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Tratamento para vaginose bacteriana

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
outubro 2022

O tratamento para vaginose bacteriana deve ser indicado pelo ginecologista, sendo normalmente recomendado o uso de antibióticos como Metronidazol em forma de comprimido ou de creme vaginal por cerca de 7 a 12 dias de acordo com a orientação do médico.

Além do uso de remédios, é importante que a mulher adote alguns cuidados para evitar o surgimento novamente da vaginose, sendo recomendado utilizar camisinha em todas as relações sexuais, usar calcinha de algodão e evitar fazer duchas vaginais.

A vaginose bacteriana é uma infecção vaginal que acontece quando há diminuição da quantidade das bactérias responsáveis por manter o pH da vagina, resultando na proliferação excessiva de bactérias que fazem parte da microbiota, como Gardnerella sp., levando ao aparecimento dos sintomas de vaginose. Conheça mais sobre a vaginose bacteriana e como identificar os sintomas.

Imagem ilustrativa número 3

1. Medicamentos para vaginose

Os medicamentos normalmente indicados pelo ginecologista para o tratamento da vaginose bacteriana são:

  • Metronidazol em comprimidos ou em creme vaginal, cuja dose recomendada é de 2g em dose única ou 400 a 500 mg, 2 vezes ao dia, durante 7 dias, no caso dos comprimidos, e durante cerca de 10 a 20 dias, à noite, no caso do creme vaginal;
  • Clindamicina em comprimidos ou creme vaginal, cuja dose recomendada varia entre 600 e 1800 mg, divididas em doses iguais ao longo do dia, durante um intervalo de tempo determinado pelo médico. No caso do creme, este deve ser aplicado uma vez à noite por cerca de 3 a 7 dias;
  • Tinidazol em comprimidos, cuja dose recomendada é de geralmente 2g em dose única, durante 2 dias.

O tratamento para vaginose bacteriana deve ser feito até ao fim, mesmo que os sintomas da vaginose tenham diminuído ou desaparecido, isso porque caso a vaginose bacteriana não seja tratada é possível que evolua para doença inflamatória pélvica ou aumentar o risco de adquirir outras infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia, por exemplo. Conheça mais sobre a clamídia.

Tratamento durante a gravidez

Durante o gravidez o tratamento para a vaginose bacteriana também deve ser com antibióticos, que devem ser recomendados pelo obstetra que acompanha a gravidez.

É muito importante fazer o tratamento corretamente, porque a vaginose bacteriana na gravidez quando não tratada, pode provocar parto prematuro ou o bebê pode nascer com baixo peso.

2. Tratamento caseiro e natural

Algumas opções de tratamento caseiro e natural para vaginose bacteriana são:

  • Chá de uva-ursina, já que possui ação antibacteriana e antisséptica, ajudando a eliminar os microrganismos que causam a vaginose. Para fazer o chá, basta ferver 30 gramas das folhas em 500 mL de água durante 15 minutos. Em seguida, coar e beber até 3 xícaras do chá por dia. Este tratamento não deve ser feito em grávidas, pois a uva-ursina é contraindicada na gravidez;
  • Óleo de melaleuca, já que tem propriedades antibacterianas. O óleo de melaleuca deve ser misturado a outro óleo para que não cause irritação da pele e da mucosa, como o óleo de amêndoa por exemplo, e pode ser usado imergindo um tampão nesta mistura e aplicando-o na vagina por cerca de uma hora, 3 a 4 vezes ao dia. É importante não manter o tampão por mais de 1 hora, pois pode causar irritação na vagina;
  • Probióticos, que são bactérias benéficas para a saúde e que impedem o crescimento de microrganismos responsáveis pela vaginose. Assim, é recomendado que sejam consumidos iogurte, kefir, kombucha ou suplementos probióticos.

Além disso, é também importante aumentar o consumo de alimentos que ajudem a aumentar a atividade do sistema imunológico, ajudando a prevenir outra crise de vaginose. Dessa forma, alguns alimentos que podem ser consumidos são linhaça, frutos secos e alho, por exemplo. Confira outros alimentos que aumentam a imunidade.

Cuidados durante o tratamento

Para garantir o sucesso do tratamento e evitar que a vaginose ocorra novamente, é importante que a mulher siga algumas orientações, como:

  • Usar preservativo em todas as relações;
  • Evitar duchas e banhos de espuma na banheira;
  • Evitar usar sabonetes perfumados;
  • Lavar a região íntima com água e sabão ou sabonete íntimo com pH neutro;
  • Evitar fazer duchas vaginais;
  • Usar calcinha de algodão.

Os sinais de melhora da vaginose bacteriana estão relacionados com a realização do tratamento e geralmente incluem o desaparecimento do corrimento amarelo ou verde com mau cheiro e a diminuição da coceira vaginal.

Os sinais de piora da vaginose bacteriana normalmente surgem quando o tratamento não é feito ou é realizado incorretamente e incluem o aumento do mau cheiro e do corrimento vaginal verde ou amarelo, o aumento da coceira vaginal e da dor ao urinar.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em outubro de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.