Vacuoterapia: o que é, para que serve e como é feita

Revisão clínica: Marcelle Pinheiro
Fisioterapeuta
janeiro 2022

A vacuoterapia é um tratamento estético que consiste em deslizar um equipamento sobre a pele que realiza uma sucção capaz de promover o descolamento da pele do músculo, o que ajuda a melhorara a circulação sanguínea e linfática, combatendo de forma mais eficaz as celulites, a gordura localizada e a flacidez, além de ajudar no tratamento de contraturas musculares.

Essa técnica pode usada de forma isolada ou em protocolos que envolvem outros tipos de tratamentos, como massagem modeladora, radiofrequência, lipocavitação ou carboxiterapia, variando de acordo com a necessidade de cada pessoa. As sessões devem ser realizadas pelo dermatologista, fisioterapeuta dermatofuncional ou pelo esteticista, com sessões realizadas 1-4 vezes por mês, com duração de 20-40 minutos por região a ser tratada. 

Para que serve a vacuoterapia

A vacuoterapia consiste na realização da sucção da pele do local a ser tratado, promovendo o descolamento da pele do músculo, o que resulta na quebra das fibroses que ficam no tecido adiposo, melhora da circulação sanguínea e  linfática, aumento da oxigenação e liberação de toxinas, além de promover a nutrição ads células e garantir um efeito tonificante e reafirmante. Assim, a vacuoterapia serve para:

  • Remover contraturas musculares no pescoço, nas costas, braços ou pernas;
  • Ajudar no combate à celulite da barriga, flancos, bumbum e coxas;
  • Eliminar o excesso de líquido na região abdominal, pernas e tornozelos;
  • Contribuir para a eliminação de toxinas;
  • Estimular e auxiliar o sistema linfático;
  • Melhorar a resposta da pele a aplicação de cremes de uso diário como hidratantes e anti-rugas;
  • Estimular a produção de colágeno e elastina;
  • Melhorar a aparência da cicatriz, deixando-a mais fina e menos aderida ao músculo.

A sucção é feita por um equipamento que é acoplado a pele e a sucção da pele ocorre devido a uma diferença de pressão que pode ser controlada pelo terapeuta que está aplicando a técnica. Dependendo do objetivo da sucção, esta deve ser realizada sempre respeitando a direção dos gânglios e vasos linfáticos.

Como é feita

Antes de ser iniciado, é normalmente aplicado um óleo vegetal sobre a área a ser tratada para permitir um melhor deslizamento do aparelho. É aconselhado que o aparelho seja deslizado com manobras rítmicas, lentas e suaves, no sentido de vasos linfáticos e linfonodos. O tempo de sucção do local pode variar de acordo com o objetivo do tratamento e tamanho da região.

Se durante o tratamento a pressão do vácuo causar muito desconforto, pode-se pedir ao terapeuta para diminuir a intensidade do vácuo, para aliviar a pressão e o tratamento se tornar mais confortável. É normal que após o tratamento haja leve dor e vermelhidão no local e, nesses casos, pode ser aplicada uma bolsa de gelo por cerca de 5 a 10 minutos para aliviar a dor.

Quando não é indicada

Este tratamento geralmente é bem tolerado, no entanto é importante que a pessoa passe antes por uma avaliação, em que é definido o objetivo do tratamento e avaliação da região para verificar se existe alguma contraindicação.

A vacuoterapia não deve ser realizada em caso em cima de uma cicatriz recente, por cima de varizes, ferida aberta, infeção local, uso de marcapasso cardíaco, hérnia no local, hematoma, flebite, infecção ativa, hipertensão, uso de anticoagulantes, ou em pessoas que possuem baixa tolerância à dor.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em janeiro de 2022. Revisão clínica por Marcelle Pinheiro - Fisioterapeuta, em janeiro de 2022.

Bibliografia

  • SILVA, Jessica Layana P. Efeitos da vacuoterapia associada a radiofrequência no tratamento do fibro edema geloide. Trabalho de Conclusão de Curso, 2018. Universidade Estadual da Paraíba.
  • IBRAMED. Dermotonus esthetic e Slim. Disponível em: <https://ibramed.com.br/site/wp-content/uploads/2019/02/Dermotonus-esthetic-e-slim-2019-pdf.pdf>.
Revisão clínica:
Marcelle Pinheiro
Fisioterapeuta
Formada em Fisioterapia pela UNESA em 2006 com registro profissional no CREFITO- 2 nº. 170751 - F e especialista em dermatofuncional.