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Candidíase vaginal: o que é, sintomas, causas e tratamento

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
novembro 2022
  1. Sintomas
  2. Teste online
  3. Causas
  4. Tratamento

A candidíase vaginal é uma infecção ginecológica muito comum nas mulheres causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida albicans, que vive normalmente na região genital, levando ao surgimento de sintomas, como corrimento esbranquiçado, coceira intensa, inchaço ou vermelhidão na vulva e/ou vagina.

O aumento da quantidade de fungos do tipo Candida pode ser causado por alterações hormonais normais da gravidez, ou ainda por maus hábitos de higiene, estresse, uso de antibióticos, ou enfraquecimento do sistema imunológico devido a outras doenças, por exemplo. Veja as principais causas da candidíase vaginal

O tratamento da candidíase vaginal, que também é chamada de candidíase vulvovaginal, é feito pelo ginecologista, que pode indicar o uso de antifúngicos, na forma de pomadas, óvulos vaginais ou comprimidos, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas da candidíase vaginal

Os principais sintomas da candidíase vaginal são:

  • Corrimento vaginal de cor branca, tipo leite coalhado, e sem cheiro;
  • Coceira intensa;
  • Irritação na vulva e/ou vagina;
  • Sensação de queimação na região íntima;
  • Inchaço na vulva e/ou vagina;
  • Vermelhidão da região íntima;
  • Dor local;
  • Dor ou desconforto ao urinar;
  • Dor ou ardência durante o contato íntimo.

Os sintomas da candidíase vaginal podem ser mais intensos antes do período menstrual, e geralmente, são mais graves nos casos de candidíase vaginal aguda.

Além disso, os sintomas da candidíase vaginal podem ser semelhantes a outras infecções ginecológicas, por isso, é importante consultar o ginecologista na presença dos sintomas, para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado.

Teste online de sintomas

Para saber a chance de estar com candidíase vaginal, selecione no teste a seguir os sintomas apresentados:

  1. 1.Vermelhidão e inchaço em toda a região íntima
  2. 2.Placas esbranquiçadas na vagina
  3. 3.Corrimento esbranquiçado com grumos, semelhante a leite talhado
  4. 4.Dor ou sensação de queimação ao urinar
  5. 5.Corrimento amarelado ou esverdeado
  6. 6.Presença de pequenas bolinhas na vagina ou pele áspera
  7. 7.Coceira que surge ou piora após usar algum tipo de calcinha, sabonete, creme, cera ou lubrificante na região íntima

Qual médico consultar

O médico especialista que pode confirmar o diagnóstico de candidíase vaginal e indicar o tratamento adequado é o ginecologista. 

Como confirmar o diagnóstico

A confirmação do diagnóstico da candidíase genital pelo ginecologista é feito através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame pélvico e ginecológico.

Durante o exame ginecológico, o médico pode verificar os sinais de inflamação na vulva e na vagina, sendo que normalmente, o colo do útero está normal, não apresentando inflamação. Além disso, a mulher não apresenta sensibilidade ao movimento do colo do útero e corrimento cervical.

Em alguns casos, o ginecologista pode solicitar um exame de cultura, que é feito recolhendo uma amostra da secreção vaginal para ser analisado em laboratório e confirmar a presença do fungo Candida e sua espécie, como a Candida albicans, Candida glabrata ou Candida parapsilosis.

Além disso, esse exame de cultura pode ajudar a descartar outras infecções ginecológicas que têm sintomas semelhantes, como tricomoníase, vaginose bacteriana, dermatite atópica, ou líquen escleroso, por exemplo.  

Possíveis causas

A candidíase vaginal é causada principalmente por um desequilíbrio da flora vaginal, levando ao crescimento excessivo do fungo Candida albicans, que vive normalmente na região genital, podendo penetrar na mucosa superficial vaginal, causando inflamação e surgimento dos sintomas.

