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Tularemia: o que é, sintomas e tratamento

A Tularemia é uma doença infecciosa rara que também é conhecida como febre do coelho, já que a forma mais comum de transmissão é através do contato das pessoas com o animais infectado. Essa doença é causada pela bactéria Francisella tularensis que normalmente infecta animais silvestres, como roedores, lebres e coelhos, que podem infectar as pessoas e causar complicações que podem levar à morte.

Apesar de ser fatal, a tularemia tem tratamento simples e eficaz, sendo recomendado o uso de antibióticos por cerca de 10 a 21 dias de acordo com a orientação do médico. A Tularemia é mais comum no norte dos Estados Unidos, Europa e Ásia, não havendo casos relatados no Brasil, no entanto no caso de ocorrência, é recomendado informar ao Ministério da Saúde para que sejam tomadas as medidas necessárias, já que se trata de uma doença de notificação compulsória.

Tularemia: o que é, sintomas e tratamento

Sintomas de Tularemia

Os sintomas da infecção pela bactéria podem demorar de 3 a 14 dias, no entanto é mais frequente que os primeiros sintomas apareçam até 5 dias após a exposição. Os sintomas normalmente estão associados com a forma como a bactéria entrou no organismo, se foi através do ar, contato com animais contaminados, mucosas ou ingestão de água contaminada, por exemplo.

O primeiro sintomas de tularemia é o aparecimento de uma pequena ferida na pele de difícil cicatrização, sendo normalmente acompanhada de febre alta. Outros sintomas poucos frequentes mas que podem acontecer no caso da infecção pela bactéria são:

  • Inchaço de gânglios linfáticos;
  • Perda de peso;
  • Calafrios;
  • Cansaço;
  • Dores no corpo;
  • Dor de cabeça;
  • Mal-estar;
  • Tosse seca;
  • Dor de garganta;
  • Dor no peito.

Como os sintomas também variam de acordo como a forma que a bactéria entra no corpo, pode haver:

  • Dor intensa de garganta, dor na barriga, diarreia e vômito, caso a pessoa tenha bebido água contaminada;
  • Septicemia ou pneumonia, caso a bactéria tenha entrado no corpo por meio das vias aéreas, o faz com que chegue mais facilmente ao sangue;
  • Vermelhidão nos olhos, lacrimejamento e presença de pus, quando a bactéria entra através dos olhos.

O diagnóstico da Tularemia é feito a partir da análise dos sintomas e resultado de exames de sangue e microbiológicos que identificam a presença da bactéria. É importante que a pessoa consiga identificar como foi que aconteceu o contato com a bactéria para que se possa tomar medidas que impeçam novamente a infecção.

É importante que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico para evitar que a bactéria se espalhe para outros locais do corpo e causem complicações.

Como ocorre a transmissão para o ser humano

O ser humano pode ser contaminado através do contato com o carrapato, pulgas, piolhos, mosquitos e moscas, e também através do consumo de água contaminada, ou do contato com sangue, tecido ou vísceras de animais infectados. Outras formas de contaminação incluem comer a carne, ser mordido ou arranhado pelo animal contaminado, e também inalar a poeira da terra, grãos ou ferro que estejam contaminados. 

A carne de coelho silvestre contaminado, mesmo que seja conservada a baixas temperaturas, como por exemplo -15ºC ainda permanecem contaminadas após 3 anos, e portanto em caso de epidemia, não é recomendado comer coelhos ou lebres.

Como é feito o tratamento

Apesar de ser uma doença rara e muitas vezes fatal, o tratamento com antibióticos é bastante eficaz, sendo capaz de eliminar a bactéria do organismo em algumas semanas e evitar complicações que poderiam se desenvolver à medida que a bactéria ia se proliferando e se espalhando.

Assim, os antibióticos normalmente indicados pelo médico para tratar a tularemia são Estreptomicina, Gentamicina, Doxiciclina e Ciprofloxacina, que normalmente são usados por 10 a 21 dias de acordo com o estágio da doença e antibiótico escolhido pelo médico. É importante também que o exame para identificar a bactéria seja feito de acordo com a orientação do médico para verificar se o tratamento está sendo eficaz, sendo verificada a necessidade de trocar ou retomar o tratamento.

Em grávidas, bebês e crianças o médico pode decidir manter o internamento hospitalar para garantir a boa hidratação e durante a gravidez, deve-se levar em consideração o risco/benefício do uso dos antibióticos Gentamicina e Ciprofloxacina, que são contraindicados durante a gestação, mas que são os mais indicados para o tratamento dessa infecção.

Como se proteger da tularemia

Para se proteger da Tularemia, é importante evitar comer alimentos ou beber água que possam estar contaminados e usar luvas e máscaras ao mexer em um animal doente ou morto que possa também estar contaminado. Além disso, é recomendado usar repelentes e calça e blusa compridas para proteger a pele da picada de insetos que possam ter sido contaminados pela bactéria.


Bibliografia

  • CDC. Tularemia. Link: <www.cdc.gov>. Acesso em 24 Abr 2019
  • CDC. Tularemia: Signs & Symptoms. Link: <www.cdc.gov>. Acesso em 24 Abr 2019
  • WHO. WHO Guidelines on Tularaemia. 2007. Link: <apps.who.int>. Acesso em 24 Abr 2019
  • COMISSÃO DE SAÚDE PÚBLICA DE BOSTON. Tularemia. 2015. Link: <www.bphc.org>. Acesso em 24 Abr 2019
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