Tratamento da alergia alimentar (medicamentos, dieta e outros)

O tratamento da alergia alimentar depende dos sintomas e sua gravidade, sendo geralmente feito com o uso de medicamentos antialérgicos, como prometazina, ranitidina e loratadina, ou corticoides, como prednisona.

Além disso, para evitar a alergia ou diminuir a gravidade dos sintomas, o médico ou nutricionista também recomenda excluir os alimentos que provocam a alergia e também evitar o contato e a inalação do alimento envolvido na alergia.

A alergia alimentar é uma reação do sistema imunológico a certos alimentos, causando alguns sintomas como coceira e vermelhidão na pele, placas avermelhadas e inchadas na pele, inchaço nos lábios, nariz entupido e escorrendo, diarreia ou prisão de ventre.

Leia também: Alergia alimentar: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-alergia-alimentar
Imagem ilustrativa número 1

Como é feito o tratamento

O tratamento para alergia alimentar deve ser feito pelo médico e varia de acordo com os sintomas e a gravidade.

1. Medicamentos

Conforme a gravidade dos sintomas, os medicamentos que podem se prescritos pelo médico são:

  • Antialérgicos, como prometazina, ranitidina e loratadina, para aliviar reações alérgicas leves a moderadas, controlando sintomas como urticária, vermelhidão, coceira e a síndrome de alergia oral;
  • Corticoides, como prednisona oral ou metilprednisolona intravenosa, para reduzir sintomas inflamatórios mais severos e ajudar a prevenir que a crise alérgica retorne, e no tratamento de alergias mistas / não-IgE mediadas;
  • Imunobiológicos, como omalizumabe, junto com a imunoterapia oral, para ajudar a pessoa a adquirir tolerância a maiores quantidades do alimento de forma mais rápida e segura, diminuindo o risco de reações graves durante a terapia;
  • Broncodilatadores, como salbutamol e fenoterol, por via inalatória, para tratar os sintomas respiratórios da alergia alimentar, revertendo o chiado no peito, tosse e falta de ar;
  • Inibidores da bomba de prótons, indicados para tratar os distúrbios alérgicos gastrointestinais específicos, como a esofagite eosinofílica.

Já em casos de anafilaxia, a adrenalina, ou epinefrina, deve ser aplicada o mais rápido possível por via intramuscular, para prevenir que a reação evolua para choque ou asfixia.

Leia também: Anafilaxia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/o-que-e-anafilaxia

2. Dieta de exclusão

A dieta de exclusão é o principal tratamento para alergia alimentar, sendo indicado excluir totalmente da dieta o alimento responsável por desencadear a reação. Confira os alimentos que causam alergia alimentar.

É recomendado também que pessoa evite o contato e a inalação do alimento envolvido na alergia, e ter cuidado com a contaminação cruzada durante o cultivo, a produção, o preparo e manipulação destes alimentos.

Ao retirar um alimento da dieta é necessário uma substituição adequada para evitar deficiências nutricionais ou desnutrição. Por isso, o acompanhamento com o nutricionista é essencial para planejar a dieta, indicar os alimentos substitutos corretos e, se necessário, indicar suplementos de vitaminas e minerais.

O nutricionista também atua na educação nutricional da pessoa e dos familiares, para identificar os alérgenos, como caseína e lactoglobulina, por exemplo, nos rótulos de produtos industrializados.

3. Imunoterapia

A imunoterapia pode ser indicada pelo médio para pessoas com alergias persistentes ou com risco de reações graves a pequenas quantidades do alimento.

Durante a imunoterapia, o médico administra de forma controlada doses mínimas e gradualmente crescentes do alimento alergênico, geralmente via oral ou sublingual, para induzir o sistema imunológico a tolerá-lo.

Este tratamento exige acompanhamento rigoroso de um médico alergista em ambiente hospitalar, pois envolve riscos de reações anafiláticas durante o processo. Além disso, o estado de tolerância muitas vezes exige o consumo contínuo do alimento para se manter.

Leia também: Imunoterapia: o que é, quando é indicada e como é feita tuasaude.com/como-funciona-a-imunoterapia

4. Reexposição alimentar

A reexposição ao alimento causador de alergia pode ser feita sob a supervisão do médico em ambiente equipado para o atendimento de episódios agudos e reações graves.

Esse processo é feito por meio do Teste de Provocação Oral. Se o teste for negativo, o médico confirma a tolerância e o alimento pode retornar à rotina da pessoa.

Como a tolerância oral é um processo gradual, muitas vezes, a pessoa começa a tolerar o alimento quando é submetido a altas temperaturas de cozimento, como assados e bolos. Isso porque o calor prolongado altera a conformação da proteína alergênica, reduzindo seu potencial de causar reações.

Tratamento de alergia alimentar em bebês

O tratamento da alergia alimentar em bebês é focado na exclusão do alérgeno sem comprometer o crescimento e o desenvolvimento da criança.

1. Bebês em aleitamento materno exclusivo

Em bebês em aleitamento materno exclusivo, a amamentação deve ser sempre priorizada, apoiada e mantida.

Se o bebê apresentar sintomas de alergia sendo amamentado exclusivamente no peito, a mãe deve retirar totalmente o alimento causador da sua própria alimentação e continuar amamentando.

neste caso, como a mãe fará uma dieta restritiva, ela deve receber acompanhamento do nutricionista e suplementação adequada de cálcio e vitamina D durante esse período para suprir as exigências da amamentação.

2. Bebês que não podem ser amamentados

Para bebês que não podem ser amamentados, o pediatra indica o uso de fórmulas infantis especiais e hipoalergênicas, como as extensamente hidrolisadas ou à base de aminoácidos livres.

Fórmulas de soja só são indicadas em casos específicos, geralmente para bebês com mais de seis meses.

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