Vitamina K: para que serve e quantidade recomendada

junho 2022

A vitamina K é um nutriente essencial para o corpo, pois desempenha diversas funções, como participar do processo de coagulação sanguínea, evitando hemorragias, e estimular a fixação de cálcio nos ossos, sendo importante para o fortalecimento ósseo e para prevenir a osteoporose.

A principal forma da vitamina K é a vitamina K1, também chamada de fitoquinona, e é encontrada principalmente em vegetais de cor verde escura, como brócolis, couve e espinafre, além de algumas frutas, como kiwi, morango e uvas, por exemplo. Além disso, a vitamina K2 é produzida pela microbiota intestinal e está presente em alguns alimentos de origem animal.

Além de poder ser encontrada em alimentos, a vitamina K pode ser também obtida na forma de suplementos, devendo ser utilizados sob orientação do médico ou do nutricionista.

A vitamina K é muito importante para o organismo, pois desempenha as seguintes funções:

1. Participa da coagulação sanguínea

A vitamina K é necessária para sintetizar as proteínas que ajudam a controlar o sangramento (fatores de coagulação), importantes para a coagulação sanguínea, prevenindo hemorragias e favorecendo a cicatrização de feridas.

2. Mantém a saúde dos ossos

A vitamina K é necessária para a produção de osteocalcina, uma proteína fundamental da matriz óssea, cuja função é estimular a fixação de cálcio nos ossos e nos dentes, sendo fundamental para o desenvolvimento ósseo normal e o seu mantimento na idade adulta, ajudando a prevenir o desenvolvimento da osteoporose.

É importante levar em consideração que para que a vitamina K contribua com a melhora da massa óssea, é fundamental que se tenha uma boa ingestão de cálcio na dieta.

3. Evita hemorragias no recém-nascido

O alto risco do recém-nascido apresentar hemorragias por deficiência de vitamina K acontece pelo fato que nascem com uma reserva muito baixa dessa vitamina. Isso porque a vitamina K não atravessa com facilidade a placenta e o leite materno é uma fonte muito pobre dessa vitamina, além de que o intestino do bebê ainda não é formado por bactérias capazes de produzir essa vitamina em quantidades suficientes. Por isso, de maneira preventiva, é administrada a vitamina K nos recém-nascidos.

Os partos prematuros, com complicações e o consumo de alguns medicamentos pela mulher grávida, como anticonvulsivantes ou anticoagulantes, por exemplo, aumentam o risco de hemorragia e a carência de vitamina K no recém nascido.

4. Promove a saúde cardiovascular

A vitamina K está relacionada com a produção de proteínas que ajudam a prevenir a calcificação ou o endurecimento das artérias do coração, o que poderia contribuir para o desenvolvimento de doenças cardíacas, como aterosclerose e infarto do miocárdio.

Alimentos ricos em Vitamina K

Os principais alimentos ricos em vitamina K são:

  • Vegetais de cor verde escura, como brócolis, couve, agrião, rúcula, alface e espinafre;
  • Nabo;
  • Azeite;
  • Abacate;
  • Ovo cozido;
  • Fígado;
  • Kiwi;
  • Morango;
  • Uvas;
  • Repolho.

Além desses alimentos, a vitamina K pode ser também encontrada nas nozes, castanhas, pistache, carnes, queijo e grãos de soja. Conheça outros alimentos ricos em vitamina K .

Quantidade recomendada

A quantidade recomendada de ingestão diária de vitamina k varia de acordo com a idade, como mostrado a seguir:

IdadeQuantidade recomendada
0 a 6 meses2 mcg
7 a 12 meses2,5 mcg
1 a 3 anos30 mcg
4 a 8 anos55 mcg
9 a 13 anos60 mcg
14 a 18 anos75 mcg
Homens com mais de 19 anos120 mcg
Mulheres com mais de 19 anos90 mcg
Gestantes e Lactantes90 mcg

Em geral, essas recomendações são facilmente obtidas quando se tem uma alimentação variada e equilibrada, com um consumo diversificado de vegetais.

Quando usar suplementos

Os suplementos de vitamina K só devem ser usados sob orientação do médico ou do nutricionista e apenas quando existir uma deficiência dessa vitamina no sangue, que pode ser identificada através de exames de sangue.

Em geral, os grupos de risco são bebês prematuros, pessoas que passaram por cirurgia bariátrica e pessoas que usam medicamentos para reduzir a absorção de gordura no intestino, pois a vitamina K é dissolvida e absorvida juntamente com a gordura dos alimentos.

Sintomas da falta de Vitamina K

A deficiência de vitamina K é uma alteração rara, visto que essa vitamina está presente em diversos alimentos e também é produzida pela flora intestinal, que deve ser saudável para uma boa produção. O principal sintoma da falta da vitamina K é o sangramento difícil de estancar que pode ocorrer na pele, através do nariz, por uma pequena ferida ou no estômago. Além disso, também pode ocorrer enfraquecimento dos ossos.

Pessoas que fizeram cirurgia bariátrica ou que tomam medicamentos para reduzir a absorção de gordura no intestino têm uma maior chance de ter deficiência em vitamina K.

Excesso de vitamina K

A vitamina K em sua forma natural, que é obtida através dos alimentos, não apresenta efeitos tóxicos. No entanto, quando o suplemento é utilizado em quantidades elevadas, pode ter alguns efeitos secundários, como coagulação irregular do sangue, toxicidade hepática, anemia hemolítica ou problemas neurológicos, principalmente nos recém-nascidos que recebem injeção dessa vitamina.

Interação com medicamentos

É importante destacar que as pessoas que são tratadas com anticoagulantes, como a Varfarina, devem controlar a sua ingestão de vitamina K, já que o consumo aumentado dessa vitamina pode interferir nos efeitos desse medicamento.

No entanto, por ser um nutriente essencial, não é recomendado deixar de consumir completamente os alimentos ricos em vitamina K, sendo apenas indicado consumir com moderação.

Além disso, pessoas que tomam antibiótico, medicamentos para reduzir o colesterol ou para baixar de peso, podem ter problemas para absorver esta vitamina no corpo e ter uma deficiência de vitamina K. Por isso, é importante que exista um controle e acompanhamento médico.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em junho de 2022. Revisão clínica por Tatiana Zanin - Nutricionista, em junho de 2022.

Bibliografia

  • COZZOLINO Silvia. Biodisponibilidade de nutrientes. 4º. Brasil: Manole Ltda, 2012. 387-407.
Revisão clínica:
Tatiana Zanin
Nutricionista
Formada pela Universidade Católica de Santos em 2001, com registro profissional no CRN-3 nº 15097.