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O que é catarata congênita, sintomas, principais causas e tratamento

A catarata congênita é uma alteração do cristalino do olho que se desenvolve durante a gestação e, por isso, está presente no bebê desde o nascimento. O principal sinal indicativo de catarata congênita é a presença de uma película esbranquiçada dentro do olho do bebê, que pode ser percebida nos primeiros dias de vida do bebê ou depois de alguns meses.

Essa alteração pode afetar apenas um olho ou os dois e, normalmente, tem cura, através de uma cirurgia simples que substitui o cristalino do olho do bebê. Quando há suspeita de catarata congênita, é importante que o bebê seja submetido ao teste do olhinho, que é feito durante a primeira semana de vida e depois repetido aos 4, 6, 12 e 24 meses, pois assim é possível confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado. Veja como é feito o teste do olhinho.

O que é catarata congênita, sintomas, principais causas e tratamento

Sintomas da catarata congênita

A catarata congênita está presente desde o momento do nascimento, mas em alguns casos, podem passar vários meses até que seja identificada, quando os pais ou outros cuidadores do bebê observam uma película esbranquiçada dentro do olho, criando a sensação de uma "pupila opaca".

Em alguns casos, essa película também pode ir se desenvolvendo e piorando ao longo do tempo, mas quando é identificada deve ser informada para o pediatra para se iniciar o tratamento adequado e evitar o surgimento de dificuldade para enxergar.

A melhor forma de confirmar o diagnóstico de catarata congênita é fazendo o exame de reflexo vermelho, também conhecido como teste do olhinho, na qual o médico projeta uma luz especial sobre o olho do bebê para observar se existem alterações nas estruturas.

Principais causas

A maioria das cataratas congênitas não apresenta uma causa específica, sendo classificadas como idiopáticas, no entanto em alguns casos a catarata congênita pode ser consequência de:

  • Distúrbios metabólicos na gravidez;
  • Infecções da grávida com toxoplasmose, rubéola, herpes ou citomegalovírus;
  • Deformidades no desenvolvimento do crânio do bebê.

A catarata congênita também pode ser provocada por fatores genéticos, sendo que um bebê com casos iguais na família tem maiores chances de nascer com catarata congênita.

Como é feito o tratamento

O tratamento para catarata congênita depende da gravidade da doença, do grau de visão e da idade do bebê, mas normalmente é feito com cirurgia de catarata congênita para substituição do cristalino, que deve ser feita entre as 6 semanas de vida e os 3 meses. No entanto, este tempo pode variar de acordo com o médico e o histórico da criança.

Geralmente, a cirurgia é feita num olho sob anestesia local e após 1 mês é feita no outro, sendo que durante a recuperação é necessário colocar alguns colírios indicados pelo oftalmologista, para aliviar o desconforto do bebê e também evitar o surgimento de uma infecção. Nos casos de catarata congênita parcial pode ser apenas indicado o uso de remédios ou colírios em vez da cirurgia.

Bibliografia >

  • REZENDE, Marina S. V. M.; SOUZA, Simone B.; DIB, Omar et al. Abordagem da Catarata Congênita: análise de série de casos. Rev Bras Oftalmol. Vol 67. 1 ed; 32-38, 2008
  • PEREIRA, Maria Luciana C.; NEVES, Rejanne C.; BATISTA, Leonardo. Diagnóstico precoce de catarata congênita por avaliação oftalmológica em pacientes recém-nascidos.
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