina pelo Centro Universitário Christus e especialista em Saúde da Família pela Universidade Estácio de Sá. Registro CRM-CE nº 16976.

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