Alguns fatores podem contribuir para o desequilíbrio da flora vaginal e o desenvolvimento da candidíase, como:

  • Gravidez;
  • Uso de pílulas anticoncepcionais contendo estrogênio;
  • Terapia de reposição hormonal na menopausa;
  • Estresse;
  • Obesidade;
  • Diabetes mellitus;
  • Infecção pelo vírus do HIV;
  • Quimioterapia;
  • Uso de antibióticos de amplo espectro;
  • Uso de remédios imunossupressores, como corticoides;
  • Limpeza incorreta do ânus após evacuação, ou seja, de trás para frente;
  • Maus hábitos de higiene;
  • Doenças autoimunes.

Embora seja menos comum, outras espécies de Candida que também podem causar a candidíase vaginal, são a Candida glabrata ou Candida parapsilosis.

A candidíase vaginal é sexualmente transmissível?

A candidíase vaginal não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), pois na maioria dos casos, não está relacionada ao contato íntimo, mas com o desequilíbrio da flora vaginal.

No entanto, a candidíase pode ser transmitida através do contato íntimo vaginal, oral ou anal, caso o parceiro ou a parceira, esteja contaminado com o fungo Candida sp. Veja outros tipos de candidíase

Como é feito o tratamento

O tratamento da candidíase vaginal deve feito com orientação do ginecologista que pode indicar o uso de remédios antifúngicos, como miconazol, tioconazol, nistatina, fluconazol ou itraconazol, na forma de pomadas, cremes, óvulos vaginais ou comprimidos. Confira todos os remédios indicados para candidíase.  

No caso da candidíase recorrente ou de repetição, o médico ainda pode indicar o uso do comprimido de fluconazol, 1 vez por semana, durante pelo menos 6 meses. 

O uso desses medicamentos deve ser feito de acordo com a orientação do ginecologista e durante o tratamento, principalmente no caso de ser feito com o uso de pomadas, é recomendado evitar relação sexual. Veja as principais pomadas para candidiase e como usar corretamente

Tratamento caseiro para candidíase vaginal

Um ótimo tratamento caseiro para candidíase vaginal é lavar a região íntima com água e vinagre, na proporção de 4 colheres de vinagre para meio litro de água. Além disso, é também importante adotar alguns cuidados para evitar a recorrência da candidíase vaginal, como:

  • Lavar e secar bem a região íntima antes de dormir;
  • Utilizar roupa pouco apertada e de algodão;
  • Dar preferência para a ingestão de probióticos e lactobacillus, como iogurte;
  • Dormir sem calcinha;
  • Fazer a higiene íntima com sabonete ou gel vaginal com ph entre 3,8 e 4,5, evitando todos os produtos e sabonetes com químicos.

Também é importante evitar alimentos ricos em carboidratos, gordura e açúcar, pois são a principal fonte de alimento do fungo causador da candidíase vaginal. Confira outras opções de remédios caseiros para candidíase

Além disso, uma opção para melhorar a microbiota vaginal e evitar que a candidíase vaginal volte a aparecer é o consumo de lactobacilos. Veja como tomar os lactobacilos em cápsulas

Alimentação para curar mais rápido

Uma ótima estratégia para curar a candidíase é tomar água com limão, sem adoçar, durante o dia, mas além disso colocar iogurte natural dentro da vagina é uma outra ótima estratégia natural, que tem ótimos resultados. 

Veja mais dicas de estratégias naturais e de como a alimentação pode ajudar a curar a candidíase mais rápido assistindo ao vídeo a seguir:

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em novembro de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

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Mostrar bibliografia completa
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  • KAUR, S.; KAUR, S. Recent Advances in Vaginal Delivery for the Treatment of Vulvovaginal Candidiasis. Curr Mol Pharmacol. 14. 3; 281-291, 2021
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  • OASH - OFFICE ON WOMAN'S HEALTH - U.S. DEPARTMENT OF HEALTH & HUMAN SERVICES. Vaginal yeast infection . 2021. Disponível em: <https://owh-wh-d9-dev.s3.amazonaws.com/s3fs-public/documents/fact-sheet-vaginal-yeast-infection.pdf>. Acesso em 25 nov 2022
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Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.

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  • Como CURAR NATURALMENTE a candidíase

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