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Cáseos amigdaliano (caseum): o que é, sintomas, causas e tratamento

Revisão médica: Dr. Gonzalo Ramirez
Psicólogo e Clínico Geral
dezembro 2022

O caseum, também chamado de cáseos ou cáseos amigdalianos, são pequenas bolinhas brancas que podem surgir na garganta e que acontecem devido ao acúmulo de restos de alimentos, saliva e células da boca, sendo responsáveis pelo mau hálito, garganta inflamada e, em alguns casos, dificuldade para engolir.

Essa situação é mais frequente em adultos que possuem amigdalite frequente, sendo recomendado que seja feito gargarejo com água morna e sal, cerca de duas a três vezes por dia, para favorecer a eliminação do caseum e aliviar o desconforto e o mau hálito.

Quando o caseum é frequente e acontece devido à amigdalite crônica, pode ser necessária realização de cirurgia para retirar as amígdalas.

Imagem ilustrativa número 2

Principais sintomas

Os principais sintomas de cáseos amigdalianos são:

  • Aparecimento de pequenas bolinhas brancas ou amarelas na garganta e presas à amígdala, em alguns casos;
  • Dor ao engolir;
  • Mau hálito;
  • Dor de garganta;
  • Dificuldade para engolir;
  • Inchaço das amígdalas;
  • Dor de ouvido, em alguns casos;
  • Alteração do sabor;
  • Roncos;
  • Sensação de algo na garganta.

Na presença desses sinais e sintomas, é importante que o otorrinolaringologista seja consultado para que seja identificado fator que favorece o aparecimento do cáseo e a melhor forma de tratamento.

Causas de cáseo amigdaliano

A formação do cáseo pode acontecer devido ao acúmulo de restos de comidas nas amígdalas, favorecendo a proliferação de microrganismos, levando à inflamação da amígdala e formando o cáseo.

Alguns dos fatores que podem aumentar a chance de formação do caseum são má higiene oral, uso de remédios que causam boca seca, rinite e sinusite, uma vez que nessas situações há maior acúmulo de muco, o que também pode constituir o cáseo.

Como é feito o tratamento

Na maioria dos casos, o cáseo não precisa de tratamento, isso porque consegue desprender-se naturalmente das amígdalas, podendo ser engolidas pela pessoa sem que sejam notadas. No entanto, o tratamento pode ser recomendado quando há dor, desconforto ou mau hálito devido ao cáseo. Os sinais de melhora do caseum podem demorar até 3 dias para surgir e incluem diminuição do número de bolinhas na garganta e redução do mau hálito.

Algumas formas de tratar o caseum são:

1. Gargarejo com água morna e sal ou enxaguante bucal

Para fazer gargarejos com água morna e sal, basta misturar um copo de água morna com uma colher de sopa de sal e gargarejar cerca de 30 segundos, 2 a 3 vezes ao dia.

Em alternativa à solução salina, os gargarejos também podem ser feitos com um enxaguante oral, que não deve conter álcool, já que esta substância aumenta o ressecamento e desidratação da mucosa bucal, aumentando a descamação de células, o que leva um aumento na formação de cáseos. O enxaguante deve ainda conter substâncias oxigenantes, de forma a prevenir o desenvolvimento de bactérias anaerobias, que contribuem para a formação de cáseos e mau hálito.

No entanto, se estes tratamentos não aliviarem os sintomas após 5 dias, pode ser necessário consultar um dentista e, nos casos em que o cáseo é mais frequente, um otorrinolaringologista.

2. Remoção com um cotonete

Também se pode tentar remover os cáseos com a ajuda de um cotonete, pressionando gentilmente nas regiões da amígdala onde estão alojados os cáseos. Não se deve exercer muita força para evitar lesar os tecidos e, no final, o ideal é gargarejar com água e sal ou com um enxaguante adequado.

No entanto, essa técnica não é frequentemente recomendada, pois pode lesionar o tecido da amígdala, e não deve ser realizada em crianças.

3. Remédios caseiros

Os remédios naturais para cáseo possuem propriedades antissépticas e anti-inflamatórias, ajudando a prevenir a formação das bolinhas brancas e aliviando os sintomas do cáseo.

Uma opção é o enxaguante de romã e própolis, que também é um antibiótico natural. Para fazer esse enxaguante basta adicionar 20 gramas de folhas e flores de romã e 3 gotas de própolis em 2 xícaras de água ferventes e deixar esfriar. Em seguida, fazer gargarejos de 30 segundos até 5 vezes por dia.

Outra opção é beber ou fazer gargarejo com o chá de tanchagem, pois essa planta medicinal tem propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas e adstringentes, ajudando no tratamento dos cáseos. Para fazer o chá basta adicionar 10 gramas de folhas de tanchagem em 500 mL água fervente e deixar repousar por cerca de 15 minutos. Em seguida, filtrar e beber cerca de 3 xícaras do chá por dia.

Caso não seja observada melhora nos primeiros dias de uso desses remédios caseiros, é recomendado consultar o dentista ou otorrinolaringologista para que seja feita uma avaliação física e seja possível iniciar o tratamento mais adequado.

4. Cirurgia

A cirurgia só é indicada pelo médico quando as medidas caseiras não são suficientes, quando existe o desenvolvimento constante de amigdalites, quando a pessoa sente muito desconforto ou sofre de halitose que não se consegue tratar com outras medidas.

Nesses casos, a cirurgia utilizada é a amigdalectomia, que consiste em retirar ambas as amígdalas. O pós-operatório nem sempre é fácil, pois os pacientes podem permanecer com muitas dores de garganta e ouvido durante vários dias. Outra opção é o uso de laser, que é uma técnica conhecida como criptólise amigdaliana e que fecha as cavidades das amígdalas, que são uma espécie de furinhos, impedindo a formação e acumulo das bolinhas amarelas na garganta.

Veja no vídeo a seguir mais dicas para aliviar o desconforto após a retirada das amígdalas para tratar o caseum:

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em dezembro de 2022. Revisão médica por Dr. Gonzalo Ramirez - Psicólogo e Clínico Geral, em dezembro de 2022.

Bibliografia

  • ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HALITOSE. Cáseos amigdalianos: bolinhas malcheirosas que saem da garganta. 2019. Disponível em: <https://www.abha.org.br/fique-por-dentro/caseos-amigdalianos-bolinhas-malcheirosas-que-saem-da-garganta/>. Acesso em 13 nov 2019
  • MARINHO, Antonio F. Amígdalas e adenóides - da infecção a obstrução. Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-facil. Vol.48(2). 25-32, 2010
Mostrar bibliografia completa
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  • CONCEIÇÃO, M. D. et. al.. Avaliação de um novo enxaguatório na formação de cáseos amigdalianos. Rev Bras Otorrinolaringol. 74. 1; 61-67, 2008
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Revisão médica:
Dr. Gonzalo Ramirez
Psicólogo e Clínico Geral
Clínico geral pela UPAEP com cédula profissional nº 12420918 e licenciado em Psicologia Clínica pela UDLAP nº 10101998.

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