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Sintomas e Tratamento do Cisto Coloide no cérebro e na tireoide

Atualizado em Maio 2019

O cisto coloide corresponde a uma camada de tecido conjuntivo que contém em seu interior um material gelatinoso denominado coloide. Esse tipo de cisto pode ser redondo ou oval e varia de tamanho, no entanto não tende a crescer muito e nem se espalhar para outros locais do corpo. 

O cisto coloide pode ser identificado:

  • No cérebro: mais precisamente nos ventrículos cerebrais, que são regiões responsáveis pela produção e armazenamento do líquido cefalorraquidiano (LCR). Assim, a presença do cisto nessa região pode obstruir a passagem do LCR e levar ao acúmulo de líquido nessa região, causando hidrocefalia, aumento da pressão intracraniana e, em casos mais raros, morte súbita. Apesar de normalmente ser benigno e assintomático, quando diagnosticado é importante que o médico avalie o tamanho e a posição do cisto coloide para que seja verificada a possibilidade de obstrução da passagem do LCR e, assim, se possa definir o tratamento.
  • Na tireoide: O tipo mais comum de nódulo tireoidiano benigno é o nódulo colóide. Se um nódulo produz hormônios da tireoide, sem considerar a necessidade do corpo, ele é chamado de nódulo autônomo (quente), e pode ocasionalmente, levar ao hipertireoidismo. Se o nódulo é preenchido com fluido ou sangue, ele é chamado de cisto da tireoide. Ainda não se sabe exatamente o que causa o desenvolvimento dos nódulos de tireoide. Ele pode ser percebido ao palpar o pescoço, sendo importante consultar um médico para que sejam solicitados exames e possa ser feito o diagnóstico e tratamento. Diferentemente do cisto, o nódulo corresponde a uma lesão arredondada e maciça que normalmente cresce e pode apresentar aspecto maligno. Saiba mais sobre o nódulo na tireoide e como é feito o tratamento.
Sintomas e Tratamento do Cisto Coloide no cérebro e na tireoide
Sintomas e Tratamento do Cisto Coloide no cérebro e na tireoide

Principais sintomas 

No cérebro: 

Na maioria das vezes o cisto coloide localizado no cérebro é assintomático, no entanto algumas pessoas relatam alguns sintomas pouco específicos, como:

  • Dor de cabeça;
  • Náuseas;
  • Tonturas;
  • Sonolência;
  • Pequenos esquecimentos;
  • Pequenas alterações de humor e comportamento.

Devido à falta de especificidade dos sintomas, o cisto coloide no cérebro normalmente não é identificado rapidamente, sendo o diagnóstico feito por meio de exames de imagens, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, que são solicitados devido a outras situações.

Na tireoide: 

Não existem sintomas associados e o cisto é somente descoberto ao palpar a região do pescoço. O exame de ultrassom é indicado para identificar se suas bordas são arredondadas o que ajuda a identificar se há possibilidade de ser câncer ou não. A biópsia aspirativa ajuda a identificar qual o conteúdo, se existe líquido, sangue ou tecido duro em seu interior.

Como é feito o tratamento 

No cérebro:

O tratamento para o cisto coloide localizado no cérebro depende dos sintomas e posição que o cisto se encontra. Normalmente quando não há sintomas, não é estabelecido nenhum tratamento pelo neurologista, sendo apenas realizado acompanhamento periódico para verificar se o cisto continua na mesma posição. Quando são verificados sintomas, o tratamento é feito por cirurgia, em que é o cisto é drenado e sua parede completamento removida. Após a cirurgia é comum que o médico envie parte do cisto para o laboratório para que sejam feita a biópsia e se possa verificar que é um cisto benigno, de fato.

Na tireoide: 

Não é preciso realizar nenhum tipo de tratamento se o cisto for benigno, podendo apenas observar se ele está aumentando com o passar o tempo, ou não. Se for muito grande, tendo mais de 5 cm, ou se estiver causando sintomas, pode ser indicada a cirurgia para retirada do lobo afetado. Se houver produção descontrolada de hormônios ou se este for maligno além da cirurgia, deve-se realizar o tratamento com iodo radioativo. 


Bibliografia

  • WAINER, Simone Magagnin; MAIA, Ana Luiza. Nódulos de Tireoide. Revista HCPA. Vol.32. 1.ed; 118-119, 2012
  • WERLE, Norberto Weber. Lesões císticas intracranianas não neoplásicas. 2013. Link: <pt.slideshare.net>.
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