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Dapsona: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Revisão clínica: Flávia Costa
Farmacêutica
janeiro 2023

A dapsona é um antibiótico indicado para o tratamento da hanseníase, também conhecida como lepra, quando associada a outros antibióticos, como a rifampicina e/ou clofazimina, pois ajuda a eliminar a bactéria Mycobacterium leprae

Além disso, a dapsona pode ser indicada para o tratamento da dermatite herpetiforme, que é uma doença autoimune crônica, causada pela intolerância ao glúten, que leva ao surgimento de bolhas na pele, semelhantes ao herpes. Entenda o que é a dermatite herpetiforme e suas causas.

A dapsona, também conhecida como diaminodifenilsulfona, pode ser encontrada na forma de comprimidos de 50 mg ou 100 mg, com os nomes FURP-Dapsona ou LFM-Dapsona, sendo apenas oferecido pelo SUS no hospital, com receita médica, após o diagnóstico dessas doenças.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

A dapsona é indicada para o tratamento de todas as formas de hanseníase, também conhecida como lepra ou doença de Hansen, em associação com a rifampicina e/ou clofazimina.

Além disso, esse remédio também é indicado para o tratamento da dermatite herpetiforme, juntamente com uma dieta sem glúten. Veja como fazer a dieta sem glúten.

Como tomar

A dapsona deve ser tomada por via oral, com um copo de água, podendo ser ingerida após uma refeição, para diminuir o desconforto no estômago. É importante tomar o comprimido de dapsona todos os dias sempre no mesmo horário.

No caso de se esquecer de tomar no horário correto, deve-se tomar assim que lembrar mas se estiver perto do horário da próxima dose, deve-se pular a dose esquecida e aguardar o próximo horário de tomar. Em nenhum caso se deve dobrar a dose para compensar a dose esquecida.

1. Hanseníase

Para o tratamento da hanseníase, as doses de dapsona normalmente recomendadas são:

  • Adultos: 1 comprimido por dia, na dose recomendada pelo médico;
  • Crianças: 1 a 2 mg por Kg de peso corporal, por dia, conforme calculado pelo pediatra.
  • 1 mg/kg a 2 mg/kg

A dapsona para o tratamento de todos os tipos de hanseníase deve ser associada com a rifampicina, e no caso da hanseníase multibacilares, deve ser associada à rifampicina e clofazimina. Confira todos os tipos de hanseníase e tratamento.

2. Dermatite herpetiforme

No caso da dermatite herpetiforme, a dose da dapsona deve ser adaptada de acordo com a resposta de cada organismo, sendo que, normalmente, o tratamento é iniciado com uma dose de 50 mg por dia, que pode ser aumentada até 300 mg, de acordo com a orientação do dermatologista.

A dose de dapsona deve ser diminuída pelo médico ao longo do tempo até se achar a dose mínima capaz de aliviar os sintomas. 

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem surgir durante o tratamento com a dapsona são dor de estômago, náuseas, vômitos, diarreia, dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido, visão turva, dificuldade para dormir, infecções frequentes, dermatite alérgica, formigamentos, psicose reversível ou hepatite.

Além disso, a dapsona pode causar destruição dos glóbulos vermelhos, aumentando o risco de anemia ou icterícia, especialmente quando usada em altas doses. Por isso, deve-se comunicar ao médico imediatamente se surgirem sintomas, como:

  • Fraqueza;
  • Mal-estar geral
  • Febre ou calafrios;
  • Dor de garganta;
  • Feridas na boca;
  • Sangramento ou inchaço nas gengivas;
  • Pele pálida;
  • Manchas roxas ou vermelhas na pele;
  • Pele ou olhos amarelados;
  • Inchaço no corpo;
  • Ganho de peso rápido sem motivo aparente;
  • Pouca ou nenhuma urina. 

A dapsona também pode causar reações alérgicas graves ou anafilaxia que necessitam de atendimento médico imediato, devendo-se interromper o tratamento e procurar o pronto socorro mais próximo ao apresentar sintomas como dificuldade para respirar, tosse, dor no peito, sensação de garganta fechada, inchaço na boca, língua ou rosto, coceira intensa ou formação de bolhas na pele. Saiba identificar os sintomas de reação alérgica grave

Quem não deve usar

A dapsona não deve ser usada em casos de anemia severa ou de amiloidose renal avançada, assim como em caso de alergia a qualquer componente da fórmula.

Já no caso de grávidas e mulheres em amamentação, este medicamento só deve ser usado com indicação do médico, após avaliar os benefícios do tratamento para a mulher e os riscos para o bebê.

Além disso, a dapsona deve ser usada com cautela em pessoas que tenham doença cardíaca ou pulmonar, porfiria, diabetes descompensada, insuficiência hepática ou deficiência da enzima glicose 6-fosfato desidrogenase (G6PD).

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Atualizado e revisto clinicamente por Flávia Costa - Farmacêutica, em janeiro de 2023.

Bibliografia

  • KANNAN, G.; et al. Drug Usage Evaluation of Dapsone. Indian J Pharm Sci. 71. 4; 456–460, 2009
  • KHALILZADEH, M.; et al. A comprehensive insight into the anti-inflammatory properties of dapsone. Naunyn Schmiedebergs Arch Pharmacol. 395. 12; 1509-1523, 2022
Mostrar bibliografia completa
  • ANVISA. FURP-Dapsona. 2015. Disponível em: <https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?nomeProduto=FURP-DAPSONA>. Acesso em 13 jan 2023
  • KURIEN, G.; JAMIL, R. T.; PREUSS, C. V. IN: STATPEARLS [INTERNET]. TREASURE ISLAND (FL): STATPEARLS PUBLISHING. Dapsone. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK470552/>. Acesso em 13 jan 2023
  • GHAOUI, N.; et al. Update on the use of dapsone in dermatology. Int J Dermatol. 59. 7; 787-795, 2020
  • ANVISA. LFM-Dapsona. 2013. Disponível em: <https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?nomeProduto=LFM-DAPSONA>. Acesso em 13 jan 2023
Revisão clínica:
Flávia Costa
Farmacêutica
Formada em Farmácia pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2003. Mestre em Ciências Biomédicas pela UBI, Portugal.

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