Como escolher o absorvente pós-parto (e dúvidas comuns)

Outubro 2021

O absorvente pós-parto a ser utilizado depende do tipo de parto, isso porque após o parto cesárea, é possível que o fluxo de sangramento seja menor, quando comparado ao fluxo após o parto normal. No entanto, em ambos os casos, é recomendado que sejam utilizados absorventes grandes e grossos, que possuem alto poder de absorção.

O sangramento é mais intenso durante os 3 dias a seguir ao parto, podendo ser indicado o uso de absorventes próprios para o pós-parto, que são maiores e vão desde o meio das nádegas até a parte superior da pelve, ou absorvente comum noturno, que também é maior que o absorvente normal, porém é menor que o absorvente pós-parto, sendo necessário que a troca aconteça com mais frequência.

À medida que o sangramento após o parto diminui, é possível mudar o tipo de absorvente utilizado, podendo optar pelo uso de um absorvente normal, protetores diários, absorvente de tecido ou calcinha absorvente, não sendo indicado o uso de absorventes internos devido ao risco aumentado de infecção, por exemplo. Conheça mais sobre os tipos de absorvente.

Como escolher o absorvente pós-parto (e dúvidas comuns)

1. Por que é necessário usar absorvente no pós-parto?

Após o parto é comum que seja eliminado um sangramento, conhecido como "lóquios", que resulta do trauma provocado pelo parto no corpo da mulher. Nos primeiros dias este sangramento é vermelho e intenso, mas ao longo do tempo vai diminuindo e mudando de cor, até desaparecer 6 a 8 semanas após o parto. Conheça mais sobre o lóquio.

A intensidade do sangramento pode variar de acordo com o tipo de parto, de forma que após o parto normal é possível que seja notado sangramento mais forte do que após a cesárea, por exemplo, pois na cesárea parte do sangue sai juntamente com a placenta.

2. Como fazer a higiene íntima nos primeiros dias?

Para que a mulher se sinta mais segura deve usar uma calcinha grande de algodão, como usava durante a gravidez, e para evitar infecções é importante sempre lavar as mãos antes de trocar o absorvente.

A mulher pode limpar a região íntima apenas com papel higiênico após urinar, ou se preferir pode lavar a região genital externa com água e sabonete íntimo, secando com toalha seca e limpa logo a seguir. Não é recomendado lavar a região da vagina com a duchinha vaginal porque isso alterar a flora vaginal favorecendo as infecções, como a candidíase.

Lenços umedecidos também não são recomendados para serem usados de forma frequente, embora seja uma boa opção para usar quando estiver num banheiro público, por exemplo. Em relação à depilação não é recomendado passar gilete diariamente, porque a pele ficará mais sensível e irritada, a depilação completa da região da vulva também não é recomendada pois favorece o crescimento de microrganismos e causa maior corrimento vaginal, facilitando o aparecimento de doenças.

3. Quando a menstruação volta?

A menstruação pode demorar alguns meses para voltar após o nascimento do bebê, estando diretamente ligada com a amamentação. Se a mãe amamentar exclusivamente o bebê nos primeiros 6 meses, ela pode passar todo esse período sem menstruação, mas se ela adotar o leite da mamadeira ou se não der de mamar exclusivamente, a menstruação poderá voltar já no mês seguinte. No entanto, em alguns casos, é possível que a menstruação volte durante o período de amamentação de acordo com os níveis de hormônios femininos.

4. Quando ir ao médico?

É recomendado ir ao médico se durante o período de 40 dias após o parto a mulher apresentar:

  • Dor na parte inferior da barriga;
  • Apresentar sangramento vaginal com cheiro forte e desagradável;
  • Tiver febre ou secreção avermelhada depois de duas semanas após o parto.

Estes sintomas podem indicar uma infecção e por isso é necessária uma avaliação médica o quanto antes.

Toda vez que a mulher amamentar nestes primeiros dias pode sentir um pequeno desconforto, tipo cólica, na região abdominal, o que se deve à diminuição do tamanho do útero, sendo esta uma situação normal e esperada. Todavia, se a dor for muito intensa ou persistente é preciso informar o médico.

Esta informação foi útil?

Bibliografia

  • EEUSP. Promoção da saúde da mulher no pós-parto e do recém-nascido . 2016 . Disponível em: <http://www.ee.usp.br/cartilhas/cartilha_puerperio.pdf>. Acesso em 11 Fev 2019
  • Silva, Leila Rangel et al. Enfermagem no puerpério: detectando o conhecimento das puérperas para o autocuidado e cuidado do recém-nascido. REVISTA DE PESQUISA: CUIDADO É FUNDAMENTAL ONLINE. 2327-2337, 2012
Mais sobre este assunto: